{"id":792,"date":"2017-04-05T17:53:30","date_gmt":"2017-04-05T20:53:30","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/cinemaas8\/?p=792"},"modified":"2017-04-05T17:53:30","modified_gmt":"2017-04-05T20:53:30","slug":"filmes-de-tarantino-ranqueados-do-melhor-ao-pior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/2017\/04\/05\/filmes-de-tarantino-ranqueados-do-melhor-ao-pior\/","title":{"rendered":"Filmes de Tarantino ranqueados: do melhor ao pior"},"content":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 27 de mar\u00e7o, um dos\u00a0mais\u00a0sanguinolentos dos diretores no Ocidente do mundo fez anivers\u00e1rio. Quentin Jerome Tarantino completou 54 anos, com um total de tr\u00eas d\u00e9cadas trabalhando com cinema.<\/p>\n<p>Cin\u00e9filo purista, mestre de refer\u00eancias e conhecido pelos di\u00e1logos cheios de epifanias e refer\u00eancias pop, o cineasta se veste de uma aura cult desde 1994, quando &#8220;Pulp Fiction: Tempo de Viol\u00eancia&#8221; chocou Hollywood com sua viol\u00eancia, refer\u00eancias e sandu\u00edches de fast-food, alavancando inclusive &#8220;C\u00e3es de Aluguel&#8221; (1992), primeiro longa de Tarantino.<\/p>\n<p>Em homenagem ao anivers\u00e1rio do diretor, roteirista e ator, o Cinema \u00e0s 8h inaugura uma nova sess\u00e3o cr\u00edtica. Um ranking com os 8 melhores filmes de diretores, diretoras, atores e atrizes &#8211; sempre do melhor para o pior. No caso de Tarantino, entraram os oito longas que o cineasta dirigiu completamente. Os votos vieram de uma m\u00e9dia de posi\u00e7\u00f5es dadas por cada um dos tr\u00eas redatores do blog &#8211; o que gerou um empate.<\/p>\n<p><strong>Ranking<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_800\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-800\" class=\"size-large wp-image-800\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/tarantas1-624x351.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"309\" \/><p id=\"caption-attachment-800\" class=\"wp-caption-text\">Sempre eles, Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson): ligeiramente sujos de sangue e miolos em &#8220;Pulp Fiction&#8221;<\/p><\/div>\n<p><strong>1- Pulp Fiction: Tempo de Viol\u00eancia<\/strong> (1994). \u00c9 pouco chamar \u201cPulp Fiction\u201d de melhor filme de Quentin Tarantino. \u201cPulp Fiction\u201d \u00e9 candidato s\u00e9rio a filme da d\u00e9cada. Uma revolu\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e tem\u00e1tica que se viu poucas vezes no cinema. Ali, o cineasta sedimentou algumas caracter\u00edsticas que hoje soam banais em seu fazer cinematogr\u00e1fico ao voltar a extrapolar a viol\u00eancia em humor, trazer uma montagem \u00e1gil e di\u00e1logos que escalonam do banal ao impress\u00edndivel em velocidade impressionante. Por \u201cPulp Fiction\u201d podemos aturar qualquer lixo que Tarantino nos imponha hoje. (Andr\u00e9 Bloc)<\/p>\n<div id=\"attachment_799\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-799\" class=\"size-large wp-image-799\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/tarantas2-624x416.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"367\" \/><p id=\"caption-attachment-799\" class=\"wp-caption-text\">Michael Fassbender fingindo ser alem\u00e3o em &#8220;Bastardos Ingl\u00f3rios&#8221;<\/p><\/div>\n<p><strong>2- Bastardos Ingl\u00f3rios <\/strong>(2009) Trazendo aqui o melhor vil\u00e3o de sua filmografia, o &#8220;ca\u00e7ador de judeus&#8221; Hans Landa (Christoph Waltz), Tarantino investe na cria\u00e7\u00e3o de um novo cl\u00edmax para a Segunda Guerra Mundial. Criando duas linhas paralelas de vingan\u00e7as distintas, os Bastardos e a francesa Shosanna (M\u00e9lanie Laurent), o diretor constr\u00f3i uma de suas tramas mais divertidas, muitas vezes recorrendo ao humor para amaciar as cenas de viol\u00eancia extrema vistas em tela. (Hamlet Oliveira)<\/p>\n<div id=\"attachment_798\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-798\" class=\"size-large wp-image-798\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/tarantas3-624x417.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"368\" \/><p id=\"caption-attachment-798\" class=\"wp-caption-text\">Uma Thurman e parte dos Crazy 88 em &#8220;Kill Bill: Vol. 1&#8221;<\/p><\/div>\n<p><strong>3. Kill Bill: Vol 1 e 2<\/strong> (2003\/2004) Lembrado pelo grande p\u00fablico pelas centenas de litros de sangue derramadas durante a cena de luta contra os Crazy 88, o diretor combina em sua obra popular refer\u00eancias que v\u00e3o dos cl\u00e1ssicos filmes de Bruce Lee a \u201cBattle Royale\u201d (1999). Al\u00e9m de al\u00e7ar Uma Thurman de volta ao estrelato (algo que se perdeu novamente nos anos recentes), os filmes, que devem ser considerados como apenas um, representam o <em>magna opus<\/em> da obsess\u00e3o de Tarantino pela tema da vingan\u00e7a. (Hamlet Oliveira)<\/p>\n<div id=\"attachment_796\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-796\" class=\"size-large wp-image-796\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/tarantas4-624x468.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"413\" \/><p id=\"caption-attachment-796\" class=\"wp-caption-text\">Rose McGowan e Kurt Russell em &#8220;\u00c0 Prova de Morte&#8221;<\/p><\/div>\n<p><strong>4 \u2013 \u00c0 Prova de Morte<\/strong> (2007). Em sua homenagem aos filmes B, Quentin Tarantino fez sua obra em tom menor. O que n\u00e3o significa que a qualidade decaiu ali. Antes de cair na armadilha da autorefer\u00eancia, o norte-americano conseguia trazer uma diversidade de temas em um jogo doentio como o de Stuntman Mike (Kurt Russell) com suas v\u00edtimas. O ato final, cat\u00e1rtico, segue como um dos momentos mais brilhantes de carreira de Tarantino \u2013 e certamente o mais feminista. (Andr\u00e9 Bloc)<\/p>\n<div id=\"attachment_797\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-797\" class=\"size-large wp-image-797\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/tarantas5-624x419.jpeg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"369\" \/><p id=\"caption-attachment-797\" class=\"wp-caption-text\">Tim Roth e Harvey Keitel em &#8220;C\u00e3es de Aluguel&#8221;<\/p><\/div>\n<p><strong>5 \u2013 C\u00e3es de Aluguel<\/strong> (1992). Ali, em 1992, Quentin Tarantino mostrava a carga de humor que ele impunha em seus banhos de sangue. Mr. White e Mr. Orange. Mr. Blonde e Mr. Pink. Cada um trazia uma for\u00e7a pr\u00f3pria e uma densidade nova \u00e0 gangue despeda\u00e7ada. Antes de \u201cBastardos Ingl\u00f3rios\u201d e \u201cPulp Fiction\u201d, Tarantino mostrava uma capacidade \u00fanica de estender o suspense e ampliar a tens\u00e3o por uma obra que segue impactante ap\u00f3s 25 anos. (Andr\u00e9 Bloc)<\/p>\n<div id=\"attachment_795\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-795\" class=\"size-large wp-image-795\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/tarantas6-624x312.jpeg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"275\" \/><p id=\"caption-attachment-795\" class=\"wp-caption-text\">Tim Roth, Kurt Russell e Jennifer Jason Leigh, tr\u00eas dos &#8220;Oito Odiados&#8221;<\/p><\/div>\n<p><strong>6 &#8211; Os Oito Odiados<\/strong> (2015) Ao som das belas composi\u00e7\u00f5es da lenda Ennio Morricone, as oito horrendas personas em tela no trabalho mais recente do diretor evocam diretamente inspira\u00e7\u00f5es como \u201c12 Homens e Uma Senten\u00e7a\u201d (1957). Em um ambiente claustrof\u00f3bico, o lado ruim e as (poucas) virtudes destes seres entram em um conflito que escala de forma competente, ainda que com um ritmo lento. Cometendo alguns erros narrativos e t\u00e9cnicos, n\u00e3o \u00e9 a obra mais polida de Tarantino, mas recebeu destaque relevante em seu ano de lan\u00e7amento. (Hamlet Oliveira)<\/p>\n<div id=\"attachment_794\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-794\" class=\"size-large wp-image-794\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/tarantas7-624x352.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"310\" \/><p id=\"caption-attachment-794\" class=\"wp-caption-text\">Christoph Waltz e Jamie Foxx em &#8220;Django Livre&#8221;<\/p><\/div>\n<p><strong>7 \u2013 Django Livre<\/strong> (2012). Foi em \u201cDjango\u201d que a autopar\u00f3dia se assentou no cinema de Tarantino. Conhecido pelas refer\u00eancias ora cult, ora trash, o cineasta parece ter adotado o h\u00e1bito de se escolher como refer\u00eancia. Os v\u00edcios, evidentes desde \u201cBastardos Ingl\u00f3rios\u201d, ficam escancarados em personagens sempre parecidos. Ali, s\u00f3 variam os sotaques, j\u00e1 que os di\u00e1logos (que s\u00e3o mais mon\u00f3logos) soam sempre como um homem branco imitando um negro \u2013 Tarantino, em s\u00edntese. At\u00e9 Christoph Waltz soa como um Coronel Landa no Velho Oeste. Foi o primeiro filme de Tarantino ap\u00f3s a morte de sua montadora, Sally Menke. As arrastadas 2h45min de dura\u00e7\u00e3o provam o quanto ela faz falta. (Andr\u00e9 Bloc)<\/p>\n<div id=\"attachment_793\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-793\" class=\"size-large wp-image-793\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/tarantas8-624x348.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"307\" \/><p id=\"caption-attachment-793\" class=\"wp-caption-text\">Pam Grier \u00e9&#8230; &#8220;Jackie Brown&#8221;<\/p><\/div>\n<p><strong>8 \u2013 Jackie Brown<\/strong> (1997). P\u00f4r \u201cJackie Brown\u201d em ultimo \u00e9 quase apelar. Para bem ou para mal, o longa em homenagem \u00e0 blaxploitation \u00e9 o \u00fanico de Tarantino que n\u00e3o \u00e9 original (a n\u00e3o ser se voc\u00ea contar na reciclagem que o diretor recorre em seus dois \u00faltimos longas). Pam Grier est\u00e1 incr\u00edvel, como n\u00e3o havia como deixar de ser, mas o miolo de \u201cJackie Brown\u201d nunca entrega tudo que promete. O split-screen usado no segundo ato, no entanto, mostra a extens\u00e3o do dom\u00ednio da mise-en-sc\u00e8ne no cinema de Tarantino. (Andr\u00e9 Bloc)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 27 de mar\u00e7o, um dos\u00a0mais\u00a0sanguinolentos dos diretores no Ocidente do mundo fez anivers\u00e1rio. 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