{"id":454,"date":"2016-12-21T20:00:49","date_gmt":"2016-12-21T23:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/cinemaas8\/?p=454"},"modified":"2016-12-21T20:00:49","modified_gmt":"2016-12-21T23:00:49","slug":"rogue-one-novo-front-da-forca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/2016\/12\/21\/rogue-one-novo-front-da-forca\/","title":{"rendered":"&#8220;Rogue One&#8221;: novo front da For\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_457\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-457\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2016\/12\/rogue-624x395.jpg\" alt=\"Adivinha o que o androide faz? Isso mesmo: piadas\" width=\"550\" height=\"348\" class=\"size-large wp-image-457\" \/><p id=\"caption-attachment-457\" class=\"wp-caption-text\">Adivinha o que o androide faz? Isso mesmo: piadas<\/p><\/div>\n<p>Na concep\u00e7\u00e3o, &#8220;Rogue One: Uma Hist\u00f3ria Star Wars&#8221;, de Gareth Edwards, flerta com o brilhantismo. Ao esmiu\u00e7ar uma fala inicial de &#8220;Star Wars &#8211; Uma Nova Esperan\u00e7a&#8221; (1977), o filme busca oxigenar a narrativa das sete obras originais, enquanto oferece novos elementos. E no cerne da trama, os roteiristas John Knoll e Gary Whitta diagnosticaram uma veia pulsante no universo Star Wars, t\u00e3o povoado da luta do &#8220;bem&#8221; (jedis) contra o &#8220;mal&#8221; (siths). Focado nos rebeldes, &#8220;Rogue One&#8221; mostra que existe escurid\u00e3o mesmo dentro do mais justo. S\u00f3 que conceito e execu\u00e7\u00e3o nem sempre andam de m\u00e3os dadas.<\/p>\n<p>A trama se inicia em um pr\u00f3logo, quando a jovem Jyn Erso (Beau Gadsdon quando crian\u00e7a, Felicity Jones quando adulta) presencia a morte da m\u00e3e e o sacrif\u00edcio do pai para salv\u00e1-la. O parente, Galen Erso (Mads Mikkelsen), fez abandonou o projeto de uma arma invenc\u00edvel e o Imp\u00e9rio o quer de volta. Anos ap\u00f3s perder pai e m\u00e3e, Jyn \u00e9 uma jovem contraventora que acaba recrutada pela Alian\u00e7a Rebelde para tentar estabelecer contato com Saw Gerrera, amigo de Galen, ex-tutor de Jyn e l\u00edder rebelde extremista.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre a, digamos, retid\u00e3o dos protagonistas surge na introdu\u00e7\u00e3o de Cassian Andor (Diego Luna), convicto l\u00edder rebelde que n\u00e3o hesita em executar uma fonte de informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o lhe \u00e9 mais \u00fatil. Ele \u00e9 quem ciceroneia a viagem de Jyn para encontrar Gerrera. Os dilemas de Andor s\u00e3o at\u00e9 relativamente bem desenvolvidos. Ele tem tempo de tela suficiente para crescer e se mostrar um personagem minimamente cr\u00edvel. Esse jogo de personalidades cinzentas, por\u00e9m, se perde em Gerrera, que investe em tortura para julgar o car\u00e1ter de aliados. E \u00e9 esse personagem que mostra o quanto Edwards peca na constru\u00e7\u00e3o de sua trama.<\/p>\n<div id=\"attachment_458\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-458\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2016\/12\/rogue2-624x351.jpg\" alt=\"Praticamente um set para uma partida de RPG\" width=\"550\" height=\"309\" class=\"size-large wp-image-458\" \/><p id=\"caption-attachment-458\" class=\"wp-caption-text\">Praticamente um set para uma partida de RPG<\/p><\/div>\n<p>Ator veterano e consagrado, Whitaker est\u00e1 ris\u00edvel no filme. E o papel \u00e9 100% s\u00e9rio. \u00c9 constrangedor ouvir a voz esgani\u00e7ada do suposto rebelde, que contrasta ainda mais com o hist\u00f3rico violento do personagem. A ideia, ao que parece, era compor Gerrera com tra\u00e7os de loucura, elementos esquizoides, mas tudo soa falso e corrido. Infelizmente, a atua\u00e7\u00e3o lament\u00e1vel de Whitaker n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica. Felicity Jones exibe cara de paisagem, mas pelo menos se esfor\u00e7a. Diego Luna mant\u00e9m a mesma toada monoc\u00f3rdia pelo filme inteiro. Donnie Yen parece confundir cegueira com falta de express\u00e3o. At\u00e9 Mads Mikkelsen parece entediado! E todos esses s\u00e3o atores comprovadamente de qualidade, o que exp\u00f5e a limita\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o de atores de Edwards.<\/p>\n<p>Voltando a Yen, ele representa outro ponto positivo mal usado no longa. Ele e Baze Malbus (Wen Jiang) s\u00e3o esp\u00e9cies de monge de um templo jedi destru\u00eddo. Ali, est\u00e1 todo o alicerce que sobrou da seita jedi ap\u00f3s o massacre de todos os cavaleiros (vide &#8220;Star Wars: Epis\u00f3dio 3 &#8211; A Vingan\u00e7a dos Sith\/2005&#8221;). Nunca antes ficara t\u00e3o claro o fato de se tratar de a For\u00e7a se tratar de um organismo semi-religioso, organizado numa seita quase monocr\u00e1tica. S\u00f3 que Malbus e Chirrut \u00cemwe (Donnie Yen) s\u00e3o clich\u00eas ambulantes. Os dois parecem classes de RPGs. J\u00e1 \u00cemwe \u00e9 o clich\u00ea monge-cego que parece ter superpoderes. \u00c9 o velho Deus Ex-For\u00e7a de &#8220;Star Wars&#8221;. H\u00e1 ainda uma repeti\u00e7\u00e3o de elementos cl\u00e1ssicos (como o androide como al\u00edvio c\u00f4mico), participa\u00e7\u00f5es especiais dispens\u00e1veis e fan service (elementos sup\u00e9rfluos \u00e0 hist\u00f3ria principal usados para agradar apenas f\u00e3s) repetitivo.<\/p>\n<div id=\"attachment_459\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-459\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2016\/12\/rogue3-624x285.jpg\" alt=\"Donnie Yen como aquele supercego amig\u00e3o da garotada\" width=\"550\" height=\"251\" class=\"size-large wp-image-459\" \/><p id=\"caption-attachment-459\" class=\"wp-caption-text\">Donnie Yen como aquele supercego amig\u00e3o da garotada<\/p><\/div>\n<p>Para al\u00e9m de tudo, o longa se arrasta at\u00e9 chegar ao terceiro ato. O trabalho capenga nos atores faz com que as introdu\u00e7\u00f5es sejam superficiais e os conflitos n\u00e3o conven\u00e7am. S\u00f3 que a parte final do filme se desenrola que as mais de duas horas de dura\u00e7\u00e3o do longa pare\u00e7am at\u00e9 valer a pena. Mais focado na guerra em si do que nos tradicionais (e quase ausentes) duelos de sabre de luz, &#8220;Rogue One&#8221; passeia pelo front de batalha com qualidade nunca vista antes na franquia \u00e9pica espacial. H\u00e1 uma din\u00e2mica em que todos os personagens parecem ter um papel a desempenhar. Ora fora de \u00f3rbita, ora no ch\u00e3o, a batalha \u00e9 bem medida e apesar dos lados terem for\u00e7as desproporcionais, os confrontos tem resultados cr\u00edveis. A fotografia \u00e9 outro acerto &#8211; possivelmente a mais bela de toda a franquia.<\/p>\n<p>A apari\u00e7\u00e3o de Darth Vader \u00e9 outro acerto. \u00c9 uma for\u00e7a inexor\u00e1vel e fascinante. \u00danica no cinema. A recria\u00e7\u00e3o digital de Peter Cushing \u00e9 ainda impressionante e faz jus ao t\u00e3o esquecido e assustador Governador Tarkin. Em &#8220;Rogue One&#8221;, no entanto, o final cheio de acertos n\u00e3o apaga dois atos cheios de trope\u00e7os. &#8220;Rogue One&#8221; at\u00e9 agrada, mas talvez fique mais na mem\u00f3ria de f\u00e3s do que de um espectador avulso.<\/p>\n<p>(andrebloc@opovo.com.br)<\/p>\n<p><strong>Cota\u00e7\u00e3o: nota 4\/8.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<br \/>\nRogue One: Uma Hist\u00f3ria Star Wars<\/strong> (EUA, 2016), de Gareth Edwards. Com Felicity Jones e Diego Luna. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na concep\u00e7\u00e3o, &#8220;Rogue One: Uma Hist\u00f3ria Star Wars&#8221;, de Gareth Edwards, flerta com o brilhantismo. 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