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Autismo: como atividades online e offline podem auxiliar no desenvolvimento cognitivo das crianças com autismo

Cada criança tem suas necessidades e características próprias, que devem ser respeitadas e compreendidas por todos ao seu redor. O pequeno com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não foge dessa regra. Porém, antes de trabalhar temas como aceitação e inclusão, é necessário entender o que é o autismo.

O denominado Transtorno do Espectro Autista (TEA), engloba diversos aspectos do desenvolvimento infantil, podendo se dar em maior ou menor grau. De acordo com Lílian Kuhn, em Autismo: O que é e quais são os sinais do TEA, existem três quadros clínicos que englobam o diagnóstico do autismo, são eles: autismo clássico (tipo mais conhecido, em que há um comprometimento nas áreas de interação, comportamento e linguagem, além de relevante déficit cognitivo), o Autismo de Alto funcionamento (ou Síndrome de Asperger: os portadores conseguem se expressar através da fala e são muito inteligentes, acima da média da população) e Distúrbio Global do Desenvolvimento (tem características do TEA, como alteração de interação e comportamento, mas não há um diagnóstico fechado).

Pais e cuidadores podem se atentar a alguns sintomas característicos que podem ser divididos da seguinte forma:

– Interação social: Ausência ou baixa frequência de contato visual, sem interação espontânea com adultos e crianças.

– Comportamento: Repetitivo, estereotipado (dar pulos, chacoalhar as mãos ou se balançar). Ter interesse restrito em temas e brinquedos específicos.

– Linguagem: Ausência ou atraso significativo do desenvolvimento de linguagem oral (compreensão e expressão) e alteração em diversas habilidades linguísticas.

Entender o que é o TEA é também um primeiro passo para desmistificar o transtorno. Existem alguns mitos que permeiam os sintomas do autismo, inibindo a possibilidade de diagnósticos de pequenos que não apresentam claramente estes sintomas. Por isso a busca por especialistas é tão importante para adquirir informações confiáveis o mais cedo possível.

Uma das ferramentas que podem ser utilizadas em prol do desenvolvimento infantil, e que pode auxiliar no tratamento de crianças com autismo, é a tecnologia. ” Os vídeos e desenhos infantis, por serem atrativos aos pequenos, podem ser um meio de aproximar pais e filhos, desde que eles assistam juntos, comentando e compartilhando suas impressões sobre o conteúdo. Ou seja, os meios digitais, assim como outras brincadeiras, devem sempre promover momentos em família, de trocas, em que a relação interpessoal é privilegiada sempre.”, explica Sarah Helena, formada em psicologia, curadora na PlayKids.

Já os livros continuam sendo uma ferramenta importante para explicar o significado de ser autista e todo o universo que permeia essa condição. “A literatura vem abordando o autismo de forma suave e compreensível para aqueles que se enquadram no espectro, para quem conhece ou até mesmo para quem nunca ouviu falar sobre o TEA. As obras destinadas à temática mostram as características presentes no autismo e apresentam formas de conviver com elas, destinadas a qualquer pessoa que tenha interesse sobre o assunto”, finaliza.

 

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