{"id":1344,"date":"2017-11-29T16:48:13","date_gmt":"2017-11-29T19:48:13","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/cinemaas8\/?p=1229"},"modified":"2018-01-18T11:51:34","modified_gmt":"2018-01-18T14:51:34","slug":"uma-razao-para-viver-melodrama-de-atuacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/2017\/11\/29\/uma-razao-para-viver-melodrama-de-atuacao\/","title":{"rendered":"&#8220;Uma Raz\u00e3o Para Viver&#8221;: melodrama de atua\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Personagens com defici\u00eancia motora notabilizaram muitos atores. Daniel Day-Lewis em &#8220;Meu P\u00e9 Esquerdo&#8221; (1989), Javier Bardem em &#8220;Mar Adentro&#8221; (2004), Hilary Swank em &#8220;Menina de Ouro&#8221; (2004), Mathieu Amalric em &#8220;O Escafandro e a Borboleta&#8221; (2007). Todos foram reconhecidos por atua\u00e7\u00f5es espetaculares, ressaltada pela limita\u00e7\u00e3o de atuar apenas com a express\u00e3o facial e movimentos de cabe\u00e7a (no caso de Amalric, menos que isso).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1226\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/11\/uma-raz\u00e3o-para-viver-cinema-\u00e0s-8-2-624x351.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"309\" \/><\/p>\n<p>Andrew Garfield, um dos mais talentosos atores desta gera\u00e7\u00e3o, \u00e9 mais um a expor a dimens\u00e3o de seu talento ao interpretar um personagem tetrapl\u00e9gico. &#8220;Uma Raz\u00e3o Para Viver&#8221;, longa de estreia de Andy Serkis como diretor, \u00e9 um melodrama bem feito. Consegue equilibrar bem a pieguice com um discurso &#8220;feel good&#8221;. Foge do moralismo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o abra\u00e7a radicalismos ao adaptar uma hist\u00f3ria real. E tudo isso s\u00f3 funciona gra\u00e7as ao talento de Garfield.<\/p>\n<p>Tal qual o franc\u00eas &#8220;Intoc\u00e1veis&#8221; (2011) e o norte-americano &#8220;Como Eu Era Antes de Voc\u00ea&#8221; (2016), o brit\u00e2nico &#8220;Uma Raz\u00e3o Para Viver&#8221; conta o drama de uma pessoa v\u00edvida que, acometido por um imprevisto (no caso, ele adquire poliomelite) perde o esp\u00edrito de vida. Ou, parafraseando o t\u00edtulo nacional &#8211; que, de t\u00e3o piegas, parece retirado de um verso de m\u00fasica do Frejat -, ele fica sem &#8220;raz\u00e3o para viver&#8221;. Robin Cavendish (Garfield), ent\u00e3o, conta com a ajuda incans\u00e1vel da esposa, Diana (a \u00f3tima Claire Foy), para e reerguer emocionalmente. Ou seja, nada muito de novo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1227\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/11\/uma-raz\u00e3o-para-viver-cinema-\u00e0s-8-624x260.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"229\" \/><\/p>\n<p>A principal diferen\u00e7a deste para os dois antecessores citados ali no par\u00e1grafo passado \u00e9 que Andrew Garfield \u00e9 um ator bem mais expressivo que Sam Claflin e at\u00e9 Fran\u00e7ois Cluzet, o que faz com que o fundo do po\u00e7o do personagem se torne ainda mais doloroso. Serkis parece n\u00e3o temer o melodrama e investe na pieguice na trilha sonora, contraposta por um elenco de apoio exc\u00eantrico. N\u00e3o acerta o tom sempre, mas &#8220;Uma Raz\u00e3o Para Viver&#8221; vai al\u00e9m do meloso, trazendo bom humor &#8211; em especial com o timing de Garfield.<\/p>\n<p>Outra novidade bem-vinda \u00e9 o retrato hist\u00f3rico da \u00e9poca. O filme se passa entre o final dos ano 1950 e come\u00e7o da d\u00e9cada de 1990, al\u00e9m de se passar na Inglaterra, Qu\u00eania, Espanha e Alemanha. O design de produ\u00e7\u00e3o afiado consegue trazer o passar dos anos e o avan\u00e7o da tecnologia de forma gradual. Para al\u00e9m do drama pessoal, &#8220;Uma Raz\u00e3o Para Viver&#8221; discute ainda os direitos de pessoas com doen\u00e7as graves e as possibilidade de locomo\u00e7\u00e3o de pacientes de p\u00f3lio com capacidade de respira\u00e7\u00e3o afetada. O momento mais interessante do filme acaba sendo a cria\u00e7\u00e3o da primeira cadeira de rodas com respirador acoplado, cria\u00e7\u00e3o do inventor Teddy Hall, ap\u00f3s sugest\u00e3o do amigo Robin Cavendish.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1228\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/11\/uma-raz\u00e3o-para-viver-cinema-\u00e0s-8-3-624x351.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"309\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Uma Raz\u00e3o Para Viver&#8221; \u00e9 um filme tanto quanto quadrado. Meio previs\u00edvel, tanto quanto meloso, mas com certo rigor t\u00e9cnico que funciona. N\u00e3o fosse a atua\u00e7\u00e3o de Andrew Garfield, que no brilho do olho consegue ir da mal\u00edcia ao drama puro, e o filme seria eficientemente esquec\u00edvel. Sorte de Andy Serkis que ele escalou o ator norte-americano logo no primeiro longa. Aparentemente, grandes atores reconhecem seus pares.<\/p>\n<p>(andrebloc@opovo.com.br)<\/p>\n<p><strong>Cota\u00e7\u00e3o: nota 5\/8.<\/strong><\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica<br \/>\nUma Raz\u00e3o Para Viver (<em>Breathe<\/em>, ING, 2017), de Andy Serkis. Drama. 118 minutos. 12 anos. Com Andrew Garfield e Claire Foy.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Personagens com defici\u00eancia motora notabilizaram muitos atores. 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