{"id":10152,"date":"2013-06-26T09:00:45","date_gmt":"2013-06-26T12:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10152"},"modified":"2013-06-26T09:00:45","modified_gmt":"2013-06-26T12:00:45","slug":"universal-lanca-segundo-disco-do-selvagens-a-procura-de-lei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/06\/26\/universal-lanca-segundo-disco-do-selvagens-a-procura-de-lei\/","title":{"rendered":"Universal lan\u00e7a segundo disco do Selvagens \u00e0 Procura de Lei"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/SELVAGENS_foto_rafaelKENT_0001.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-10153\" alt=\"SELVAGENS_foto_rafaelKENT_0001\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/SELVAGENS_foto_rafaelKENT_0001-550x366.jpg\" width=\"524\" height=\"348\" \/><\/a>Volta e meia, alguma banda surge com a promessa de garantir a \u201csalva\u00e7\u00e3o do rock\u201d. O marasmo que tomou conta do estilo, principalmente em se tratando de mercado brasileiro, talvez aumente essa expectativa messi\u00e2nica. No entanto, quem diria, \u00e9 de Fortaleza que surge uma das mais fortes apostas dessa gera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-anos 2000. Apesar dos poucos anos de hist\u00f3ria, o <span style=\"color: #008080\"><strong>Selvagens \u00e0 Procura de Lei<\/strong><\/span> vem pisando nesse ch\u00e3o roqueiro cercado de elogios de gente gra\u00fada, como o jornalista Jamari Fran\u00e7a, David Corcos e Dinho Ouro Preto.<\/p>\n<p>O vocalista do Capital Inicial, inclusive, \u00e9 um dos mais empolgados dessa lista e vem citando os cearenses por onde passa. \u201c\u00c9 a banda que mais me deixou de boca aberta nos \u00faltimos tempos. To vendo se fa\u00e7o uma produ\u00e7\u00e3o, uma apadrinhada, por que precisa de renova\u00e7\u00e3o no rock brasileiro\u201d, afirmou Dinho, em 2012, em entrevista ao <strong>O POVO<\/strong>. A promessa foi cumprida e o m\u00fasico surpreendeu os <span style=\"color: #008080\"><strong>Selvagens<\/strong> <\/span>quando chegou ao est\u00fadio onde a banda gravava seu segundo disco, lan\u00e7ado este m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cDurante a grava\u00e7\u00e3o do disco, a gente foi na casa do Dinho e ele foi super simp\u00e1tico, emprestou uns baixos sinistros, vintage. A gente gravou com a guitarra dele. Era a refer\u00eancia de rock adulto que a gente precisava\u201d, lembra orgulhoso Gabriel Arag\u00e3o (voz, guitarra, viol\u00e3o e piano). Depois disso, <span style=\"color: #008080\"><strong>Selvagens<\/strong> <\/span>e Capital ainda se encontraram ao vivo no Pr\u00eamio Multishow 2012, com as bandas bicando o repert\u00f3rio uma da outra.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dhbVJ-xKiX0[\/youtube]\n<p>Formado em 2009 por Rafael Martins (voz e guitarra), Caio Evangelista (baixo e voz) e Nicholas Magalh\u00e3es (voz e bateria), al\u00e9m de Gabriel, a banda \u2013 que costuma reduzir seu nome \u00e0 sigla <span style=\"color: #008080\"><strong>SAPDL<\/strong> <\/span>\u2013 come\u00e7ou sua hist\u00f3ria ocupando os palcos locais, como o Cear\u00e1 Music, Rock Cordel e \u00d3rbita Bar. Depois de alguns compactos, gravaram o primeiro CD, <strong>Aprendendo a mentir<\/strong>, em 2011. Apesar da alta qualidade sonora (com destaque para <em>Adeus \u00e9 tudo que eu preciso ouvir de voc\u00ea<\/em>), o disco foi um projeto simples e independente, que ficou reservado para os shows e f\u00e3s.<\/p>\n<p>Dois anos depois, o segundo disco do <span style=\"color: #008080\"><strong>SAPDL<\/strong> <\/span>chega com o aval de uma grande gravadora, no caso, a Universal Music. Produzido por David \u201cMarroquino\u201d Corcos (tamb\u00e9m respons\u00e1vel pelo disco solo de Dinho Ouro Preto e pela aproxima\u00e7\u00e3o da banda cearense com o cantor), o disco deixa de lado todo e qualquer modismo ou exagero, para apostar no b\u00e1sico, en\u00e9rgico e melodioso. Tamanha simplicidade, encontrada da capa aos arranjos, \u00e9 um bom sinal.<\/p>\n<p><span style=\"color: #666699\"><strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/selvagensaprocuradaleicapa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-10154\" alt=\"selvagensaprocuradaleicapa\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/06\/selvagensaprocuradaleicapa-550x550.jpg\" width=\"419\" height=\"419\" \/><\/a>Selvagens \u00e0 Procura de Lei<\/strong><\/span>, o disco, traz 12 can\u00e7\u00f5es que mesclam bem os elementos t\u00edpicos de uma banda de rock. Letras inteligentes em discurso bem constru\u00eddo, guitarras \u00e0 frente sem solos pirot\u00e9cnicos, e, principalmente, vocais bem feitos, uma raridade nessa seara. Meio rock, meio rap,\u00a0<em><strong>Brasileiro<\/strong><\/em> foi a escolhida (inicialmente contra a banda, que preferia <em><strong>Juventude Solitude<\/strong><\/em>) para puxar o trabalho nas r\u00e1dios e traz um discurso pol\u00edtico consistente. \u201cO Brasil \u00e9 medroso, voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9\u201d, bradam. Inclu\u00edda por insist\u00eancia de Dinho (que amea\u00e7ou n\u00e3o comprar o disco, se o contr\u00e1rio acontecesse), <em><strong>Crescer d\u00f3i<\/strong><\/em> \u00e9 um mantra para a juventude, com sotaque \u201ccoldplay\u201d. O rock\u00e3o <em><strong>Mucambo cafund\u00f3<\/strong><\/em> foi resgatado do primeiro disco e volta com a mesma pegada.<\/p>\n<p>J\u00e1 o country folk <em><strong>M\u00fasica de amor n\u00famero um<\/strong><\/em> (que tamb\u00e9m quase fica de fora) \u00e9 uma homenagem de Gabriel para a namorada Claudia.\u00a0<em><strong>Despedida<\/strong><\/em> \u00e9 a balada que Tim Maia n\u00e3o teve tempo de compor. O baterista Nicholas at\u00e9 faz um contracanto que lembra o soulman carioca. Outro destaque fica para a soturna <em><strong>Sr. Coronel<\/strong><\/em>, criada sobre um personagem real. \u201c\u00c9 um senhor que mora no pr\u00e9dio de um amigo e que o pessoal meio que o desprezava, por que ele desprezava todo mundo. Negros, gays, todo mundo. Eu imaginei essa figura solit\u00e1ria e fiz a m\u00fasica\u201d, conta Gabriel.<\/p>\n<p>Para Gabriel, hoje essas can\u00e7\u00f5es podem soar anacr\u00f4nicas para o <span style=\"color: #008080\"><strong>SAPDL<\/strong><\/span>, uma vez que foram gravadas em 2012, mas s\u00f3 lan\u00e7adas este ano. \u201cTalvez, se fosse independente, tivesse lan\u00e7ado ainda no ano passado\u201d, relativiza o m\u00fasico, que j\u00e1 tem planos e repert\u00f3rio para um novo trabalho. Afirmando que a rela\u00e7\u00e3o com a gravadora tem sido \u201cmuito boa\u201d, ele adianta que contrato prev\u00ea outros dois discos.<\/p>\n<p>No entanto, a julgar pela voz tranquila do vocalista, nem a cobran\u00e7a dos elogios nem a gravadora devem tir\u00e1-los do caminho que escolheram para a banda. Aproveitando ao m\u00e1ximo as oportunidades que t\u00eam encontrado, eles at\u00e9 se surpreendem ao ouvir elogios de gente como Marcelo Yuka ou Marcelo D2. \u201c\u00c9 muito bizarro isso, mas mostra que estamos no caminho certo e n\u00e3o nos distraindo com bobagens. N\u00e3o tem essa de que roqueiro tem que se vestir assim, beber pra caralho. N\u00f3s somos bem diferentes, mas isso nos torna especial. \u00c9 o nosso sotaque, a nossa amizade. Acho que realmente estamos no caminho certo\u201d, encerra o m\u00fasico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volta e meia, alguma banda surge com a promessa de garantir a \u201csalva\u00e7\u00e3o do rock\u201d. 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