{"id":766,"date":"2017-03-30T00:01:51","date_gmt":"2017-03-30T03:01:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/cinemaas8\/?p=766"},"modified":"2017-03-30T00:01:51","modified_gmt":"2017-03-30T03:01:51","slug":"vigilante-do-amanha-ghost-in-the-shell-anime-ilustrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/2017\/03\/30\/vigilante-do-amanha-ghost-in-the-shell-anime-ilustrado\/","title":{"rendered":"&#8220;A Vigilante do Amanh\u00e3: Ghost in the Shell&#8221;: anime ilustrado"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_770\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-770\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/03\/ghost1-624x439.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"387\" class=\"size-large wp-image-770\" \/><p id=\"caption-attachment-770\" class=\"wp-caption-text\">Scarlett Johansson \u00e9 Major Mira Killian<\/p><\/div>\n<p>Para amantes de cultura japonesa, &#8220;Ghost in the Shell&#8221;, de Masamune Shirow, figura sempre na lista de obras essenciais. Com um design robusto de um futuro pr\u00f3ximo onde o limiar entre humanos e m\u00e1quinas foi estreitado, a obra une a atmosfera cyberpunk com uma hist\u00f3ria sobre o que torna algu\u00e9m um ser humano de fato. Cultuada desde o lan\u00e7amento, a anima\u00e7\u00e3o &#8220;O Fantasma do Futuro&#8221; (1995), de Mamoru Oshii, transforma os pressupostos de Masamune em poesia visual. Por outro lado, a trama complexa guarda em si um hermetismo pr\u00f3prio de obras constru\u00eddas para o p\u00fablico nip\u00f4nico.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o norte-americana da obra, &#8220;A Vigilante do Amanh\u00e3: Ghost in the Shell&#8221;, de Rupert Sanders, aposta no caminho oposto. Pela primeira vez em live-action (com atores reais), o longa retoma a atmosfera cyberpunk com um desenho de produ\u00e7\u00e3o espetacular, assinado por Jan Roelfs. A trama, em si, segue a mesma. A policial Major (Scarlett Johansson) \u00e9 a primeira de seu tipo: corpo de ciborgue com um c\u00e9rebro humano. Agindo como soldado perfeita, ela parte em persegui\u00e7\u00e3o a um misterioso hacker conhecido como Kuze (Michael Pitt), que tem feito uma s\u00e9rie de roubos de informa\u00e7\u00e3o da empresa que &#8220;construiu&#8221; Major. A trajet\u00f3ria, no entanto, a joga em um mar de lembran\u00e7as confusas sobre quem ela foi e conclus\u00f5es dif\u00edceis sobre quem ela \u00e9.<\/p>\n<div id=\"attachment_772\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-772\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/03\/ghost2-1-624x351.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"309\" class=\"size-large wp-image-772\" \/><p id=\"caption-attachment-772\" class=\"wp-caption-text\">Design de produ\u00e7\u00e3o, com pegada cyberpunk japonesa, \u00e9 a for\u00e7a do longa<\/p><\/div>\n<p>A grande diferen\u00e7a entre ambas \u00e9 na forma como a trama \u00e9 explicada. Se &#8220;O Fantasma do Futuro&#8221; maravilha (e confunde) pelo seu hermetismo, &#8220;A Vigilante do Amanh\u00e3&#8221; fez quest\u00e3o de sublinhar cada linha do t\u00edtulo &#8211; pelo menos em ingl\u00eas, j\u00e1 que o nome em portugu\u00eas n\u00e3o faz l\u00e1 muito sentido. Assim, antes mesmo da primeira apari\u00e7\u00e3o da Major, j\u00e1 sabemos que &#8220;Ghost&#8221; \u00e9 a alma, a parte humana dentro do ciborgue, e &#8220;Shell&#8221; \u00e9 a casca, a &#8220;armadura&#8221; rob\u00f3tica da protagonista. Assim, &#8220;ghost&#8221;, literalmente &#8220;fantasma&#8221; seria uma presen\u00e7a do passado, enquanto &#8220;shell&#8221;, concha, seria uma forma de a ancorar ao futuro. Mas n\u00e3o se preocupe caso perca a primeira explica\u00e7\u00e3o dos termos. Rubert Sanders faz quest\u00e3o de repetir, legendar todas as a\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es da trama. E vale lembrar que o t\u00edtulo nunca foi muito claro no filme de 1995. Se fica tudo mais did\u00e1tico de um lado, perde-se qualquer no\u00e7\u00e3o de mist\u00e9rio do outro.<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o dos personagens principais, no entanto, tem uma fluidez gostosa de se ver. Major j\u00e1 \u00e9 apresentada em uma sequ\u00eancia de luta que espelha muito do anime. Com um bom uso de 3D, as cenas exp\u00f5e a l\u00f3gica desse mundo futurista cyberpunk e mostram uma j\u00e1 conhecida Scarlett Johansson badass. O grupo de colegas de trabalho tamb\u00e9m tem uma for\u00e7a consider\u00e1vel. O chefe Aramaki (Takeshi Kitano), que faz quest\u00e3o de sempre falar japon\u00eas quanto todos se comunicam em ingl\u00eas, Han (Chin Han), que resiste \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es corporais para ficar mais &#8220;poderoso&#8221; e, em especial, o sargento Batou (Pilou Asb\u00e6k), bra\u00e7o direito de Major. H\u00e1 uma l\u00f3gica \u00edntima e bonita que, por mais que tratada de forma superficial, se estende por todo o longa.<\/p>\n<div id=\"attachment_768\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-768\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/03\/ghost3-624x335.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"295\" class=\"size-large wp-image-768\" \/><p id=\"caption-attachment-768\" class=\"wp-caption-text\">Apesar de tudo, Scarlett tem at\u00e9 uma semelhan\u00e7a com a Major Motoko da anima\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Aramaki e Han, no entanto, exp\u00f5e uma das quest\u00f5es mais delicadas da obra. Na obra original, a Major \u00e9 chamada Motoko Kusanagi e mant\u00e9m tra\u00e7os nip\u00f4nicos estilizados desde o mang\u00e1. No filme, ela \u00e9 chamada Mira Killian e \u00e9 interpretada pela caucasiana Scarlett Johansson, o que gerou questionamentos sobre o &#8220;white-washing&#8221; da obra. Existe uma semelhan\u00e7a f\u00edsica clara entre a atriz e a personagem da anima\u00e7\u00e3o que, por si s\u00f3, podia justificar a escala\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que o filme parece ter medo de bancar isso e justifica a mudan\u00e7a at\u00e9 no \u00e1pice do terceiro ato. A ideia era transformar a mudan\u00e7a em algo mais org\u00e2nico, justificado, mas, o excesso de refer\u00eancias japonesas transforma &#8220;A Vigilante do Amanh\u00e3&#8221; em uma obra tanto quanto covarde. Sorte que Scarlett convence como mais uma Lucy (em refer\u00eancia ao filme hom\u00f4nimo de 2014), protagonista de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica forte e centrada.<\/p>\n<p>Tanto quanto irregular, mas curiosamente eficiente, a nova adapta\u00e7\u00e3o de &#8220;Ghost in the Shell&#8221; funciona como uma introdu\u00e7\u00e3o bem ilustrada da mitologia criada por Masamune. A a\u00e7\u00e3o \u00e9 bem pontuada e o design de produ\u00e7\u00e3o faz jus ao trabalho espetacular do quadrinista japon\u00eas. O resultado mais equilibrado, no entanto, n\u00e3o seria nem &#8220;O Fantasma do Futuro&#8221;, nem &#8220;A Vigilante do Amanh\u00e3&#8221;. Falta um equil\u00edbrio entre o hermetismo da anima\u00e7\u00e3o de 1995 e o desenrolar &#8220;mastigado&#8221; do live-action de 2017.<\/p>\n<p>(andrebloc@opovo.com.br)<\/p>\n<p><strong>Cota\u00e7\u00e3o: nota 5\/8<\/strong><\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica<br \/>\nA Vigilante do Amanh\u00e3: Ghost in the Shell (Ghost in the Shell, EUA, 2017), de Rupert Sanders. Fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\/A\u00e7\u00e3o. 12 anos. 107 minutos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para amantes de cultura japonesa, &#8220;Ghost in the Shell&#8221;, de Masamune Shirow, figura sempre na lista de obras essenciais. 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