{"id":10260,"date":"2013-08-30T16:30:11","date_gmt":"2013-08-30T19:30:11","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10260"},"modified":"2013-08-30T16:30:11","modified_gmt":"2013-08-30T19:30:11","slug":"carol-andrade-lanca-segundo-disco-homenageando-as-compositoras-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/08\/30\/carol-andrade-lanca-segundo-disco-homenageando-as-compositoras-brasileiras\/","title":{"rendered":"Carol Andrade lan\u00e7a segundo disco homenageando as compositoras brasileiras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/08\/577203_522237544495829_1434081245_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10263\" alt=\"577203_522237544495829_1434081245_n\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/08\/577203_522237544495829_1434081245_n.jpg\" width=\"534\" height=\"480\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/577203_522237544495829_1434081245_n.jpg 534w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/577203_522237544495829_1434081245_n-300x270.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/08\/577203_522237544495829_1434081245_n-120x108.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 534px) 100vw, 534px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Duas coisas chamam aten\u00e7\u00e3o na cantora e compositora <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Carol Andrade<\/strong><\/span>. A primeira \u00e9 sua beleza estonteante de morena brasileira. A segunda \u00e9 sua voz afinada e macia, que lembra (e muito) o timbre divino da Zizi Possi. At\u00e9 alguns maneirismos da int\u00e9rprete paulistana s\u00e3o ouvidos nesta tamb\u00e9m paulistana de 35 anos, que divide seu tempo entre as atividades de professora de canto e cantora. Desse of\u00edcio, est\u00e1 saindo o segundo fruto, o disco <span style=\"color: #808000\"><strong>Outras mulheres<\/strong><\/span> (Kalamata M\u00fasica). Oito anos depois da estreia com <strong>Vida adentro<\/strong>, este segundo trabalho \u00e9 um homenagem a algumas das mais representativas compositoras brasileiras. De Chiquinha Gonzaga \u00e0 pr\u00f3pria <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Carol Andrade<\/strong><\/span>, o panorama tra\u00e7ado em <span style=\"color: #808000\"><strong>Outras mulheres<\/strong><\/span> ganha volume pela sele\u00e7\u00e3o certeira de can\u00e7\u00f5es, feita nem s\u00f3 por grandes sucessos. O disco tamb\u00e9m acerta em cheio nos arranjos singelos, escritos pelo violonista Alex Maia, marido da cantora, e executados por ele, Johnny Frateschi (baixo) e Ricardo Valverde (vibrafone e percuss\u00e3o). Entre a eleg\u00e2ncia do jazz e a brejeirice, as can\u00e7\u00f5es v\u00e3o mostrando a personalidade de<span style=\"color: #ff6600\"><strong> Carol Andrade<\/strong><\/span>. \u00c9 certo que um projeto que agrega compositores famosos tende a ser certeiro e, \u00e0s vezes, clich\u00ea. No caso em quest\u00e3o, certeiro sim, clich\u00ea n\u00e3o. A sele\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es foi em busca do que se adequaria \u00e0 sonoridade do disco, deixando a cantora \u00e0 vontade no seu espa\u00e7o. Como compositora, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Carol Andrade<\/strong><\/span> se mistura \u00e0s suas homenageadas e se sai bem. Eis um belo disco para quem ainda n\u00e3o conhece esta bela cantora.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a o disco <span style=\"color: #808000\"><strong>Outras mulheres<\/strong> <\/span>faixa a faixa:<br \/>\n1. <strong>Estrada do sol<\/strong> (Dolores Duran\/ Tom Jobim) &#8211; Um dos grandes cl\u00e1ssicos da m\u00fasica brasileira ganha um arranjo \u00e0 sua altura, divido em dois momentos. O segundo, meio valseado, \u00e9 encantador.<\/p>\n<p>2. <strong>Cidade ilus\u00e3o<\/strong> (Carol Andrade\/ Alex Maia) &#8211; Se \u00e9 de homenagear compositoras brasileiras, por que n\u00e3o prestar um tributo a si mesma? A letra esbanja otimismo, coisa que anda faltando na pra\u00e7a. &#8220;As nuvens s\u00e3o cinzentas, mas o c\u00e9u ainda \u00e9 azul&#8221;.<\/p>\n<p>3. <strong>Sete v\u00e9us<\/strong> (F\u00e1tima Guedes) &#8211; Entre as compositoras brasileiras, ningu\u00e9m foi mais mulher que F\u00e1tima Guedes. Em clima blue\/jazz, Carol sensualiza uma das melhores letras da homenageada. Sete v\u00e9us foi lan\u00e7ada por Alcione, em 1996, e relan\u00e7ada por F\u00e1tima tr\u00eas anos depois. Carol d\u00e1 recado bem dado.<\/p>\n<p>4.<strong>Outras mulheres<\/strong> (Joyce\/ P.C. Pinheiro) &#8211; Se n\u00e3o \u00e9 das composi\u00e7\u00f5es mais inspiradas de Joyce, essa se justifica pelo nome e pelo projeto. &#8220;Jamais serei tua se tu n\u00e3o me repartires&#8221; \u00e9 um achado.<\/p>\n<p>5. <strong>Menina faceira<\/strong> (Chiquinha Gonzaga) &#8211; Chiquinha Gonzaga \u00e9 fundamental em qualquer homenagem \u00e0s compositoras brasileiras. O arranjo deixa a voz aguda de Carol se sobressair entre palmas, cordas e ritmo.<\/p>\n<p>6. <strong>Desalmada<\/strong> (Carol Andrade) &#8211; Um aut\u00eantico jazz, arranjado em clima de improviso. Carol se mostra uma compositora inspirada e transparece que seu canto ainda tem muito o que mostrar.<\/p>\n<p>7. <strong>Metade<\/strong> (Adriana Calcanhotto) &#8211; A nova vers\u00e3o, com menos instrumentos e alguns providenciais espa\u00e7os vazios, busca um caminho pr\u00f3prio. Mesmo com personalidade, e a que mais lembra o original.<\/p>\n<p>8. <strong>Outra Vez<\/strong> (Isolda) &#8211; Dezenas de int\u00e9rpretes j\u00e1 mostraram suas vers\u00f5es para este cl\u00e1ssico do repert\u00f3rio de Roberto Carlos. Em Outras mulheres, ela interpretada somente ao viol\u00e3o. A preocupa\u00e7\u00e3o com a afina\u00e7\u00e3o deixa tudo muito certinho, mas \u00e9 bonito.<\/p>\n<p>9. <strong>Alvorecer<\/strong> (D. Ivone Lara\/ D\u00e9lcio Carvalho) &#8211; Ivone Lara \u00e9 divina. Numa releitura que valoriza a composi\u00e7\u00e3o, isso fica claro. Mais uma vez, o arranjo \u00e9 certeiro.<\/p>\n<p>10. <strong>Papel de carta<\/strong> (Carol Andrade\/ Alex Maia) &#8211; A coragem de se colocar entre tantas compositoras consagradas merece ser valorizada. Mais ainda, Carol foge dos clich\u00eas apaixonados e soa com originalidade. &#8220;Veja a luz do sol entrar, colorir o c\u00e9u e plantar uma linda ma\u00e7\u00e3 que eu quero provar&#8221;<\/p>\n<p>11. <strong>Lan\u00e7a perfume<\/strong> (Rita Lee\/ Roberto de Carvalho) &#8211; Sucesso da fase discoteque da rainha do rock nacional, aqui remete a releituras da pr\u00f3pria Rita em seus dois momentos ac\u00fasticos. Carol Andrade vai mais fundo no jazz e valoriza o recado.<\/p>\n<p>12. <strong>Ressalva<\/strong> (Carol Andrade) &#8211; Samba com cara de jazz. talvez a menos inspirada da produ\u00e7\u00e3o autoral, embora tamb\u00e9m traga seus encantos. &#8220;Saiba que a minha saudade tem a validade que o meu cora\u00e7\u00e3o assim desejar&#8221;.<\/p>\n<p>13. <strong>Tenho sede<\/strong> (Dominguinhos\/ Anast\u00e1cia) &#8211; Esse lamento sertanejo j\u00e1 ganhou v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es, que confirmam que a de Gilberto Gil ainda \u00e9 a melhor. Carol Andrade canta bonito, mas trata-se de uma can\u00e7\u00e3o que exige mais que afina\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o se destaca, tamb\u00e9m n\u00e3o compromete.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas coisas chamam aten\u00e7\u00e3o na cantora e compositora Carol Andrade. A primeira \u00e9 sua beleza estonteante de morena brasileira. 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