{"id":10207,"date":"2013-08-28T14:12:42","date_gmt":"2013-08-28T17:12:42","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10207"},"modified":"2013-08-28T14:12:42","modified_gmt":"2013-08-28T17:12:42","slug":"mona-gadelha-volta-ao-blues-rock-em-otimo-novo-disco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/08\/28\/mona-gadelha-volta-ao-blues-rock-em-otimo-novo-disco\/","title":{"rendered":"Mona Gadelha volta ao blues rock em (\u00f3timo) novo disco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/08\/2008va0601.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-10243\" alt=\"2008va0601\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/08\/2008va0601.jpg\" width=\"622\" height=\"415\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/2008va0601.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/2008va0601-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/2008va0601-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/2008va0601-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 622px) 100vw, 622px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Um dos caminhos mais certeiros para se conseguir fazer um bom disco \u00e9 apostar (e at\u00e9 ousar) na seara que se tem mais intimidade. Claro que, aqui e acol\u00e1, algum artista se deu bem explorando um terreno que n\u00e3o era o seu. Mas pra isso, \u00e9 preciso ter muita certeza do que se quer (e um bom produtor do lado). Sem essa certeza, o ideal \u00e9 se voltar para as pr\u00f3prias ra\u00edzes e tirar delas o que existe de melhor. Foi nesse caminho mais seguro que seguiu a cantora cearense <span style=\"color: #800080\"><strong>Mona Gadelha<\/strong><\/span> para montar seus sexto disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Entregando o jogo logo no t\u00edtulo, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Cidade blues rock nas ruas<\/strong><\/span> \u00e9 um passeio pelas varia\u00e7\u00f5es do rock e do blues que se faz e fez em Fortaleza desde que ela frequentava as madrugadas da cidade, cantando e circulando com uma turma de amigos m\u00fasicos. Egressa da gera\u00e7\u00e3o que foi para o sudeste gravar o antol\u00f3gico <strong>Massafeira<\/strong>, <span style=\"color: #800080\">Mona<\/span> foi quem deu voz \u00e0 melhor faixa daquele \u00e1lbum duplo. N\u00e3o por acaso, a composi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria <em><strong>Cor de sonho<\/strong><\/em> \u00e9 um blues vigoroso e cheio de grandes guitarras.<\/p>\n<p>Partindo desse ponto, que j\u00e1 passa dos 30 anos, <span style=\"color: #800080\"><strong>Mona Gadelha<\/strong><\/span>, radicada em S\u00e3o Paulo, se voltou para o Cear\u00e1 e para os colegas da antiga banda Perfume Azul e foi dando vida a <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Cidade blues rock nas ruas<\/strong><\/span>. Lan\u00e7ado pelo pr\u00f3prio selo, Brazilbizz, o disco teve produ\u00e7\u00e3o de Alexandre Fontanetti, paulista que j\u00e1 trabalhou com boa parte da m\u00fasica pop brasileira, de Rita Lee a Ana Ca\u00f1as. Fontanetti tamb\u00e9m atua no disco como m\u00fasico (viol\u00e3o, guitarra, ukelele e vocais) ao lado de R\u00e9gis Damasceno (baixo e guitarra), Richard Ribeiro (bateria), Z\u00e9 Ruivo (teclados), Adriano Grineberg (org\u00e3o hammond), Marcos Ottaviano (guitarra), Olivio Filho (acordeon) e Fernando Chu\u00ed (viol\u00e3o).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/08\/artworks-000046816822-dkmqbi-t500x500.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-10244\" alt=\"artworks-000046816822-dkmqbi-t500x500\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/08\/artworks-000046816822-dkmqbi-t500x500.jpg\" width=\"400\" height=\"400\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/artworks-000046816822-dkmqbi-t500x500.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/artworks-000046816822-dkmqbi-t500x500-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/artworks-000046816822-dkmqbi-t500x500-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/artworks-000046816822-dkmqbi-t500x500-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Se no disco anterior, <strong>Praia L\u00edrica \u2013 Um tributo \u00e0 can\u00e7\u00e3o cearense<\/strong> dos anos 70 (2011), <span style=\"color: #800080\"><strong>Mona<\/strong> <\/span>parecia presa ao formato voz e piano, em <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Cidade blues rock nas ruas<\/strong><\/span> ela parece livre pra fazer o que bem quiser. Da\u00ed o disco trazer um punhado de boas can\u00e7\u00f5es, com interpreta\u00e7\u00f5es seguras e letras bem constru\u00eddas. Logo no in\u00edcio, <em><strong>Angela B<\/strong><\/em> \u00e9 um rock stoniano de L\u00facio Ricardo descrito na apresenta\u00e7\u00e3o do disco como um dos \u201chinos\u201d da \u00e9poca em que a cantora se reunia com os amigos para \u201ctocar e brincar de transgredir\u201d. Outra desse per\u00edodo \u00e9 a suingada e sacana <em><strong>Mam\u00e3e carinhosa<\/strong><\/em> (L\u00facio Ricardo\/ Siegbert Franklin), uma dos melhores do disco. Parceria de <span style=\"color: #800080\"><strong>Mona<\/strong> <\/span>com Fontanetti,\u00a0<em><strong>Incorrig\u00edvel<\/strong><\/em> \u00e9 um folk rock meio juvenil, que tem um p\u00e9 em Nando Reis.<\/p>\n<p>Costurada pelos slides de Marcos Otaviano, <em><strong>Vulner\u00e1vel blues<\/strong><\/em> traz <span style=\"color: #800080\"><strong>Mona Gadelha<\/strong><\/span> brincando com os tons para transbordar todo o desabafo da letra. A performance, inclusive, faz lembrar aquela estreia no <strong>Massafeira<\/strong>. No lado das baladas, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Cidade blues rock nas ruas<\/strong><\/span> tamb\u00e9m seus bons momentos. Parceria de Mona com Ricardo Augusto, <em><strong>James Dean<\/strong><\/em> trata de forma nost\u00e1lgica sobre o fim das ilus\u00f5es. Ningu\u00e9m melhor para dialogar sobre a situa\u00e7\u00e3o do que o s\u00edmbolo da rebeldia dos anos 1950. Seguindo no mesmo tema, <em><strong>Mapa das ilus\u00f5es<\/strong><\/em> (Mona\/ Edmundo Jr.) \u00e9 um bolero meio progressivo, com bons momentos po\u00e9ticos (\u201cTra\u00e7ou seus planos no velho mapa das ilus\u00f5es\u201d).<\/p>\n<p>Apesar dos momentos de menor inspira\u00e7\u00e3o, como <em><strong>Cidade blues<\/strong><\/em> ou o jogo lingu\u00edstico de <em><strong>D\u00e9sol\u00e9e rock<\/strong><\/em>, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Cidade blues rock nas ruas<\/strong> <\/span>tem coer\u00eancia e deixa bem claro suas inten\u00e7\u00f5es. At\u00e9 o encerramento, com as \u00f3timas\u00a0<em><strong>Escorpi\u00e3o<\/strong><\/em> e <em><strong>Acreditar<\/strong><\/em>, <span style=\"color: #800080\"><strong>Mona Gadelha<\/strong><\/span> foi certeira em apostar no que gosta e ao explorar espa\u00e7os para a pr\u00f3pria voz. Apesar da ideia supostamente nost\u00e1lgica (ideia esta refor\u00e7ada em letras falando sobre tempo, saudade e aus\u00eancia). <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Cidade blues rock nas ruas<\/strong><\/span> aponta para a frente, n\u00e3o deixa fios sobrando e faz jus aos mais de 30 anos de carreira desta cantora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos caminhos mais certeiros para se conseguir fazer um bom disco \u00e9 apostar (e at\u00e9 ousar) na seara que se tem mais intimidade. Claro&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,267,1],"tags":[],"class_list":["post-10207","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-mona-gadelha","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10207","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10207"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10207\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}