{"id":10327,"date":"2013-09-14T10:23:31","date_gmt":"2013-09-14T13:23:31","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10327"},"modified":"2019-02-24T12:07:45","modified_gmt":"2019-02-24T15:07:45","slug":"gal-costa-e-uma-batida-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/09\/14\/gal-costa-e-uma-batida-diferente\/","title":{"rendered":"Gal Costa e uma batida diferente"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/09\/MG_0804_mc.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19426\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/Gal-Costa.jpg\" alt=\"\" width=\"766\" height=\"460\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/Gal-Costa.jpg 766w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/Gal-Costa-300x180.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/Gal-Costa-740x444.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/09\/Gal-Costa-120x72.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 766px) 100vw, 766px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mesmo que nunca tenha perdido o ar de diva, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Gal Costa<\/strong> <\/span>j\u00e1 atravessou muitos picos e vales de popularidade e criatividade ao longo desses quase 50 anos e carreira (tendo como referencial o \u00e1lbum <strong>Domingo<\/strong>, de 1967). Disputando com Maria Beth\u00e2nia e Elis Regina o posto de maior cantora brasileira, ela j\u00e1 foi musa da contracultura com postura roqueira, bela e sensual carnavalesca, bossanovista disposta a homenagear os mestres e figura pop rom\u00e2ntica de baladas a\u00e7ucaradas.<!--more--><\/p>\n<p>Outras muitas cantoras j\u00e1 habitaram a estrela de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Gal Costa<\/strong><\/span>, que, em cada um desses personagens, procurou n\u00e3o perder as marcas da qualidade, modernidade e, sempre que poss\u00edvel, da ousadia. Principalmente esse \u00faltimo aspecto \u00e9 o que norteia seu \u00faltimo trabalho de est\u00fadio, <span style=\"color: #800080\"><strong>Recanto<\/strong><\/span>, lan\u00e7ado em 2011. Todo rebocado com inten\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas, o \u00e1lbum idealizado e dirigido por Caetano Veloso gerou uma bem-sucedida turn\u00ea, que passa pela primeira por Fortaleza esta noite, no Centro de Eventos.<\/p>\n<p>Em cena, a baiana de 67 anos costura sua hist\u00f3ria de sucessos, transgress\u00f5es e reinven\u00e7\u00f5es ao lado de um jovem trio formado por Domenico Lancellotti (bateria), Pedro Baby (guitarra e viol\u00e3o) e Bruno di Lullo (baixo). J\u00e1 registrado em CD e DVD, a turn\u00ea <span style=\"color: #800080\"><strong>Recanto<\/strong><\/span> usa com precis\u00e3o cir\u00fargica os poucos elementos c\u00eanicos do espet\u00e1culo. Vestida de preto, sem detalhes sobrando, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Gal<\/strong> <\/span>deixa sobressair apenas a voz aguda, que ganhou do tempo alguns contornos de rouquid\u00e3o.<\/p>\n<p>A voca\u00e7\u00e3o roqueira do trio que acompanha a cantora \u00e9 valorizada ao longo das 23 m\u00fasicas do show. O exemplo \u00f3bvio fica para a performance incendi\u00e1ria de Pedro Baby em <em><strong>Vapor barato<\/strong><\/em> (Jards Macal\u00e9\/ Waly Salom\u00e3o). Trazendo \u00e0 mem\u00f3ria o antol\u00f3gico happening <strong>Gal Fa-Tal<\/strong>, os quatro ainda reinventam p\u00e9rolas tropicalistas como <em><strong>Barato total<\/strong><\/em> (Gilberto Gil), <em><strong>Deus \u00e9 o amor<\/strong><\/em> (Jorge Ben), <em><strong>D<\/strong><\/em>\u201d (Caetano Veloso\/ Gilberto Gil) e <em><strong>Da maior import\u00e2ncia<\/strong><\/em>, de Caetano Veloso. Esta \u00faltima, escolhida para abrir o set list, faz lembrar ainda os 40 anos do disco <strong>\u00cdndia<\/strong>, onde <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Gal<\/strong> <\/span>assumiu as belas curvas numa das capas mais provocantes da hist\u00f3ria da MPB.<\/p>\n<p>Por falar em Caetano Veloso, o \u201cdoce b\u00e1rbaro\u201d \u00e9 onipresente no repert\u00f3rio, que traz o \u00e1lbum <span style=\"color: #800080\"><strong>Recanto<\/strong> <\/span>quase na \u00edntegra. Tem a macumba computadorizada <em><strong>Miami maculel\u00ea<\/strong><\/em>, a cr\u00edtica afiada de <em><strong>Neguinho<\/strong><\/em>, as tristezas profundas de <em><strong>Tudo d\u00f3i<\/strong><\/em> e <em><strong>Recanto escuro<\/strong><\/em>, e o pseudo-blues <em><strong>Cara do mundo<\/strong><\/em>. Sem perder o estranhamento que o disco de 2011 causou, ao vivo, esse repert\u00f3rio cresce e ganha calor com a proximidade do p\u00fablico.<\/p>\n<p>No meio dessa viagem, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Gal Costa<\/strong><\/span> faz breves paradas em alguns hits absolutos da sua trajet\u00f3ria. Num primeiro momento, eles podem at\u00e9 soar deslocados diante das estranhezas de <span style=\"color: #800080\"><strong>Recanto<\/strong><\/span>. Mas acabam se condensando na proposta minimalista do show e cativando (mais uma vez) o p\u00fablico. Por exemplo, imposs\u00edvel n\u00e3o se emocionar com a pungente delicadeza de <em><strong>For\u00e7a estranha<\/strong><\/em> (Caetano Veloso) ou com a feminilidade assumida de <em><strong>Folhetim<\/strong><\/em> (Chico Buarque) e <em><strong>Meu bem meu mal<\/strong><\/em> (Caetano Veloso). Uma surpresa fica para a presen\u00e7a de <em><strong>Um dia de domingo<\/strong><\/em> (Paulo Massadas\/ Michael Sullivan), gravada em 1985 em dueto com Tim Maia (1942 \u2013 1998). A balada de tom cafona, que estourou al\u00e9m das fronteiras brasileiras, vem junto com uma homenagem ao saudoso S\u00edndico, quando a baiana brinca com os tons graves.<\/p>\n<p>Meio oper\u00edstico, escuro e com emo\u00e7\u00f5es latentes, o show da turn\u00ea <span style=\"color: #800080\"><strong>Recanto<\/strong> <\/span>pode ser inclu\u00eddo entre os grandes momentos da carreira de <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Gal Costa<\/strong><\/span>. Tem algo de agressivo e doce. Algo de alegre e triste. Algo de lado B e lado A. Assim como aconteceu tantas vezes na hist\u00f3ria desta artista, \u00e9 mais um momento de reinven\u00e7\u00e3o. Mesmo que n\u00e3o resolva a quest\u00e3o de quem \u00e9 a maior cantora do Brasil, reafirma porque esta baiana foi inclu\u00edda na disputa.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br \/>\n<strong>Gal Costa \u2013 Recanto Ao Vivo<\/strong><br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> hoje (14), \u00e0s 22h<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Centro de Eventos do Cear\u00e1 (av. Washington Soares, 999 \u2013 \u00c1gua Fria)<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 45 (cadeiras \u2013 meia), R$ 90 (cadeiras \u2013 inteira), R$ 170 (Mesas Premium por pessoa) e R$ 140 (mesa ouro por pessoa)<br \/>\n\u00c0 venda na Skyler Iguatemi (cadeiras) e Vitrine Mall \u2013 Via Sul (mesas)<br \/>\n<strong>Outras informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> 32301917<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo que nunca tenha perdido o ar de diva, Gal Costa j\u00e1 atravessou muitos picos e vales de popularidade e criatividade ao longo desses quase&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60,90,126,152,283,361],"tags":[],"class_list":["post-10327","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-caetano-veloso","category-criticas","category-em-fortaleza","category-gal-costa","category-nacional","category-shows"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10327","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10327"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10327\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19428,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10327\/revisions\/19428"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}