{"id":2456,"date":"2023-01-31T14:28:05","date_gmt":"2023-01-31T17:28:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/?p=2456"},"modified":"2023-01-31T14:28:05","modified_gmt":"2023-01-31T17:28:05","slug":"noites-de-terca-no-benfica-tem-chorinho-com-pedro-madeira-no-paraiba-raiz-e-muita-delicia-da-culinaria-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/2023\/01\/31\/noites-de-terca-no-benfica-tem-chorinho-com-pedro-madeira-no-paraiba-raiz-e-muita-delicia-da-culinaria-casa\/","title":{"rendered":"Noites de ter\u00e7a no Benfica tem Chorinho com Pedro Madeira no Para\u00edba Raiz e muita del\u00edcia da Culin\u00e1ria casa"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2457\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2457\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-31-at-14.18.12-740x735.jpeg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"735\" class=\"size-large wp-image-2457\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-31-at-14.18.12-740x735.jpeg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-31-at-14.18.12-300x298.jpeg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-31-at-14.18.12-150x150.jpeg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-31-at-14.18.12-768x763.jpeg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-31-at-14.18.12-120x119.jpeg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-31-at-14.18.12.jpeg 1280w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><p id=\"caption-attachment-2457\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Op\u00e7\u00e3o para quem gosta de boa m\u00fasica em bar de Fortaleza; conhe\u00e7a a hist\u00f3ria do choro, o primeiro g\u00eanero de m\u00fasica popular instrumental brasileira-<\/p>\n<p>O choro foi criado a partir da mistura de elementos das dan\u00e7as de sal\u00e3o europeias, da m\u00fasica popular portuguesa e mais influ\u00eancias da m\u00fasica africana. Ele surgiu no Rio de Janeiro, por volta do final do s\u00e9culo XIX. Suas principais caracter\u00edsticas s\u00e3o a forma rond\u00f3, presen\u00e7a de compasso bin\u00e1rio e um fraseado peculiar.<\/p>\n<p>Com o intuito de prestigiar esse g\u00eanero da m\u00fasica brasileira, o bar Para\u00edba Raiz, no bairro Benfica, apresenta todas as ter\u00e7as, a partor das 19h, a Noite do Chorinho com o m\u00fasico Pedro Madeira e convidados, op\u00e7\u00e3o para quem gosta de apreciar a boa m\u00fasica instrumental em Fortaleza.<\/p>\n<p>&#8220;Comecei a tocar em todas de viol\u00e3o no col\u00e9gio, at\u00e9 que conheci o mestre Tarc\u00edsio Sardinha, que me deu meu primeiro bandolim e me aproximou da cena musical local. Da\u00ed passei a tocar na noite de Fortaleza&#8221;, se apresentou Pedro. O repert\u00f3rio passa pelos cl\u00e1ssicos e mistura com temas diversos. Pedro toca na companhia de Lucas Bessa no 7 cordas e Teco do Pandeiro para animar as ter\u00e7as da Pra\u00e7a da Gentil\u00e2ndia, onde fica o Paraiba Raiz. &#8220;O chorinho est\u00e1 no DNA do brasileiro. \u00c9 muito legal como agrada a v\u00e1rios p\u00fablicos, faixas de idade, pessoas que gostam de outros tipos de m\u00fasicas tamb\u00e9m gostam de chorinho. Assim \u00e9 o Benfica, um bairro bem diverso que abriga v\u00e1rias tribos&#8221;, afirmou Pedro, que j\u00e1 realiza o projeto no Para\u00edba h\u00e1 mais de um m\u00eas e vem atraindo grande p\u00fablico.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s procuramos trazer grandes artistas da m\u00fasica brasileira no repert\u00f3rio, como Pixinguinha, mas colocamos vers\u00f5es de forr\u00f3 tamb\u00e9m. Essa minha pesquisa de chorinho eu fa\u00e7o atrav\u00e9s da Orquestra Popular do Nordeste, que j\u00e1 existe h\u00e1 alguns anos. Trazemos a m\u00fasica brasileira, nordestina, como foco de estudos, e j\u00e1 publicamos tr\u00eas livros com obras do Tarc\u00edsio Sardinha, Maca\u00faba do Bandolim e Carlinhos Patriolino&#8221;, completou Pedro Madeira, divulgando seu trabalho. <\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DO CHORO <\/strong><\/p>\n<p>O choro \u00e9 um dos mais originais estilos de m\u00fasica, principalmente instrumental, cuja origem remonta o s\u00e9culo XIX. Nascido no Rio de Janeiro, o choro ganhou forte express\u00e3o nacional, tornando-se um s\u00edmbolo da cultura brasileira.<\/p>\n<p>Diz-se que o \u201cpai do choro\u201d foi Joaquim Callado Jr., um ex\u00edmio flautista mulato que organizou, na d\u00e9cada de 1870, um grupo de m\u00fasicos com o nome de \u201cChoro do Callado\u201d. Os historiadores concordam, em geral, que o chorinho brasileiro \u00e9 um estilo peculiar de interpretar diversos g\u00eaneros musicais. No s\u00e9culo XIX, muitos g\u00eaneros europeus como a polca, a valsa, o schottisches, a quadrilha, entre outros, eram tocados pelos chor\u00f5es de maneira original. Desse estilo de tocar consolidou-se o \u201cg\u00eanero\u201d do choro.<\/p>\n<p>Podemos dizer que a hist\u00f3ria do Choro come\u00e7a em 1808, ano em que a Fam\u00edlia Real portuguesa chegou ao Brasil. Depois de ser promulgada capital do `Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves, o Rio de Janeiro passou por uma reforma urbana e cultural, quando foram criados muitos cargos p\u00fablicos. Com a corte portuguesa vieram instrumentos de origem europ\u00e9ia como o piano, clarinete, viol\u00e3o, saxofone, bandolim e cavaquinho e tamb\u00e9m m\u00fasicas de dan\u00e7a de sal\u00e3o europ\u00e9ias, como a valsa, quadrilha, mazurca, modinha, minueto, xote e, principalmente, a polca, que viraram moda nos bailes daquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>A reforma urbana, os instrumentos e as m\u00fasicas estrangeiras, juntamente com a aboli\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de escravos no Brasil em 1850, podem ser considerados uma \u201creceita\u201d para o surgimento do Choro, j\u00e1 que possibilitou a emerg\u00eancia de uma nova classe social nos sub\u00farbios do Rio de Janeiro, a classe m\u00e9dia, composta por funcion\u00e1rios p\u00fablicos, instrumentistas de bandas militares e pequenos comerciantes, geralmente de origem negra.<\/p>\n<p>Existe controv\u00e9rsia entre os pesquisadores sobre a origem da palavra \u201cchoro\u201d, por\u00e9m essa palavra pode significar v\u00e1rias coisas. Choro pode derivar da maneira chorosa de se tocar as m\u00fasicas estrangeiras no final do s\u00e9culo XIX e os que a apreciavam passaram a cham\u00e1-la de m\u00fasica de fazer chorar. Da\u00ed o termo Choro. O pr\u00f3prio conjunto de choro passou a ser denominado como tal, por exemplo, \u201cChoro do Calado\u201d. <\/p>\n<p>O termo pode tamb\u00e9m derivar de \u201cxolo\u201d, um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, express\u00e3o que, por confus\u00e3o com a par\u00f4nima portuguesa, passou a ser conhecida como \u201cxoro\u201d e finalmente, na cidade, a express\u00e3o come\u00e7ou a ser grafada com \u201cch\u201d.  Outros defendem, ainda,  que a origem do termo \u00e9 devido \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de melancolia transmitida pelas \u201cbaixarias\u201d do viol\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o in\u00fameros os compositores e int\u00e9rpretes do choro. Alguns entretanto merecem destaque. Os chor\u00f5es do passado que est\u00e3o presentes em nossa mem\u00f3ria, por nos legarem  uma obra maravilhosa s\u00e3o: Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazareth, Pat\u00e1pio Silva, Jo\u00e3o Pernambuco, Pixinguinha, Lu\u00eds Americano, Villa-Lobos, Radam\u00e9s Gnattali, Waldir Azevedo e Jacob do Bandolim.<\/p>\n<p><strong>FEIJ\u00c3O VERDE DO PARA\u00cdBA <\/strong><\/p>\n<p>Para acompanhar a melhor e mais animada op\u00e7\u00e3o de entretenimento da ter\u00e7a- feira em Fortaleza, o Para\u00edba Bar Music oferece, al\u00e9m de chope, cervejas, destilados e caipirinhas, um card\u00e1pio de variados tipos de petiscos e pratos, que vai do camar\u00e3o ao alho e \u00f3leo ao feij\u00e3o que \u00e9 uma receita do Tarcio Lira, mas conhecido como Para\u00edba. A maioria das receitas do menu do local s\u00e3o tradicionais, da fam\u00edlia do empres\u00e1rio Tarcio Lira, propriet\u00e1rio do Para\u00edba Bar.<\/p>\n<p>A unidade tamb\u00e9m conta com uma programa\u00e7\u00e3o musical completa nos outros dias da semana, com apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo de diferentes estilos como sertanejo e  MPB. <\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/p>\n<p>PARAIBA RAIZ<\/p>\n<p>-Endere\u00e7o:<\/strong> Rua Paulino Nogueira, 96 &#8211; Benfica, Fortaleza &#8211; CE<br \/>\n<strong>-Hor\u00e1rios de Funcionamento:<\/strong> Segunda a quinta, das 17h \u00e0s 00h, sexta a domingo, das 17h \u00e0s 01h.<br \/>\n<strong>-Contato:<\/strong> (85) 98942-8998<br \/>\n<strong>Instagram:<\/strong> paraiba.raiz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Op\u00e7\u00e3o para quem gosta de boa m\u00fasica em bar de Fortaleza; conhe\u00e7a a hist\u00f3ria do choro, o primeiro g\u00eanero de m\u00fasica popular instrumental brasileira- O&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":247,"featured_media":2457,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2456","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/247"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2456"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2458,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2456\/revisions\/2458"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2457"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}