{"id":567,"date":"2017-01-19T20:00:37","date_gmt":"2017-01-19T23:00:37","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/cinemaas8\/?p=567"},"modified":"2017-01-19T20:00:37","modified_gmt":"2017-01-19T23:00:37","slug":"os-saltimbancos-trapalhoes-rumo-hollywood-uma-dose-fraca-de-nostalgia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/2017\/01\/19\/os-saltimbancos-trapalhoes-rumo-hollywood-uma-dose-fraca-de-nostalgia\/","title":{"rendered":"\u201cOs Saltimbancos Trapalh\u00f5es: Rumo a Hollywood\u201d: uma dose fraca de nostalgia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/globofilmes.globo.com\/custom\/uploads\/2016\/03\/Saltimbancos_PapricaFotografia_4000661.jpg\" alt=\"\" width=\"2500\" height=\"1667\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00cdcones das d\u00e9cadas de 1970 e 1980, os Trapalh\u00f5es permanecem at\u00e9 hoje como representantes importantes do humor nacional. Com dezenas de filmes produzidos atrav\u00e9s dos anos, cl\u00e1ssicos como \u201cO Cinderelo Trapalh\u00e3o\u201d, \u201cOs Trapalh\u00f5es e o M\u00e1gico de Or\u00f3s\u201d, \u201cA Filha dos Trapalh\u00f5es\u201d, al\u00e9m de diversos outros, povoaram as tardes de in\u00fameros brasileiros. Ao se tornarem uma verdadeira marca, com quadrinhos e derivados, o grupo formado por Renato Arag\u00e3o, Ded\u00e9 Santana, Zacarias e Mussum merece respeito pelo trabalho realizado em prol do cinema nacional. <\/span><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Presente na lista dos \u201c100 Melhores Filmes Brasileiros de Todos os Tempos\u201d organizada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cr\u00edticos de Cinema (Abraccine), \u201cOs Saltimbancos Trapalh\u00f5es\u201d (1981) \u00e9 considerado por alguns como o melhor filme da trupe. Produto de seu tempo, uma revisita ao cl\u00e1ssico mostra uma obra em que, por mais que suas piadas soem um tanto ultrapassadas e datadas, \u00e9 poss\u00edvel sentir a alma dos realizadores em sua concep\u00e7\u00e3o. Trazendo uma intera\u00e7\u00e3o aut\u00eantica do grupo em diversas situa\u00e7\u00f5es absurdas, o maior trunfo do filme est\u00e1 em unir o carisma de seus protagonistas a uma trilha sonora que n\u00e3o envelhece e n\u00e3o perde sua for\u00e7a. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Viajando para 2017, 36 anos ap\u00f3s o lan\u00e7amento original, os circenses retornam ao picadeiro. J\u00e1 sem as presen\u00e7as de Mussum e Zacarias, resta a Ded\u00e9 e Didi a tarefa de ressuscitar a premissa original, em \u201cOs Saltimbancos Trapalh\u00f5es: Rumo a Hollywood\u201d. O subt\u00edtulo \u00e9 refer\u00eancia direta ao original, pois o grupo sonhava em sair dos palcos brasileiros e rumar para os Estados Unidos. Como \u00e9 de praxe nos filmes dos Trapalh\u00f5es, a trama \u00e9 simples: o Grande Circo Sumatra est\u00e1 em crise, e ao ser alugado para o prefeito corrupto da cidade, resta aos her\u00f3is buscarem uma forma de salvar o picadeiro.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/www.agenciafebre.com.br\/sites\/default\/files\/banco_imagens\/imagens2\/Os%20Saltimbancos%20Trapalh%C3%B5es%20-%20P%C3%A1prica%20Fotografia%20(8)_0.JPG?download=1\" alt=\"\" width=\"5520\" height=\"3680\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o \u00e9 correto comparar a nova vers\u00e3o \u00e0 anterior constantemente, mas o pr\u00f3prio filme n\u00e3o foge das refer\u00eancias. A cada cena \u00e9 poss\u00edvel ver uma conex\u00e3o direta, seja nos nomes dos personagens, nas m\u00fasicas e at\u00e9 mesmo em algumas resolu\u00e7\u00f5es das tramas. As can\u00e7\u00f5es originais de Chico Buarque permanecem aqui, mas em novas vers\u00f5es, para eliminar as participa\u00e7\u00f5es de Mussum e Zacarias. O sentimento de nostalgia \u00e9 imediato e, para quem j\u00e1 conhece o filme original, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o ficar com vontade de cant\u00e1-las. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Positiva, a nostalgia n\u00e3o segura o filme. Sem grandes novidades, o que se v\u00ea em tela \u00e9 um filme sem muita gra\u00e7a, com piadas cansadas. Didi pouco faz al\u00e9m de falar palavras de forma errada, algo que j\u00e1 n\u00e3o era engra\u00e7ado em seu antigo programa solo de tv. O elenco de apoio, composto por nomes como Marcos Veras, Roberto Guilherme, Let\u00edcia Colin, Alinne Moraes e L\u00edvian Arag\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00e3o possui muito com o que trabalhar, com algumas <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">gags <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">f\u00edsicas e tramas desinteressantes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O filme tamb\u00e9m traz uma mensagem de libertar os animais, ao n\u00e3o utiliz\u00e1-los mais nas apresenta\u00e7\u00f5es do circo. Ainda que se mostre uma escolha acertada e refor\u00e7ada pelos personagens como positiva, em alguns momentos soa estranha: uma funcion\u00e1ria fala em tom de insatisfa\u00e7\u00e3o sobre a sa\u00edda dos animais, para apenas segundos depois dizer que aquela foi uma escolha acertada.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/ZwxGuh_u66c\/maxresdefault.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao se aproximar de sua reta final, fica claro o que talvez seja um dos maiores problemas do longa: n\u00e3o h\u00e1 ida a Hollywood. E isso n\u00e3o \u00e9 um spoiler, mas sim um questionamento acerca do porqu\u00ea da escolha de um subt\u00edtulo que simplesmente n\u00e3o ocorre. Pior: nem mesmo \u00e9 parte central da trama, com a ideia de viajar o exterior sendo revisitada em apenas alguns momentos pontuais. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Prestando uma homenagem final aos falecidos trapalh\u00f5es, o filme termina sem buscar grandes riscos e jogando com seguran\u00e7a. Contudo, isso acaba por resultar em uma obra sem imagina\u00e7\u00e3o ou momentos memor\u00e1veis, por mais nost\u00e1lgica que seja. Com Renato Arag\u00e3o j\u00e1 tendo garantido novos filmes no futuro, resta aguardar para que surja alguma renova\u00e7\u00e3o nos projetos dos saudosos Trapalh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><strong>Cota\u00e7\u00e3o: nota 3\/8<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os Saltimbancos Trapalh\u00f5es: Rumo a Hollywood (Bra, 2017).\u00a0<\/strong>Com\u00e9dia. De\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">Jo\u00e3o Daniel Tikhomiroff. Com Renato Arag\u00e3o, Ded\u00e9 Santana e Alinne Moraes.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00cdcones das d\u00e9cadas de 1970 e 1980, os Trapalh\u00f5es permanecem at\u00e9 hoje como representantes importantes do humor nacional. 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