{"id":195,"date":"2016-10-05T20:00:19","date_gmt":"2016-10-05T23:00:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/cinemaas8\/?p=195"},"modified":"2016-10-05T20:00:19","modified_gmt":"2016-10-05T23:00:19","slug":"bullying-e-o-sofrimento-por-tras-das-brincadeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/2016\/10\/05\/bullying-e-o-sofrimento-por-tras-das-brincadeiras\/","title":{"rendered":"Bullying e o sofrimento por tr\u00e1s das brincadeiras"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/cdn5.thr.com\/sites\/default\/files\/2016\/01\/000068.26559.16599_audriedaisy_still3_daisycoleman_byna_-__h_2016.jpg\" alt=\"\" width=\"1296\" height=\"730\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Lan\u00e7ado sem muito alarde pela Netflix, o document\u00e1rio Audrie &amp; Daisy chegou para os assinantes no mundo inteiro no \u00faltimo dia 23 de setembro. A hist\u00f3ria segue as trajet\u00f3rias das duas personagens-t\u00edtulo, em casos distintos, onde a vida sexual de ambas torna-se motivo de chacota na escola. Por meio das redes sociais, as adolescentes sofrem os piores tipos de abusos, advindos mesmo de pessoas que julgavam amigas.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A atualidade dos casos \u00e9 um dos fatores determinantes para o funcionamento do doc. Com os dois tendo ocorrido nos \u00faltimos cinco anos, os elementos que permeiam o cotidiano dos jovens atualmente j\u00e1 estavam por l\u00e1: o chat do Facebook, a efemeridade do Twitter, os filtros das fotos no Instagram. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um ponto de destaque do document\u00e1rio \u00e9 a forma como uma das personagens muda no decorrer das entrevistas. Em um primeiro momento, se apresenta com sua cor de cabelo natural e um semblante positivo, ainda que tenha experimentado uma situa\u00e7\u00e3o traum\u00e1tica. Com o aumento dos abusos virtuais, contudo, surgem tatuagens, mudan\u00e7as s\u00fabitas de discurso e a autoflagela\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>Audrie &amp; Daisy (EUA, 2016). Dirigido por Jon Shenk e Bonnie Cohen. Livre.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/static.rogerebert.com\/uploads\/review\/primary_image\/reviews\/bully-2012\/hero_EB20120411REVIEWS120419998AR.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os interessados no tema ainda disp\u00f5em de duas outras obras intensas dispon\u00edveis na Netflix. Ainda no \u00e2mbito da realidade, mas com outras situa\u00e7\u00f5es, o document\u00e1rio \u201cBully\u201d, lan\u00e7ado em 2011, mostra o cotidiano de jovens em escolas estadunidenses. Negra e l\u00e9sbica, a adolescente Kelby \u00e9 um dos alvos de xingamentos e piadas no col\u00e9gio, chegando a sofrer ataques de um professor durante a chamada. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O drama de pais que sofreram com a perda dos filhos para o suic\u00eddio tamb\u00e9m \u00e9 uma das vertentes analisadas, buscando explorar formas de di\u00e1logo que auxiliem na mudan\u00e7a das situa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><strong>Bully (EUA, 2011). Dirigido por Lee Hirsch. Livre.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/www.frontrowreviews.co.uk\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/after-lucia.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Obra de fic\u00e7\u00e3o, mas que poderia muito bem ter ocorrido em qualquer parte do mundo, o drama mexicano \u201cDepois de L\u00facia\u201d mostra uma garota que, tal qual\u00a0Audrie e Daisy, tem um v\u00eddeo \u00edntimo divulgado pela escola. Nesse ponto, a arte imita a vida real, pois a degrada\u00e7\u00e3o f\u00edsica e psicol\u00f3gica da personagem se agrava a cada cena, por n\u00e3o poder contar com o pai, preso a um estado catat\u00f4nico ap\u00f3s a morte de sua esposa, L\u00facia. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um dos trunfos do diretor Michel Franco \u00e9 o uso da c\u00e2mera fixa. Sem moviment\u00e1-la em momento algum, o espectador \u00e9 obrigado a assistir todos o cotidiano da jovem Alejandra. Cru, o filme \u00e9 uma daquelas j\u00f3ias escondidas em meio a tanta futilidade do servi\u00e7o de <em>streaming<\/em>, mas que discute bem os riscos do bullying e os resultados devastadores que pode ocasionar. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Depois de Lucia (2012, Mex) Dirigido por Michel Franco. Com Tessa La. 16 anos.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lan\u00e7ado sem muito alarde pela Netflix, o document\u00e1rio Audrie &amp; Daisy chegou para os assinantes no mundo inteiro no \u00faltimo dia 23 de setembro. 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