{"id":859,"date":"2017-04-27T18:07:10","date_gmt":"2017-04-27T21:07:10","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/cinemaas8\/?p=859"},"modified":"2017-04-27T18:07:10","modified_gmt":"2017-04-27T21:07:10","slug":"guardioes-da-galaxia-vol-2-time-que-esta-ganhando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/2017\/04\/27\/guardioes-da-galaxia-vol-2-time-que-esta-ganhando\/","title":{"rendered":"&#8220;Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia Vol. 2&#8221;: time que est\u00e1 ganhando"},"content":{"rendered":"<p>2014 foi o ano em que a Marvel provou que podia fazer sucesso mesmo com um time de desconhecidos do grande p\u00fablico. Embebido em carisma, &#8220;Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia&#8221;, de James Gunn, foi um sucesso surpresa e, de cara, se fixou como o melhor filme da Marvel Studios ao construir uma trama emocionante e que tinha humor vazando de todos os poros. Composto por p\u00e1rias da sociedade intergal\u00e1tica, os Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia funcionavam, mais do que qualquer super-time nos cinemas, como uma grande de disfuncional fam\u00edlia. E se funcionou uma vez, que tal explorar um pouco mais desses sentimentos?<\/p>\n<div id=\"attachment_862\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-862\" class=\"size-large wp-image-862\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/guardi\u00f5es-da-gal\u00e1xia-cinema-\u00e0s-8-624x329.jpeg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"290\" \/><p id=\"caption-attachment-862\" class=\"wp-caption-text\">Star-Lord\/Peter Quill (Chris Pratt)<\/p><\/div>\n<p>Como prop\u00f5e o pr\u00f3prio nome, &#8220;Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia Vol. 2&#8221; \u00e9 mais um lado B da fita do que uma sequ\u00eancia. Est\u00e3o ali os mesmos elementos de antes: humor excessivo, amizades improv\u00e1veis e uma cena surpreendentemente tocante l\u00e1 pelo terceiro ato do filme. A diferen\u00e7a central \u00e9 que, agora, Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocky (voz de Bradley Cooper) e Baby Groot (voz de Vin Diesel) j\u00e1 s\u00e3o familiares e queridos do p\u00fablico. Da\u00ed, cortam-se as introdu\u00e7\u00f5es e sobe a cortina da treta.<\/p>\n<p>Se o tema paternidade era introduzido no longa de 2014, dessa vez, o protagonismo \u00e9 todo dele. L\u00e1, Thanos, pai de Gamora e de Nebulosa (Karen Gillan) tomava pra si o papel de figura traumatizadora oficial, enquanto a aus\u00eancia do pai de Quill era mais sentida de forma palp\u00e1vel. Dessa vez, as consequ\u00eancias das a\u00e7\u00f5es de Thanos nas irm\u00e3s e o surgimento de Ego (Kurt Russell) na trama surgem de forma espelhada, criando uma fragmenta\u00e7\u00e3o dentro da super-equipe. Mais do que detalhes sobre o passado de Peter, a hist\u00f3ria lida com o sentimento de fam\u00edlia e as possibilidades de perd\u00e3o contidas nesse conceito.<\/p>\n<div id=\"attachment_861\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-861\" class=\"size-large wp-image-861\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/guardi\u00f5es-da-gal\u00e1xia-cinema-\u00e0s-8-2-624x351.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"309\" \/><p id=\"caption-attachment-861\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Essa fam\u00edlia \u00e9 muito unida&#8230; e tamb\u00e9m muito ouri\u00e7ada&#8221;<\/p><\/div>\n<p>Figura central nisso \u00e9 Yondu (Michael Rooker), que em &#8220;Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia&#8221; era pouco mais do que um capanga do antagonista Ronan, o Conquistador. Dessa vez, existe o verdadeiro dimensionamento do papel do personagem. Para bem ou para mal, Yondu \u00e9 a figura paterna com que Peter cresceu &#8211; afinal, o ca\u00e7ador de recompensas raptara Quill ainda na adolesc\u00eancia, em vez de entreg\u00e1-lo para o pai, Ego. Yondu \u00e9 ainda catalisador de um processo interno no sempre ranzinza Rocky, com quem Peter tem o conflito original do filme. De certa forma, o ca\u00e7ador de recompensas age por tr\u00e1s das coxias para resolver as brigas do filho adotado, o que amplia o senso de fam\u00edlia dos Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia. O grupo, ali\u00e1s, tem em seu centro essa car\u00eancia de figuras paternas, que Drax tenta suprir por ter sido o \u00fanico a ter gozado de um lar convencional (antes de Thanos destruir tudo). Eu chamaria de al\u00edvio c\u00f4mico, mas todos os quatro s\u00e3o c\u00f4micos. Talvez Gamora seja um&#8230; al\u00edvio s\u00e9rio?<\/p>\n<p>A principal evolu\u00e7\u00e3o entre os volumes 1 e 2 de &#8220;Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia&#8221; \u00e9 a escala. A come\u00e7ar pelo vil\u00e3o, mais grandioso do que qualquer um apresentado pelo universo Marvel at\u00e9 agora. As persegui\u00e7\u00f5es espaciais ganharam mais personagens, bem como a dramaticidade das rela\u00e7\u00f5es provocou fissuras mais profundas. O grande acerto, por\u00e9m, foi na dire\u00e7\u00e3o de cenas de a\u00e7\u00e3o &#8211; calcanhar de Aquiles dos filmes da Marvel. Sem medo da grandiosidade e com ousadia de quem fez um sucesso inesperado em 2014, James Gunn apostou em \u00e2ngulos pouco convencionais e estiliza\u00e7\u00e3o do movimento para ampliar o efeito. Note-se, por exemplo, quando Yondu e Rocky atacam a tripula\u00e7\u00e3o da nave dos ca\u00e7adores de recompensa e Gunn aposta em um \u00e2ngulo alto para acompanhar o movimento do &#8220;dardo vermelho&#8221;.<\/p>\n<div id=\"attachment_860\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-860\" class=\"size-large wp-image-860\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/cinemaas8\/wp-content\/uploads\/sites\/57\/2017\/04\/guardi\u00f5es-da-gal\u00e1xia-cinema-\u00e0s-8-3-624x468.png\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"413\" \/><p id=\"caption-attachment-860\" class=\"wp-caption-text\">Cabando a cr\u00edtica. Puf.<\/p><\/div>\n<p>Com tanto elemento conhecido e pouca novidade, o novo &#8220;Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia&#8221; soa, de fato, como um volume 2. As surpresas, como a desenvoltura c\u00f4mica de Dave Bautista, soam mais for\u00e7adas pela certeza de que daria certo, por exemplo. J\u00e1 a estrutura narrativa, quase id\u00eantica ao filme original, pouco acrescenta, mas consegue fazer frente \u00e0 efici\u00eancia da sequ\u00eancia do &#8220;We are Groot&#8221;, \u00e1pice dram\u00e1tico de todo o Marvel Cinematic Universe (MCU). As participa\u00e7\u00f5es especiais novas, com o retorno de Howard, o Pato, surgimento de Sylvester Stallone e o belo <em>cameo<\/em> de Stan Lee e dos Vigias, conseguem manter a sensa\u00e7\u00e3o de novo. Mas \u00e9 truque. A Marvel, mais uma vez, apela para a f\u00f3rmula e entrega uma obra derivada de uma boa premissa original. Como \u00e9 &#8220;Guardi\u00f5es&#8221;, a gente perdoa, ri, chora e assiste as cinco cenas p\u00f3s-cr\u00e9ditos.<\/p>\n<p>(andrebloc@opovo.com.br)<\/p>\n<p>Cota\u00e7\u00e3o: nota 6\/8<\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<br \/>\nGuardi\u00f5es da Gal\u00e1xia vol. 2<\/strong> (Guardians of the Galaxy vol. 2, EUA, 2017), de James Gunn. Aventura. 120 minutos. Com Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista e Kurt Russell.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>http:\/\/blog.opovo.com.br\/cinemaas8\/guardioes-da-galaxia-o-espaco-e-logo-ali\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2014 foi o ano em que a Marvel provou que podia fazer sucesso mesmo com um time de desconhecidos do grande p\u00fablico. 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