{"id":10020,"date":"2013-06-05T14:35:17","date_gmt":"2013-06-05T17:35:17","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10020"},"modified":"2013-06-05T14:35:17","modified_gmt":"2013-06-05T17:35:17","slug":"esse-cara-e-o-lulu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/06\/05\/esse-cara-e-o-lulu\/","title":{"rendered":"Esse cara \u00e9 o Lulu"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/Lulu_LeoAversa103C.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-10061\" alt=\"Foto: Leo Aversa\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/Lulu_LeoAversa103C.jpg\" width=\"378\" height=\"567\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/Lulu_LeoAversa103C.jpg 1000w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/Lulu_LeoAversa103C-300x450.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/Lulu_LeoAversa103C-768x1152.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/Lulu_LeoAversa103C-740x1110.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/Lulu_LeoAversa103C-120x180.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 378px) 100vw, 378px\" \/><\/a>Lu\u00eds Maur\u00edcio Pragana dos Santos, o <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu Santos<\/strong><\/span>, n\u00e3o \u00e9 mais aquele jovem guitarreiro que subiu no palco do Rock in Rio de 1985 usando cal\u00e7a apertada e joelheiras. Hoje ele \u00e9 um senhor de cabelos brancos (orgulhosamente assumidos desde a d\u00e9cada de 1990), barba volumosa e trajando colete e gravata. A eleg\u00e2ncia \u00e9 uma novidade no vestir do m\u00fasico que completou 60 anos no dia 4 de maio \u00faltimo.<\/p>\n<p>Para comemorar a efem\u00e9ride, o carioca se deu de presente um disco especial, onde homenageia a Erasmo e Roberto com regrava\u00e7\u00f5es cheias de ideias novas. Relembrar sucessos da dupla, que v\u00e3o da Jovem Guarda, passam pelas incurs\u00f5es black e hippie, e chegam \u00e0 atualidade rom\u00e2ntica, foi uma de forma de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu<\/strong> <\/span>resgatar a ess\u00eancia e a fonte da sua can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Egresso da gera\u00e7\u00e3o roqueira dos Anos 80, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu Santos<\/strong><\/span> soube passear bem por muitas praias. Rock, blues, pop, eletr\u00f4nico, samba, funk s\u00e3o algumas coisas que sempre estiveram presentes na sua m\u00fasica. No entanto, ele nunca deixou de se assumir um eterno rom\u00e2ntico. E nesse assunto de cora\u00e7\u00f5es em chamas, abra\u00e7os apertados e beijos calorosos, ningu\u00e9m fez melhor no Brasil do que Erasmo e Roberto. \u00c9 verdade que, nem eles s\u00e3o os primeiros, nem <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu<\/strong> <\/span>\u00e9 o \u00faltimo rom\u00e2ntico. Mas em assunto de amor, os tr\u00eas sabem extrair melodias e hist\u00f3rias inesquec\u00edveis e atemporais.<\/p>\n<p>O disco <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Lulu Canta &amp; Toca Erasmo e Roberto<\/strong><\/span> (Sony Music) nasceu de um convite do Banco do Brasil, para que ele, Maria Beth\u00e2nia e Sandy montassem shows especiais para o projeto Circuito Cultural. A ideia era que cada convidado fizesse releituras de algum artista da sua predile\u00e7\u00e3o. Enquanto Beth\u00e2nia escolheu Chico Buarque e Sandy escolheu Michael Jackson, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu<\/strong> <\/span>foi de Roberto e Erasmo e recebeu cr\u00edticas elogiosas ao resultado. At\u00e9 o pr\u00f3prio Rei se deu ao trabalho de sair do seu castelo na Urca para ir conferir a homenagem. O resultado agradou tanto o compositor de Cachoeiro do Itapemirim, que ele saiu de l\u00e1 com um convite para gravar junto com a banda de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu<\/strong> <\/span>o recente hit <em>Esse cara sou eu<\/em>.<\/p>\n<p>Apesar de serem uma esp\u00e9cie de Lennon e McCartney da m\u00fasica brasileira, poucas pessoas tiveram licen\u00e7a de dedicarem um disco inteiro \u00e0s composi\u00e7\u00f5es da dupla. A an\u00f4nima S\u00f4nia Melo fez dois volumes em 1976 e 1979, e que hoje vivaram ouro de garimpo. Em 1978, foi a vez de Nara Le\u00e3o lan\u00e7ar <strong>Debaixo Dos Carac\u00f3is Dos Seus Cabelos<\/strong>, cujas vers\u00f5es digitais s\u00f3 puderam ser liberadas com a exclus\u00e3o da faixa <em>Quero que v\u00e1 tudo pro inferno<\/em>. Mais sorte teve Maria Beth\u00e2nia, que n\u00e3o passou por nenhuma censura na hora de gravar o estrondoso sucesso <strong>As can\u00e7\u00f5es que voc\u00ea fez pra mim<\/strong> (1993). Cauby Peixoto tamb\u00e9m teve a anu\u00eancia do Rei na hora <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/Lulu-Santos_CD-Canta-e-Toca-Roberto-e-Erasmo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-10062\" alt=\"Foto: Leo Aversa\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/Lulu-Santos_CD-Canta-e-Toca-Roberto-e-Erasmo-550x550.jpg\" width=\"367\" height=\"367\" \/><\/a>de gravar seu <strong>Cauby interpreta Roberto<\/strong> (1993). O \u00fanico pedido foi para que ele n\u00e3o batizasse o disco de \u201cCauby canta Roberto\u201d, pra n\u00e3o pegar mal, bicho. Mais recentemente foi a vez da sambista Tereza Cristina se unir aos roqueiros Os Outros para um tributo surpreendente.<\/p>\n<p>No caso de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu<\/strong><\/span>, as coisas foram sendo facilitadas por que j\u00e1 haviam sido testadas ao vivo. Buscando dar um \u00e0s can\u00e7\u00f5es um estilo pr\u00f3prio, o carioca escolheu 13 can\u00e7\u00f5es de diversas \u00e9pocas da dupla e jogou um molho pop e moderno por cima. Quanto mais ele se apropriou de cada faixa, mais interessante ficou o resultado. \u00c9 o caso de <em><strong>Como \u00e9 grande o meu amor por voc\u00ea<\/strong><\/em>, que virou um fox elegante sussurrado pelo cantor. Bem escolhida para puxar o disco nas r\u00e1dios, a m\u00fasica at\u00e9 ganhou clip dirigido por L\u00e1zaro Ramos. Embora j\u00e1 tenha ganho boas leituras de Elis Regina e do pr\u00f3prio Roberto Carlos, <em><strong>As curvas da estrada de Santos<\/strong><\/em> tamb\u00e9m ficou bonita num arranjo bluseiro. O mesmo ritmo d\u00e1 novas molduras para <em><strong>Minha fama de mau<\/strong><\/em> e\u00a0<em><strong>Quando<\/strong><\/em>, com <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu<\/strong><\/span> encarnando um B.B. King branquelo.<\/p>\n<p>Algumas vers\u00f5es, por outro lado, chamam aten\u00e7\u00e3o mais pela curiosidade. Caso de <em><strong>Se voc\u00ea pensa<\/strong><\/em>, que virou um xote safado, puxado pelo teclado. O mesmo acontece em <em><strong>Sou uma crian\u00e7a, n\u00e3o entendo nada<\/strong><\/em>, que perdeu o sensacional clima hiponga para virar um descontextualizado rock acelerado. Com <em><strong>Festa de arromba<\/strong><\/em>, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu<\/strong> <\/span>est\u00e1 em casa e bota sua guitarra pra trabalhar.<\/p>\n<p>Ao fim dos disco fica uma sensa\u00e7\u00e3o de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu Santos<\/strong><\/span> tinha espa\u00e7o para ousar mais, brincar mais com as can\u00e7\u00f5es. No entanto, mais que um disco, esse projeto \u00e9 um presente de anivers\u00e1rio que o artista deu para si mesmo. Por isso, tudo a ver ele encerrar com\u00a0<em><strong>Emo\u00e7\u00f5es<\/strong><\/em>, conservando as inten\u00e7\u00f5es e a beleza deste hino, que Roberto Carlos reluta em liberar novas regrava\u00e7\u00f5es. Ao que parece, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Lulu<\/strong> <\/span>teve carta branca geral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Maur\u00edcio Pragana dos Santos, o Lulu Santos, n\u00e3o \u00e9 mais aquele jovem guitarreiro que subiu no palco do Rock in Rio de 1985 usando&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,130,283,342,1],"tags":[],"class_list":["post-10020","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-erasmo-carlos","category-nacional","category-roberto-carlos","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10020","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10020"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10020\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10020"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10020"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10020"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}