{"id":10276,"date":"2013-09-19T15:11:39","date_gmt":"2013-09-19T18:11:39","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10276"},"modified":"2013-09-19T15:11:39","modified_gmt":"2013-09-19T18:11:39","slug":"a-batida-perfeita-de-marku-ribas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/09\/19\/a-batida-perfeita-de-marku-ribas\/","title":{"rendered":"A batida perfeita de Marku Ribas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/09\/marku_ribas_carlos_fran_a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-10332\" alt=\"marku_ribas_carlos_fran_a\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/09\/marku_ribas_carlos_fran_a.jpg\" width=\"622\" height=\"415\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/marku_ribas_carlos_fran_a.jpg 1600w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/marku_ribas_carlos_fran_a-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/marku_ribas_carlos_fran_a-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/marku_ribas_carlos_fran_a-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/marku_ribas_carlos_fran_a-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 622px) 100vw, 622px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Mais do que compor can\u00e7\u00f5es, <span style=\"color: #003300\"><strong>Marku Ribas<\/strong><\/span> foi respons\u00e1vel por criar um estilo de fazer m\u00fasica. Esse estilo era baseado na mistura de ritmos de dezenas de culturas que ele conheceu em seus 66 anos de vida. Liquidificando e bebendo todos os sons que ouviu pela Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e Europa, ele jogou um balan\u00e7o irresist\u00edvel sobre sua obra, que, ainda hoje, \u00e9 dif\u00edcil de classificar.<\/p>\n<p>No entanto, tal qual assumido no t\u00edtulo do seu primeiro disco solo (1976), <span style=\"color: #003300\"><strong>Marku Ribas<\/strong><\/span> nunca deixou de ser underground. Apesar dos mais de 50 anos de carreira, ele morreu em 6 de abril deste ano como um completo desconhecido para boa parte dos brasileiros. Para alguns, os maiores feitos desse mineiro de Pirapora foi ter sido convidado por Mick Jagger para tocar no disco solo <strong>She\u2019s the boss<\/strong> (1985) e com os Stones no \u00e1lbum <strong>Dirty Work<\/strong> (1986). Ou ainda o fato de ter conhecido Bob Marley, numa \u00e9poca em que o jamaicano ainda n\u00e3o usava dreadlocks (e Marku j\u00e1 usava). Mas, a verdade \u00e9 que ele foi bem mais que isso.<\/p>\n<p>\u00c9 o que o box <span style=\"color: #800000\"><strong>Marku 50<\/strong><\/span> quer mostrar. A ideia do projeto foi do pr\u00f3prio <span style=\"color: #003300\"><strong>Marku Ribas<\/strong><\/span>, para comemorar os 50 anos da sua entrada na vida art\u00edstica (como baterista da Clara Nunes). Ele n\u00e3o teve tempo de ver conclu\u00eddo, mas o projeto foi finalizado pela gravadora Ultra Music. O pacote agrega dois discos in\u00e9ditos e o document\u00e1rio <strong>Atavu<\/strong>, dirigido por Carlos Fran\u00e7a. Sem didatismo ou muitos depoimentos, o filme deixa que o pr\u00f3prio artista se apresente, deixando os detalhes para as entrelinhas.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/09\/0309va0602.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-10331\" alt=\"0309va0602\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/09\/0309va0602-300x409.jpg\" width=\"300\" height=\"409\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/0309va0602-300x409.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/0309va0602-768x1047.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/0309va0602-740x1009.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/0309va0602-120x164.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/strong>Pelas imagens das apresenta\u00e7\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel perceber a for\u00e7a que aquele homem alto, de cabelos indomados e sorriso el\u00e9trico dispensava no palco. Improvisando frases no viol\u00e3o e batendo o p\u00e9 para marcar o ritmo, ele tinha o balan\u00e7o do sambarock, os improvisos do jazz, o carisma de um sambista e mais algumas coisas que seriam dif\u00edceis de definir. A presen\u00e7a de Ed Motta em um trecho exemplifica at\u00e9 onde ia sua silenciosa influ\u00eancia. \u201cEu tive a sorte de aprender de perto, na fonte, nas conversas, risadas canjas, vinhos, cervejas e m\u00fasicas, com meu mestre <span style=\"color: #003300\"><strong>Marku Ribas<\/strong><\/span>\u201d, confessa Ed no texto de apresenta\u00e7\u00e3o do box.<\/p>\n<p>J\u00e1 os discos apresentam canais diferentes por onde escoavam a m\u00fasica de <span style=\"color: #003300\"><strong>Marku<\/strong><\/span>. <strong>Parda Pele<\/strong> \u00e9 o lado mais dan\u00e7ante e foi gravado ao vivo na Taberna Casa Antiga, em Lavras Novas (MG). Ao registro original, de 1997, foram adicionados metais, teclados, guitarra e outros instrumentos. S\u00e3o 24 minutos, onde cabe sambareggae com rock, embolada (<strong><em>Embolamacumba<\/em><\/strong>: \u201cEssa turma da gravata gosta mesmo \u00e9 de mutreta\u201d) e um forr\u00f3 envenenado. Aten\u00e7\u00e3o para <em><strong>Karranca groove<\/strong><\/em>, uma salada funk onde ele improvisa uma l\u00edngua inexistente, tamb\u00e9m usada em <em><strong>Onomatojazz<\/strong><\/em>, de tom mais contido.<\/p>\n<p>Gravado 27 anos antes, <strong>Batuki<\/strong> traz algumas sess\u00f5es ac\u00fasticas da \u00e9poca que <span style=\"color: #003300\"><strong>Marku Ribas<\/strong><\/span> morava em Paris. Acompanhado de Wilson S\u00e1 Brito, Mario Clington e Man\u00e9 Gomes, ele apresenta oito m\u00fasicas, das quais sete s\u00e3o assinadas pelo quarteto. A oitava, <strong>N\u2019biri n\u2019biri<\/strong>, foi pescada do folclore angolano. Melanc\u00f3lico, suingado e em tom orat\u00f3rio, o disco traz algo de Jorge Ben (antes do Jor) com Fela Kuti (1938 \u2013 1997), emaranhando canto e contracanto numa sucess\u00e3o de improvisos.<\/p>\n<p>Hoje, al\u00e9m do box <span style=\"color: #800000\"><strong>Marku 50<\/strong><\/span>, poucos s\u00e3o os caminhos para se conhecer o g\u00eanio criador de Marku Ribas. A colet\u00e2nea <strong>Zamba Ben<\/strong> (Universal), compilada por Ed Motta, \u00e9 uma delas e ainda est\u00e1 em cat\u00e1logo. Seu \u00faltimo disco, <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/som-de-barranqueiro\/\" target=\"_blank\">4 Loas<\/a> (2010), que rendeu tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es em Fortaleza, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel achar. Agora a Ultra Music planeja finalizar, ainda em 2013, um disco de samba, que o m\u00fasico deixou incompleto, e uma autobiografia (de onde foram tirados alguns trechos para <span style=\"color: #800000\"><strong>Marku 50<\/strong><\/span>). Mesmo que ele n\u00e3o esteja aqui para aproveitar, nunca ser\u00e1 tarde para reconhecer o valor de <span style=\"color: #003300\"><strong>Marku Ribas<\/strong> <\/span>para o Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais do que compor can\u00e7\u00f5es, Marku Ribas foi respons\u00e1vel por criar um estilo de fazer m\u00fasica. 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