Beleza e Saúde

GLOBO DE OURO: QUANDO A MAKE É PROTESTO

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Emma Stone usa a maquiagem para expressar seu repúdio ao assédio sexual. “Queria criar looks que… tivessem uma mensagem empoderadora e de solidariedade”. Maquiadora americana Rachel Goodwin

 

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Símbolos e cores das sufragistas, usados como referência, pelas atrizes, no Globo de Ouro

Uma delicia está aqui com você totalmente redesenhada (a palavra do momento), integrando este caderno lindo, feito com tanto amor, por nós, aqui do jornal O POVO que, neste ano, comemora 90 anos de fundação, cada vez mais arrojado, à frente de seu tempo (nosso formato berliner) e firme e forte para contar mais 90 anos de história, do Ceará para o mundo. Espero que você goste, nos dedicamos muito para levar até você conteúdo de qualidade.

E na minha primeira coluna, no novo caderno Pause, proponho a você a enxergarmos com outros olhos a maquiagem nossa de cada dia. Usar a make para contar uma história e nos expressar diferente no nosso cotidiano. Uma maquiagem tomada como conceito, não só recheada de tendências. Não será difícil, já construímos muito bem essa mensagem subliminar na hora de montar um look.

Convido você agora a construir esse mapa mental de modo bem definido e consciente também com a make, assim como fez a Emma Stone, no Globo de Ouro, recentemente, em Los Angeles. Todas as atrizes usaram dress code preto, em protesto e apoio ao movimento “Time´s Up”, que luta para o fim do assédio e abuso sofridos pelas mulheres, no ambiente de trabalho. O que as diferenciava “messsmooo” era a make.

COR DE PROTESTO

A maquiadora de Emma Stone, Rachel Goodwin, fez uma pesquisa histórica para chegar aos tons usado pela atriz, no tapete vermelho. “Batom vermelho era a cor das sufragistas, então fiz umas pesquisas e descobri que elas também usavam itens simbólicos no tom roxo (está super em alta) e esmeralda quando estavam lutando por seu direito de voto (em 1915)”, diz a maquiadora Rachel Goodwin, à revista People.

Se observarmos de sombra verde, a cor da esperança, e batom violeta, um tipo de roxo, a cor da realeza. “Roxo é o sangue real que corre na veia de cada sufragista, o instinto de liberdade e dignidade e o branco significa pureza na vida privada”, explica Rachel Goodwin, em seu Instagram. “Queria criar looks que… tivessem uma mensagem empoderadora e de solidariedade”.

ALÉM DO ROXO

O batom vermelho tem o poder que vai muito além do sensual, como está incutido na nossa sociedade hipermoderna, pela imagem de Marilyn Monroe, na Década de 60, que eternizou o batom encarnado Givenchy.

A cor em forma de batom, em 1915, foi utilizada pelas sufragistas americanas para desafiar a sociedade patriarcal, na marcha que reuniu cerca de 25 mil mulheres, pela Quinta Avenida, em Nova York.

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