{"id":10125,"date":"2013-06-21T11:17:22","date_gmt":"2013-06-21T14:17:22","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10125"},"modified":"2013-06-21T11:17:22","modified_gmt":"2013-06-21T14:17:22","slug":"bruno-gouveia-cai-no-forro-no-disco-da-menina-do-ceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/06\/21\/bruno-gouveia-cai-no-forro-no-disco-da-menina-do-ceu\/","title":{"rendered":"Bruno Gouveia cai no forr\u00f3 no disco da Menina do C\u00e9u"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/MDC_capa-encarte_21_final-410x410.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-10126\" alt=\"MDC_capa-encarte_21_final-410x410\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/MDC_capa-encarte_21_final-410x410.jpg\" width=\"410\" height=\"410\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/MDC_capa-encarte_21_final-410x410.jpg 410w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/MDC_capa-encarte_21_final-410x410-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/MDC_capa-encarte_21_final-410x410-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/06\/MDC_capa-encarte_21_final-410x410-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px\" \/><\/a>Contam que quando apresentaram o som de Bob Marley para Dominguinhos, o sanfoneiro virou de volta e disse: &#8220;isso que \u00e9 o reggae?! Mas isso \u00e9 um xotezinho muito do safado&#8221;. Sabedor e mestre no que diz, o pernambucano j\u00e1 adiantava ali que o limite entre os estilos pode ser da largura de um fio de cabelo. De uma forma ou de outra, esse pre\u00e2mbulo explica as ra\u00edzes de <span style=\"color: #000080\"><strong>Festa no C\u00e9u<\/strong><\/span>, segundo disco do grupo <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Menina do C\u00e9u<\/strong><\/span>. Guiado pela boa voz de Izabella Brant, carioca de vida mineira (mas sem nenhum parentesco com o compositor Fernando Brant), o septeto busca regenerar o j\u00e1 t\u00e3o desgastado forr\u00f3 dando-lhe bons arranjos,\u00a0interpreta\u00e7\u00f5es e repert\u00f3rio. O primeiro quesito \u00e9 o melhor atendido. Com forma\u00e7\u00e3o musical acad\u00eamica, Izabella \u00e9 uma contralto de timbre charmoso e seguro. \u00c9 bem verdade que a m\u00fasica que se faz atualmente no Nordeste &#8211; seja o ax\u00e9 ou o forr\u00f3 dito de &#8220;pl\u00e1stico&#8221; &#8211; \u00e9 o para\u00edso das contraltos, todas cantando &#8220;semgra\u00e7amente&#8221; iguais. Esse n\u00e3o \u00e9 o caso da voz \u00e0 frente do<span style=\"color: #ff6600\"><strong> Menina do C\u00e9u<\/strong><\/span>, que desliza com firmeza sobre arranjos que, de fato, n\u00e3o chegam a impressionar e at\u00e9 caem na pasteuriza\u00e7\u00e3o. Theo Lustosa (tamb\u00e9m produtor de <span style=\"color: #000080\"><strong>Festa no C\u00e9u<\/strong><\/span>) faz bonito na sanfona, mas fica dif\u00edcil engolir forr\u00f3 com baixo, bateria e guitarra. Ainda mais por ser disco primordialmente de vers\u00f5es para hits alheios. De Peninha (<strong>Sozinho<\/strong>) a Milton Nascimento (<em><strong>Bola de meia, bola de gude<\/strong><\/em>), tudo vira forr\u00f3. At\u00e9 <span style=\"color: #333300\"><strong>Bruno Gouveia<\/strong><\/span>, vocalista do Biquini Cavad\u00e3o (e marido de Izabella Brant), entra nessa roda. Confirmando a tese de Dominguinhos, o cantor faz de <em><strong>Vento ventania<\/strong><\/em> (Bruno\/ \u00c1lvaro\/ Miguel\/ Coelho\/ Sheik\/ Beni) um &#8220;xotezinho safado&#8221;. Em seguida, volta em <em><strong>Viver em paz<\/strong><\/em> (Jader Joanes\/ Bruno Gouveia\/ T\u00falio Lustosa) , uma mistura meio bizarra de forr\u00f3, reggae e rap (!). Mas \u00e9 na curiosidade que o disco cresce. Transformar a discoteque <em><strong>Lindo lago do amor<\/strong><\/em>, de Gonzaguinha, em forr\u00f3 \u00e9 uma aventura. Mas, repetir <em><strong>Vida do viajante<\/strong><\/em> (Luiz Gonzaga\/ Herv\u00ea Cordovil) e <em><strong>Lembran\u00e7a de um beijo<\/strong><\/em> (Accioly neto) \u00e9 mais do mesmo. E, no meio da pequena produ\u00e7\u00e3o e boa autoral, pelo menos um achado. <em><strong>Menino angola<\/strong><\/em> (Theo Lustosa\/ Paulinho Motta) traz como refer\u00eancia \u00f3bvia os melhores momentos de Z\u00e9 Ramalho. Mais ainda pela presen\u00e7a de <span style=\"color: #800000\"><strong>Arleno Farias<\/strong><\/span>, cuja voz \u00e9 capaz de confundir at\u00e9 a m\u00e3e do compositor de <em>Avohai<\/em>. No fim da hist\u00f3ria, esse segundo disco do <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Menina do C\u00e9u<\/strong><\/span> mostra pouco potencial para colocar o forr\u00f3 de volta nos seus trilhos. Em termo de mercado, a banda pode conseguir espa\u00e7o em novelas, algumas r\u00e1dios e garantir muita divers\u00e3o nos shows. Mas, enquanto disco, faltou algo de ousadia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contam que quando apresentaram o som de Bob Marley para Dominguinhos, o sanfoneiro virou de volta e disse: &#8220;isso que \u00e9 o reggae?! 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