{"id":10064,"date":"2013-06-07T12:01:29","date_gmt":"2013-06-07T15:01:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10064"},"modified":"2013-06-07T12:01:29","modified_gmt":"2013-06-07T15:01:29","slug":"o-baiao-escandaloso-de-maria-alcina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/06\/07\/o-baiao-escandaloso-de-maria-alcina\/","title":{"rendered":"O bai\u00e3o escandaloso de Maria Alcina"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_10065\" style=\"width: 534px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/0706va0103.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10065\" class=\"size-large wp-image-10065\" alt=\"Foto: Feco Hamburguer\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/0706va0103-550x366.jpg\" width=\"524\" height=\"348\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10065\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Feco Hamburguer<\/p><\/div>\n<p>No in\u00edcio dos anos 1970, a androginia e a sensualidade estavam em alta no meio art\u00edstico brasileiro. Apesar do regime militar bater de frente com os mais assanhados, Secos &amp; Molhados, Dzi Croquetes e Edy Star faziam escola exibindo seus corpos de forma mais livre. Foi nesse cen\u00e1rio que surgiu <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Maria Alcina<\/strong><\/span>, cantora mineira, de Cataguases, que dan\u00e7ava de maneira fren\u00e9tica no palco do Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o, de 1972, ao som de <em>Fio Maravilha<\/em>. T\u00e3o estranha quanto as roupas ex\u00f3tica, era a voz profundamente grave da int\u00e9rprete que contagiou o p\u00fablico que lotava o Maracan\u00e3zinho.<\/p>\n<p>Sempre colorida, eletrizada e hil\u00e1ria, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Maria Alcina<\/strong><\/span> manteve o estilo carnavalizante ao longo desses 41 anos de carreira. Apesar dos pouqu\u00edssimos discos lan\u00e7ados e dos longos per\u00edodos mais \u00e0 margem das not\u00edcias, ela manteve viva sua hist\u00f3ria com uma agenda cheia de compromissos nacionais e internacionais. No meio desses compromissos, ela arranjou uma brecha para apresentar em Fortaleza, neste fim de semana, o espet\u00e1culo <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Asa Branca<\/strong><\/span>, onda d\u00e1 sua leitura particular para a obra de Luiz Gonzaga (1912 \u2013 1989).<\/p>\n<div id=\"attachment_10066\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/0706va0102.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10066\" class=\"size-medium wp-image-10066\" alt=\"Foto: Laura Del Rey\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/0706va0102-300x448.jpg\" width=\"300\" height=\"448\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/0706va0102-300x448.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/0706va0102-768x1148.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/0706va0102-740x1106.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/0706va0102-120x179.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10066\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Laura Del Rey<\/p><\/div>\n<p>Com estreia em 2012, quando se comemorou o centen\u00e1rio de nascimento do Rei do Bai\u00e3o, o espet\u00e1culo <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Asa Branca<\/strong><\/span> foi criado pelo produtor cultural Fran Carlo, que convidou<span style=\"color: #ff0000\"><strong> Maria Alcina<\/strong><\/span> para apresenta-lo. Apesar de ser sempre muito ligada \u00e0 obra de Carmen Miranda (1909 \u2013 1955), para a mineira, tem tudo a ver a Pequena Not\u00e1vel com Luiz Gonzaga. \u201cS\u00e3o dois \u00edcones brasileiros. A gente se identifica por que eles ensinam as coisas. Ela \u00e9 muito original, assim como o Gonzag\u00e3o, que sempre traduz o jeito novo. A gente percebe quando ta ficando incruado e quando precisa deixar vir o novo. Essas pessoas s\u00e3o assim, elas nos ensinam o que \u00e9 ser artista\u201d, filosofa, entre risadas, ao telefone.<\/p>\n<p>A busca pelo novo tamb\u00e9m faz parte hist\u00f3ria de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Maria Alcina<\/strong><\/span>, desde que buscou um acento pop para seu repert\u00f3rio formado tanto por sambas de Assis Valente, como pela modernices de Wado. Dessa abertura est\u00e9tica, ela emendou dois elogiados trabalhos com o quarteto eletr\u00f4nico Bojo \u2013 <strong>Agora<\/strong> (2003) e <strong>Maria Alcina, confete e serpentina<\/strong> (2008). Luiz Gonzaga tamb\u00e9m acompanha a int\u00e9rprete desde sua estreia discogr\u00e1fica, em 1973, quando ela gravou\u00a0<em><strong>Para\u00edba<\/strong><\/em>. Esta can\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente no repert\u00f3rio de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Asa Branca<\/strong><\/span>, assim como <em><strong>Sala de reboco<\/strong><\/em>, <em><strong>Olha pro c\u00e9u<\/strong><\/em> e <em><strong>Bai\u00e3o de dois<\/strong><\/em>. \u201cTem tamb\u00e9m o lado mais dram\u00e1tico, como <em><strong>A morte do vaqueiro<\/strong><\/em>, que eu n\u00e3o conhecia. S\u00e3o m\u00fasicas que, quando me deparei, fiquei louca. S\u00e3o fatos acontecidos. D\u00e1 uma emo\u00e7\u00e3o muito forte\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Segundo <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Maria Alcina<\/strong><\/span>, o grande destaque do show fica para a pesquisa feita para reproduzir com fidelidade os arranjos originais. \u201cO acordeonista (Olivio Filho, tamb\u00e9m diretor musical do espet\u00e1culo) trouxe os arranjos originais. Logo, o p\u00fablico que gosta do Gonzaga, vai estar ouvindo o som que ele pr\u00f3prio e os seus arranjadores criaram\u201d, explica a int\u00e9rprete que procurou caprichar nos graves para deixar sua voz mais semelhante \u00e0 do homenageado.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Maria Alcina<\/strong><\/span> lembra ainda que chegou a dividir o palco com Luiz Gonzaga nos anos 1970, num espet\u00e1culo que contava ainda com as presen\u00e7as de Benito de Paula e Raul Seixas (1945 \u2013 1989). Numa \u00e9poca em que a repress\u00e3o pol\u00edtica ditava os costumes, suas performances eram motivo de muita de muita censura. E a roupa transparente que usou naquele dia (enquanto Raul usava um pijama de bolinhas), foi o que os militares precisaram para lhe trazer s\u00e9rios problemas. \u201cComportamento era uma coisa que valia como palavra. E n\u00f3s quase tiramos a Tupi do ar\u201d, lembra.<\/p>\n<div id=\"attachment_10067\" style=\"width: 534px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/0706va0101.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10067\" class=\"size-large wp-image-10067\" alt=\"Foto: Feco Hamburguer\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/0706va0101-550x366.jpg\" width=\"524\" height=\"348\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10067\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Feco Hamburguer<\/p><\/div>\n<p>Passados os tempos de dureza, hoje ela s\u00f3 quer seguir sua estrada de m\u00fasica. Como planos, ela tem o lan\u00e7amento em CD e DVD do espet\u00e1culo <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Asa Branca<\/strong><\/span>. Mais pr\u00f3ximo est\u00e1 um disco onde comemora as quatro d\u00e9cadas de carreira. Puxado por uma can\u00e7\u00e3o in\u00e9dita de Zeca Baleiro, intitulada <em>Eu sou Alcina<\/em>, o projeto vai trazer in\u00e9ditas de Arnaldo Antunes, Karina Buhr, P\u00e9ricles Cavalcante e Anast\u00e1cia, e regrava\u00e7\u00f5es de Totonho e os Cabras, Jo\u00e3o Bosco e outros. \u201cJ\u00e1 pensou nisso? \u00c9 muito chique, n\u00e3o \u00e9?\u201d, diverte-se.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong>O qu\u00ea:<\/strong> show de Maria Alcina em homenagem a Luiz Gonzaga<br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> sexta-feira (7) e s\u00e1bado (8), \u00e0s 20h; domingo (9), \u00e0s 19h<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> CAIXA Cultural Fortaleza (Av. Pessoa Anta, 287 \u2013 Praia de Iracema)<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 20 e R$ 10. \u00c0 venda no local<br \/>\n<strong>Outras informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> 34532770<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio dos anos 1970, a androginia e a sensualidade estavam em alta no meio art\u00edstico brasileiro. 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