{"id":3772,"date":"2026-10-06T16:48:54","date_gmt":"2026-10-06T19:48:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/?p=3772"},"modified":"2026-10-06T16:48:54","modified_gmt":"2026-10-06T19:48:54","slug":"um-sabor-que-virou-negocio-a-trajetoria-do-casal-por-tras-do-meu-feijao-verde-e-boteco-do-cico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/2026\/10\/06\/um-sabor-que-virou-negocio-a-trajetoria-do-casal-por-tras-do-meu-feijao-verde-e-boteco-do-cico\/","title":{"rendered":"Um sabor que virou neg\u00f3cio: a trajet\u00f3ria do casal por tr\u00e1s do Meu Feij\u00e3o Verde e Boteco do Ci\u00e7o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_3773\" style=\"width: 678px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3773\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2026\/10\/feijao-verde-renata-maia-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"668\" height=\"501\" class=\"size-large wp-image-3773\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2026\/10\/feijao-verde-renata-maia-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2026\/10\/feijao-verde-renata-maia-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2026\/10\/feijao-verde-renata-maia-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2026\/10\/feijao-verde-renata-maia-100x75.jpg 100w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2026\/10\/feijao-verde-renata-maia-600x450.jpg 600w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/coresetemperos\/wp-content\/uploads\/sites\/90\/2026\/10\/feijao-verde-renata-maia.jpg 1280w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 668px) 100vw, 668px\" \/><p id=\"caption-attachment-3773\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>H\u00e1 hist\u00f3rias de restaurantes que come\u00e7am com grandes planos. A de Viviane Ferreira e Marcelio Souza come\u00e7ou de maneira mais simples: um pequeno quiosque na Varjota, alguns espetinhos e a vontade de construir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio. Quinze anos depois, aquela primeira experi\u00eancia se transformou em quatro restaurantes das marcas Meu Feij\u00e3o Verde e Boteco do Ci\u00e7o, que conquistaram espa\u00e7o no roteiro gastron\u00f4mico de Fortaleza e do Eus\u00e9bio.<\/p>\n<p>A receita dessa trajet\u00f3ria re\u00fane ingredientes que v\u00e3o al\u00e9m da cozinha. Tem empreendedorismo, parceria, refer\u00eancias familiares e, principalmente, uma aposta nos sabores que fazem parte da identidade nordestina. Entre feij\u00e3o verde, comidas regionais, cerveja gelada e clima acolhedor, os restaurantes se tornaram pontos de encontro para fam\u00edlias e grupos de amigos.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria come\u00e7ou em 2011, quando Marcelio decidiu deixar o trabalho como ma\u00eetre em um renomado restaurante de Fortaleza para investir no pr\u00f3prio neg\u00f3cio. Ao lado de Viviane, abriu na Varjota a Esquina do Feij\u00e3o Verde, inicialmente com uma proposta bastante popular: vender espetinhos.<\/p>\n<p>A familiaridade com a gastronomia j\u00e1 fazia parte da vida do casal. Viviane conta que a experi\u00eancia da fam\u00edlia com cozinha e com\u00e9rcio ajudou nos primeiros passos do empreendimento. A m\u00e3e j\u00e1 havia mantido um com\u00e9rcio e tamb\u00e9m tinha habilidade na cozinha, enquanto o pai era chefe de cozinha.<\/p>\n<p>\u201cA gente j\u00e1 tinha experi\u00eancia porque minha m\u00e3e tinha tido um com\u00e9rcio e tamb\u00e9m cozinhava muito bem, assim como o meu pai, que era chefe de cozinha\u201d, lembra a empres\u00e1ria.<\/p>\n<p>Foi justamente durante a inaugura\u00e7\u00e3o que surgiu o prato que mudaria os rumos do neg\u00f3cio. Uma amiga da fam\u00edlia sugeriu que, al\u00e9m dos espetinhos, fosse servido feij\u00e3o verde. A princ\u00edpio, a ideia era oferecer a prepara\u00e7\u00e3o apenas naquele dia. Mas o sucesso foi t\u00e3o grande que os clientes praticamente decidiram o futuro do card\u00e1pio.<\/p>\n<p>O feij\u00e3o verde permaneceu. E n\u00e3o apenas como mais uma op\u00e7\u00e3o: tornou-se o prato que passou a identificar a casa e acabou incorporado ao pr\u00f3prio nome do empreendimento.<\/p>\n<p><strong>Um novo cap\u00edtulo na Aldeota<\/strong><\/p>\n<p>Cinco anos depois da abertura da Esquina do Feij\u00e3o Verde, o casal decidiu ampliar os neg\u00f3cios. Em 2016, assumiu um ponto tradicional na Aldeota, que passou a se chamar Boteco do Ci\u00e7o.<\/p>\n<p>A escolha preservava a refer\u00eancia do antigo estabelecimento e homenageava seu propriet\u00e1rio, que estava no endere\u00e7o desde 1984. Ao mesmo tempo, mantinha uma conex\u00e3o com os clientes que j\u00e1 conheciam e frequentavam o local.<\/p>\n<p>Com a nova identidade, o Boteco do Ci\u00e7o passou a apostar na atmosfera descontra\u00edda dos botecos e em uma gastronomia que valoriza sabores tradicionais. A casa rapidamente ganhou espa\u00e7o entre os apreciadores desse tipo de culin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Enquanto a nova opera\u00e7\u00e3o avan\u00e7ava, a unidade da Varjota enfrentava outro desafio: o espa\u00e7o j\u00e1 n\u00e3o dava conta do movimento. Era hora de procurar um endere\u00e7o maior.<\/p>\n<p>A busca levou Viviane a percorrer a regi\u00e3o durante meses. Um terreno pr\u00f3ximo a uma grande caixa-d\u2019\u00e1gua chamou sua aten\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o houvesse qualquer indica\u00e7\u00e3o de que estivesse dispon\u00edvel para loca\u00e7\u00e3o. A empres\u00e1ria decidiu procurar os propriet\u00e1rios e iniciou as negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Conseguiu o ponto. E, dessa vez, o restaurante seria constru\u00eddo do zero.<\/p>\n<p>Na Rua General Eurico, 86, nasceu uma nova unidade do Meu Feij\u00e3o Verde. A inaugura\u00e7\u00e3o foi acompanhada por um movimento acima das expectativas, com lota\u00e7\u00e3o constante e longas filas de espera.<\/p>\n<p>O crescimento continuou nos anos seguintes. Em 2022, a marca chegou ao Eus\u00e9bio, com uma unidade na Rua Carmelita Rebou\u00e7as, 122. J\u00e1 em mar\u00e7o de 2025, o Boteco do Ci\u00e7o ganhou uma nova casa, desta vez no Meireles, ampliando a presen\u00e7a da marca em uma das regi\u00f5es mais movimentadas de Fortaleza.<\/p>\n<p><strong>Entre a cozinha e a gest\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, administrar quatro restaurantes exige do casal uma rotina intensa e uma divis\u00e3o clara de responsabilidades. Embora as decis\u00f5es sejam compartilhadas, Viviane e Marcelio atuam em \u00e1reas diferentes da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Marcelio est\u00e1 \u00e0 frente do setor operacional. Carism\u00e1tico e atento aos detalhes, acompanha as equipes, participa da rotina dos restaurantes e busca manter pr\u00f3ximo o relacionamento com os clientes. Para ele, o atendimento \u00e9 um dos elementos fundamentais para transformar uma refei\u00e7\u00e3o em uma boa experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Viviane destaca ainda a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria profissional do marido como um fator que influencia sua rela\u00e7\u00e3o com os funcion\u00e1rios. Por j\u00e1 ter ocupado o lugar de quem trabalha no restaurante, Marcelio procura incentivar os integrantes da equipe e abrir espa\u00e7o para aqueles que tamb\u00e9m sonham em empreender.<\/p>\n<p>Viviane concentra-se na contabilidade e na organiza\u00e7\u00e3o financeira dos neg\u00f3cios. Seu trabalho tamb\u00e9m envolve acompanhar os padr\u00f5es de qualidade, conversar com as equipes das cozinhas e observar o que pode ser aprimorado no dia a dia das casas.<\/p>\n<p><strong>Uma receita que continua crescendo<\/strong><\/p>\n<p>O que nasceu em um pequeno quiosque com espetinhos ganhou novos endere\u00e7os, novos p\u00fablicos e diferentes possibilidades de neg\u00f3cio. Mas um elemento permaneceu presente ao longo de toda a trajet\u00f3ria: o sabor regional que ajudou a dar identidade ao empreendimento.<\/p>\n<p>O feij\u00e3o verde, que entrou no card\u00e1pio quase por acaso, acabou se tornando s\u00edmbolo dessa hist\u00f3ria. Ao lado de outros pratos da culin\u00e1ria nordestina, ajudou a transformar uma pequena iniciativa em um grupo com quatro restaurantes.<\/p>\n<p>Para Viviane e Marcelio, os 15 anos de trajet\u00f3ria representam mais do que a expans\u00e3o de uma empresa. S\u00e3o cap\u00edtulos de uma hist\u00f3ria constru\u00edda a partir da cozinha, da fam\u00edlia, do trabalho conjunto e da capacidade de reconhecer, em uma receita simples, um sabor capaz de conquistar o p\u00fablico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 hist\u00f3rias de restaurantes que come\u00e7am com grandes planos. 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