{"id":1139,"date":"2017-09-21T08:00:00","date_gmt":"2017-09-21T11:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/cinemaas8\/?p=1139"},"modified":"2017-09-21T08:00:00","modified_gmt":"2017-09-21T11:00:00","slug":"mae-e-festival-catartico-de-simbolismos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/2017\/09\/21\/mae-e-festival-catartico-de-simbolismos\/","title":{"rendered":"\u201cM\u00e3e!\u201d \u00e9 festival cat\u00e1rtico de simbolismos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1141\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/09\/mother-2-624x352.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"310\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em meio \u00e0 invas\u00e3o de sua pr\u00f3pria casa por desconhecidos e com um marido que parece ignorar tudo que lhe \u00e9 dito, uma mulher sem nome se depara com algo em formato de cora\u00e7\u00e3o surgindo no piso de sua casa. Apesar de ter constru\u00eddo aquele lar, conhecendo cada canto daquela casa, aos poucos a personagem perde os la\u00e7os que criou com o ambiente, enquanto o distante marido se beneficia cada vez mais das visitas para inflar seu ego de escritor. <\/span><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Se focando em simbolismos pouco sutis a cada cena, \u201cM\u00e3e!\u201d, novo longa do nova iorquino Darren Aronofsky, traz Jennifer Lawrence no papel da mulher que perde a casa e Javier Bardem como o escritor seletivamente surdo. Com planos longos e uma c\u00e2mera fechada no rosto da protagonista durante 70% do filme, \u201cM\u00e3e!\u201d \u00e9 uma experi\u00eancia f\u00edlmica com cr\u00edticas intensas ao cristianismo e ao papel secund\u00e1rio da mulher na sociedade. Se, por um lado, os argumentos do diretor s\u00e3o v\u00e1lidos, por outro, o excesso de estilo das cenas acaba por ofuscar as mensagens que o longa procura passar. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Soando pretensioso durante boa parte da proje\u00e7\u00e3o, o filme perde parte do seu impacto por ser previs\u00edvel em muitos aspectos. A pr\u00f3pria cena inicial j\u00e1 telegrafa para o espectador o que ele pode esperar do desfecho, o que acaba por ser decepcionante. \u201cM\u00e3e!\u201dganha pontos pelas \u00f3timas performances de seus protagonistas. Lawrence \u00e9 competente durante todo o longa, mas brilha de fato a partir do final do segundo ato, enquanto Bardem mant\u00e9m uma interpreta\u00e7\u00e3o convincente de um homem h\u00e9tero est\u00fapido que ignora os apelos da esposa.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1142\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/09\/mother-1-624x255.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apesar da pouca relev\u00e2ncia dos coadjuvantes para o total da obra, destaque para Michelle Pfeiffer, que continua a mostrar que n\u00e3o h\u00e1 outra atriz em Hollywood capaz de fumar t\u00e3o bem um cigarro. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Transitando entre o drama familiar e o horror psicol\u00f3gico, \u201cM\u00e3e!\u201d passa de forma competente todo o horror sentido pela protagonista. A perda do lar e o distanciamento do marido reverberam no seu comportamento a todo instante, fazendo com que o espectador consiga sentir a ang\u00fastia dela. As refer\u00eancias b\u00edblicas s\u00e3o intensas e, em sua maioria, bem expl\u00edcitas. No geral, o filme se apresenta de forma mais complicada do que realmente o \u00e9. Uma r\u00e1pida reflex\u00e3o j\u00e1 \u00e9 suficiente para revelar quase todas as refer\u00eancias que Aronofsky utilizou para compor seus personagens. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Destaque tamb\u00e9m para a dire\u00e7\u00e3o de fotografia, que aliada aos figurinos comp\u00f5em um cen\u00e1rio quase totalmente cinza. A exce\u00e7\u00e3o ocorre nos momentos em que fogo e sangue surgem na tela, trazendo com impacto suas respectivas tonalidades. Em meio aos simbolismos, chega a ser c\u00f4mico que o personagem de Javier seja t\u00e3o afetado pelo fogo, dada sua clara inspira\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1140\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/09\/mother-3-624x261.png\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"230\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O excesso de informa\u00e7\u00e3o acaba por fazer o filme perder ritmo, deixando-o arrastado em dados momentos, mas nada que prejudique a experi\u00eancia final. Cat\u00e1rtico, exagerado, prepotente e impactante, \u201cM\u00e3e!\u201d dividiu audi\u00eancias e cr\u00edtica. O resultado da mistura simb\u00f3lica crist\u00e3 de seu diretor \u00e9 um filme n\u00e3o revolucion\u00e1rio, mas com poder de se tornar o novo queridinho das rodas de conversa cin\u00e9filas. <\/span><\/p>\n<p><b>Cota\u00e7\u00e3o: nota 6\/8<\/b><\/p>\n<p><b>Ficha t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">M\u00e3e! (Mother!, EUA, 2017), de Darren Aronofsky. Horror\/Drama. 18 anos. 120 minutos. Com Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer e Kristen Wiig.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0 invas\u00e3o de sua pr\u00f3pria casa por desconhecidos e com um marido que parece ignorar tudo que lhe \u00e9 dito, uma mulher sem&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":114,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[210,381,453,501],"class_list":["post-1139","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-critica","tag-darren-aronofsky","tag-jarvier-bardem","tag-mae","tag-mother"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-json\/wp\/v2\/users\/114"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1139\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}