Caatinga: Um bioma ameaçado.
O Comitê Executivo de Gestão de Unidades Ambientais fará o diagnóstico e mapeamento das áreas que irão receber as instalações. Será criado também um órgão que irá fiscalizar e identifica as diferentes realidades e atividades permitidas para cada área de proteção – como visitações turísticas e fins científicos de pesquisas. Pelo decreto, ficam previstas a criação das cinco primeiras unidades de preservação no Bioma da Caatinga e a sistematização das intervenções do Poder Público nas 66 unidades da Mata Atlântica já reconhecidas em Pernambuco. Os novos espaços de preservação da Caatinga ficam em Carnaíba (Serra da Matinha), Afrânio, Parnamirim, São Caetano (Pedra do Cachorro) e Serra Talhada (Fazenda Saco). Pelo decreto, ficam previstas a criação das cinco primeiras unidades de preservação no Bioma da Caatinga, esclarece a nota enviada à imprensa.
No Ceará estar previsto a criação de duas unidades de preservação da caatinga. Uma na região dos Inhamuns e outra no Sertão Central, que compreende cidades como Canindé, na Serra do Arirão.
Estatísticas
– A vegetação da caatinga se adapta às condições de aridez (xerófila). Possui cerca de 1000 espécies, estimando-se que haja um total de 2000 a 3000 plantas.
– Cerca de 930 espécies vegetais são encontradas somente na caatinga baiana, sendo 320 exclusivas.
– Possui um total de 876 espécies de animais vertebrados, entre eles: cutia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatu-peba.
– 70% da caatinga já se encontra alterada pelo homem.
– Bahia e Ceará foram os Estados que mais destruíram a vegetação nativa – juntos, foram responsáveis por 8.659 km² de área devastada.
FOTOS E TEXTO DE ANTÔNIO CARLOS ALVES
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