{"id":10280,"date":"2013-09-05T11:51:37","date_gmt":"2013-09-05T14:51:37","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10280"},"modified":"2013-09-05T11:51:37","modified_gmt":"2013-09-05T14:51:37","slug":"sonora-relanca-biografia-de-noel-rosa-escrita-pelo-amigo-almirante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/09\/05\/sonora-relanca-biografia-de-noel-rosa-escrita-pelo-amigo-almirante\/","title":{"rendered":"Sonora relan\u00e7a biografia de Noel Rosa escrita pelo amigo Almirante"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/09\/Noel-Foto-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-10286\" alt=\"Noel-Foto-02\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/09\/Noel-Foto-02.jpg\" width=\"370\" height=\"499\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/Noel-Foto-02.jpg 1000w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/Noel-Foto-02-300x405.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/Noel-Foto-02-768x1038.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/Noel-Foto-02-740x1000.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/Noel-Foto-02-120x162.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><\/a>Como compositor, <span style=\"color: #800000\"><strong>Noel de Medeiros Rosa<\/strong><\/span> (1910 \u2013 1937) foi um excelente fot\u00f3grafo. Com seus sambas, choros e marchas carnavalescas, o poeta da Vila Isabel fez um dos retratos mais fieis dos tipos que habitavam os sub\u00farbios do Rio de Janeiro nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado. Malandros, mulatas, motoristas, bo\u00eamios, trabalhadores e tantos outros. Assim, em seus quase 27 anos de vida, n\u00e3o deixou nenhum herdeiro biol\u00f3gico. Mas, quando o assunto s\u00e3o os herdeiros art\u00edsticos, s\u00e3o muitos os seus filhos. Chico Buarque \u00e9 certamente um dos mais ilustres.<\/p>\n<p>Bo\u00eamio e mulherengo, <span style=\"color: #800000\"><strong>Noel Rosa<\/strong><\/span> era t\u00e3o bom em compor m\u00fasicas como era em protagonizar hist\u00f3rias curiosas. Muitas delas comp\u00f5e a biografia <span style=\"color: #333300\"><strong>No Tempo de Noel Rosa<\/strong><\/span>, lan\u00e7ada em 1963 e agora relan\u00e7ada pela editora Sonora, bra\u00e7o liter\u00e1rio da gravadora Discobertas. Mais que a hist\u00f3ria do compositor de <em>Com que roupa?<\/em>, o livro reconstr\u00f3i passagens da vida cultural brasileira, como os cen\u00e1rios carnavalescos, os primeiros anos do r\u00e1dio no Pa\u00eds e a profiss\u00e3o de m\u00fasico naqueles anos. Da\u00ed o subt\u00edtulo \u201co nascimento do samba e a era de ouro da m\u00fasica brasileira\u201d.<\/p>\n<p>O autor de <span style=\"color: #333300\"><strong>No Tempo de Noel Rosa<\/strong><\/span> \u00e9 uma autoridade no assunto. Henrique F\u00f3reis Domingues (1908 \u2013 1980), mais conhecido pelo apelido de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Almirante<\/strong><\/span>, acompanhou toda a vida art\u00edstica do Poeta da Vila, como amigo \u00edntimo e parceiro no Bando dos Tangar\u00e1s, grupo musical que contava ainda com o compositor Braguinha. Al\u00e9m de m\u00fasico e compositor, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Almirante<\/strong> <\/span>foi tamb\u00e9m um pesquisador da m\u00fasica popular brasileira (seu acervo de mais de 50 mil itens foi doado para o Museu da Imagem e do Som do Rio) e um radialista de sucesso, que comandou programas nas principais emissoras do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>E foi na R\u00e1dio Tupi que <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Almirante<\/strong> <\/span>produziu de abril a agosto de 1951 a s\u00e9rie<span style=\"color: #333300\"> <strong>No Tempo de Noel Rosa<\/strong><\/span>, que serviria de base para o livro. Botando sua prodigiosa mem\u00f3ria pra trabalhar, ele contava durante meia hora os mais diversos \u201ccausos\u201d do Fil\u00f3sofo do Samba. Falou de trag\u00e9dias familiares, como o parto a f\u00f3rceps que afundou o queixo do compositor (o que viria a se tornar uma marca registrada da sua fisionomia) ou os suic\u00eddios do pai e da av\u00f3 paterna do compositor. Mas falou tamb\u00e9m de situa\u00e7\u00f5es engra\u00e7adas como o sono petrificante de <span style=\"color: #800000\"><strong>Noel<\/strong> <\/span>ou do seu apre\u00e7o pelas mulheres que conhecia em cabar\u00e9s. Certa vez, foi preciso a m\u00e3e do autor de <em>G<\/em>\u201d ir at\u00e9 Vit\u00f3ria (ES) resgatar o filho, que havia se enfeiti\u00e7ado por uma morena baixinha de nome Isaura, uma das mo\u00e7as da Pens\u00e3o da Badu.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/09\/capa-pespectiva-rgb.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-10287\" alt=\"capa-pespectiva-rgb\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/09\/capa-pespectiva-rgb-300x327.jpg\" width=\"300\" height=\"327\" \/><\/a>\u201cNingu\u00e9m poderia contar a vida de <span style=\"color: #800000\"><strong>Noel Rosa<\/strong><\/span> melhor do que <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Almirante<\/strong><\/span>. N\u00e3o somente por ter acompanhado de perto o imortal compositor, como, sobretudo, pelo senso de medida, pela exatid\u00e3o com que enumera os fatos, pela seguran\u00e7a com que alinha epis\u00f3dios e datas\u201d, afirmou o jornalista cearense Edigar de Alencar no pref\u00e1cio da primeira edi\u00e7\u00e3o de<span style=\"color: #333300\"><strong> No Tempo de Noel Rosa<\/strong><\/span>. \u201cCom <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Almirante<\/strong> <\/span>aprendi a conhecer melhor muitas figuras de nossa m\u00fasica popular e aprendi, principalmente, a pesquisar a hist\u00f3ria da nossa m\u00fasica\u201d, confirmou o tamb\u00e9m jornalista S\u00e9rgio Cabral, quando o livro foi reeditado em 1977.<\/p>\n<p>Nesta terceira edi\u00e7\u00e3o, a estrutura original, desenhada por <strong><span style=\"color: #0000ff\">Almirante<\/span><\/strong>, foi preservada. A ortografia foi atualizada seguindo as regras do acordo ortogr\u00e1fico de 2009, respeitando, \u00e9 claro, as licen\u00e7as po\u00e9ticas das letras de <span style=\"color: #800000\"><strong>Noel<\/strong><\/span>. Ruas, pra\u00e7as e pr\u00e9dios citados pelo autor tamb\u00e9m foram atualizadas de acordo com seus novos nomes. A musicografia do compositor tamb\u00e9m foi atualizada, uma vez que outras can\u00e7\u00f5es foram descobertas tempos depois do livro ser conclu\u00eddo.<\/p>\n<p>Fora isso, fica preservado o estilo elegante e certeiro de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Almirante<\/strong> <\/span>falar sobre seu amigo, que foi tamb\u00e9m uma figura fundamental para se entender a m\u00fasica popular brasileira. Com cuidado para manter o rigor de pesquisador, o bi\u00f3grafo raramente usa a primeira pessoa. Afirmando que s\u00e3o muitas as hist\u00f3rias atribu\u00eddas erroneamente a <span style=\"color: #800000\"><strong>Noel<\/strong><\/span>, Almirante decidiu aqui esclarecer algumas inverdades sobre seu amigo. \u201cEstas p\u00e1ginas n\u00e3o s\u00e3o somente uma homenagem a uma das maiores figuras do cancioneiro popular, mas um tributo \u00e0 verdade, que merece respeito\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como compositor, Noel de Medeiros Rosa (1910 \u2013 1937) foi um excelente fot\u00f3grafo. 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