{"id":10053,"date":"2013-06-04T14:49:01","date_gmt":"2013-06-04T17:49:01","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10053"},"modified":"2013-06-04T14:49:01","modified_gmt":"2013-06-04T17:49:01","slug":"ed-motta-abraca-o-perfeccionismo-em-aor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/06\/04\/ed-motta-abraca-o-perfeccionismo-em-aor\/","title":{"rendered":"Ed Motta abra\u00e7a o perfeccionismo em AOR"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\">\u00a0<a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/0406va0610.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-10054\" alt=\"0406va0610\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/0406va0610.jpg\" width=\"625\" height=\"416\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/0406va0610.jpg 2259w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/0406va0610-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/0406va0610-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/0406va0610-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/0406va0610-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Carioca de Nil\u00f3polis, Lincoln Olivetti era um ser onipresente no meio musical brasileiro dos anos 1980. Compositor, arranjador, m\u00fasico e produtor, ele figurou de v\u00e1rias formas em dezenas e dezenas de discos daquela \u00e9poca. Tim Maia, Zizi Possi, Roberto Carlos, Fagner, Wando, Gal Costa e Gilberto Gil s\u00e3o s\u00f3 alguns dos que recorreram aos servi\u00e7os desse m\u00fasico, que hoje conta 59 anos. Parceiro do guitarrista Robson Jorge, ele foi respons\u00e1vel por uma sonoridade que marcou \u00e9poca para mal e para bem. Cheios de camas de teclados e sintetizadores, seus trabalhos eram tidos como esmerados e garantias de sucesso. Por outro lado, ganharam fama de demasiado radiof\u00f4nicos e pasteurizados.<\/p>\n<p>\u201cEle \u00e9 o nosso Quincy Jones\u201d, sai <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ed Motta<\/strong><\/span> em defesa de Lincoln. Para este carioca de 41 anos, o arranjador foi sua grande inspira\u00e7\u00e3o na hora de montar seu recente <span style=\"color: #0000ff\"><strong>AOR<\/strong> <\/span>(l\u00ea-se \u201c\u00eai \u00f4u ar\u201d). O t\u00edtulo do 13\u00ba trabalho de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ed<\/strong><\/span> remete \u00e0 sigla criada nos anos 1970 por DJs americanos para se referir a um tipo de som que prima pela excel\u00eancia da m\u00fasica, do arranjo \u00e0 grava\u00e7\u00e3o. Tudo tinha que soar perfeito para ser taxado de \u201cAdult Oriented Rock\u201d ou \u201cAlbum Oriented Rock\u201d, algo como, em tradu\u00e7\u00e3o livre, \u201c\u00e1lbum de rock orientado\u201d ou \u201crock orientado para adultos\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/edmottaaor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-10055\" alt=\"LAB 10153-2 Livreto.indd\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/edmottaaor.jpg\" width=\"358\" height=\"358\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/edmottaaor.jpg 640w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/edmottaaor-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/edmottaaor-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/edmottaaor-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/><\/a>No release escrito pelo pr\u00f3prio <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ed Motta<\/strong> <\/span>para apresentar o disco, a lista de m\u00fasicos que se dedicaram ao <span style=\"color: #0000ff\"><strong>AOR<\/strong><\/span> vai de Earth, Wind &amp; Fire ao Biafra. E nesse bolo, estaria num trono dourado Lincoln Olivetti. \u201cEle \u00e9 uma super inspira\u00e7\u00e3o. <em>Meu bem meu mal<\/em>, da Gal Costa, \u00e9 um grande arranjo. Eu me arrependo \u00e9 de n\u00e3o ter dedicado meu disco a ele. O disco dele com o Robson Jorge mudou a minha vida\u201d, revela o artista que at\u00e9 mant\u00e9m um perfil no facebook somente para f\u00e3s do estilo <span style=\"color: #0000ff\"><strong>AOR<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>Para <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ed Motta<\/strong><\/span>, um ourives dos est\u00fadios, com fama de perfeccionista, essa busca por um som perfeito, um timbre ideal, a nota exata j\u00e1 faz da sua hist\u00f3ria desde o come\u00e7o. Por isso mesmo, o disco <span style=\"color: #0000ff\"><strong>AOR<\/strong> <\/span>remete o ouvinte ao excelente <strong>Entre e Ou\u00e7a<\/strong> (1992), seu segundo trabalho em carreira solo. \u201cNa verdade, ele (<strong>AOR<\/strong>) \u00e9 o que eu queria ter feito em <strong>Entre e Ou\u00e7a<\/strong>, mas eu n\u00e3o sabia fazer o que estou fazendo agora. N\u00e3o era nem a quest\u00e3o da idade. Eu n\u00e3o tinha t\u00e9cnica suficiente. Musicalmente, eu sabia muito menos m\u00fasica\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Ainda assim, ele compensava as limita\u00e7\u00f5es colecionando equipamentos diferentes, vintages. \u201cAt\u00e9 hoje, uso muito equipamento que foi usado no<strong> Entre e Ou\u00e7a<\/strong>. (A faixa)\u00a0<em><strong>Epis\u00f3dio<\/strong><\/em> usa um teclado dos anos 1960 que hoje custaria R$ 5 mil. Na \u00e9poca era uns 50 cruzados para comprar na \u2018perifa\u2019 do Rio. Fui comprar numa comunidade. Nos 1990, eles (equipamentos) n\u00e3o eram valorizados\u201d, lembra.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=v9DwylW4Pts[\/youtube]\n<p>Mais que <strong>Entre e Ou\u00e7a<\/strong>, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>AOR<\/strong> <\/span>tamb\u00e9m traz elementos de outros discos de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Ed<\/strong><\/span>. Traz o acento pop de sua \u00e9poca de maior popularidade, quando gravou <em>Fora da lei<\/em> e <em>Colombina<\/em>. Isso mesclado com experimenta\u00e7\u00f5es jazz\u00edsticas embebidas em soul e funk, usadas em <strong>Dwitza<\/strong> (2002) e <strong>Poptical<\/strong> (2003). Velhos parceiros, como Chico Amaral e Rita Lee, retornam, respectivamente, nas faixas <em><strong>Flores da vida real<\/strong><\/em> e <em><strong>S.O.S amor<\/strong><\/em>. A esposa Edna Lopes, que ajudou a moldar o disco <strong>Piquenique<\/strong> (2009), comparece em outras tr\u00eas faixas. Adriana Calcanhotto entra para a lista de letristas, na bel\u00edssima <em><strong>Ondas sonoras<\/strong><\/em>, assim como m\u00fasico argentino Daniel Spinetta, na p\u00e1lida\u00a0<em><strong>Latido<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Linear e palat\u00e1vel, o grande segredo de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>AOR<\/strong> <\/span>est\u00e1 nas entrelinhas. Ao longo de cerca de um ano,<span style=\"color: #ff0000\"><strong> Ed Motta<\/strong><\/span> se debru\u00e7ou sobre as faixas com um cuidado cir\u00fargico. Cada uma consumia em torno de uma semana de trabalho, quando, normalmente, faz-se isso em algumas horas. \u201cO que tem de trabalho em cima de cada faixa \u00e9 uma coisa meio rara. Esse tipo de trabalho n\u00e3o aparece muito no Brasil. Essa parte t\u00e9cnica \u00e9 deixada um pouco de lado. Isso \u00e9 uma coisa meio americana. N\u00e3o \u00e9 frieza, \u00e9 mais polimento\u201d, encerra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Carioca de Nil\u00f3polis, Lincoln Olivetti era um ser onipresente no meio musical brasileiro dos anos 1980. Compositor, arranjador, m\u00fasico e produtor, ele figurou de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,113,129,283],"tags":[],"class_list":["post-10053","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-ed-motta","category-entrevistas","category-nacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10053"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10053\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}