{"id":10396,"date":"2013-10-15T14:30:39","date_gmt":"2013-10-15T17:30:39","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10396"},"modified":"2013-10-15T14:30:39","modified_gmt":"2013-10-15T17:30:39","slug":"aurea-bate-na-trave-das-divas-em-soul-notes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/10\/15\/aurea-bate-na-trave-das-divas-em-soul-notes\/","title":{"rendered":"Aurea bate na trave das divas em Soul Notes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/10\/AUREA_Soul-Notes_Cvr_Cr\u00e9ditosFoto_M\u00e1rio-Galiano.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-10397\" alt=\"AUREA_Soul Notes_Cvr_Cr\u00e9ditosFoto_M\u00e1rio Galiano\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/10\/AUREA_Soul-Notes_Cvr_Cr\u00e9ditosFoto_M\u00e1rio-Galiano.jpg\" width=\"900\" height=\"893\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/10\/AUREA_Soul-Notes_Cvr_Cr\u00e9ditosFoto_M\u00e1rio-Galiano.jpg 1428w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/10\/AUREA_Soul-Notes_Cvr_Cr\u00e9ditosFoto_M\u00e1rio-Galiano-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/10\/AUREA_Soul-Notes_Cvr_Cr\u00e9ditosFoto_M\u00e1rio-Galiano-300x298.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/10\/AUREA_Soul-Notes_Cvr_Cr\u00e9ditosFoto_M\u00e1rio-Galiano-768x762.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/10\/AUREA_Soul-Notes_Cvr_Cr\u00e9ditosFoto_M\u00e1rio-Galiano-740x734.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/10\/AUREA_Soul-Notes_Cvr_Cr\u00e9ditosFoto_M\u00e1rio-Galiano-120x119.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Na m\u00fasica, a m\u00e1xima que diz que &#8220;o que vale \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o funciona. A vontade de desenvolver uma certa proposta, quando n\u00e3o \u00e9 realizada, vira problema. \u00c9 o que acontece no segundo disco da cantora portuguesa <strong>Aurea<\/strong>. A edi\u00e7\u00e3o nacional de <strong>Soul Notes<\/strong>, lan\u00e7ada pela Sony Music, \u00e9 de encher os olhos e despertar alguma curiosidade. O pacote \u00e9 pesado e vem com CD e DVD, que, juntos, arregimentam algumas dezenas de faixas. O encarte tamb\u00e9m \u00e9 farto, com letras e algumas fotos que v\u00e3o da sensualidade \u00e0 vergonha alheia. Tal qual dito no t\u00edtulo, a ideia da cantora de 26 anos \u00e9 fazer um disco de soul music. A voz forte, de boa extens\u00e3o, ajuda bastante nesse assunto. O repert\u00f3rio tamb\u00e9m traz algumas boas faixas. Mas a d\u00favida entre se deve soar original ou mera c\u00f3pia da Amy Winehouse embola o meio de campo e compromete o resultado. Pra piorar, os arranjos sem gra\u00e7a deixam tudo morno, apesar, como disse, dos bons momentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Essa d\u00favida entre fazer sucesso comercial ou um bom disco (pra muitos, parece, isso n\u00e3o pode ser a mesma coisa) fica exposta logo na capa, onde a cantora exibe suas (maravilhosas) pernas tatuadas. A breguice impera e \u00e9 totalmente desnecess\u00e1ria. Sobra a m\u00fasica pra conquistar o p\u00fablico. E o disco come\u00e7a bem, com um blues \u00e0 moda antiga, que seria melhor ainda se <strong>Aurea<\/strong> se preocupasse menos em gritar em mais em sentir. A m\u00fasica que tem puxado o <strong>Soul Notes<\/strong> nas r\u00e1dios, <em><strong>Scratch my back<\/strong><\/em>, \u00e9 bem bonitinha e ganha o ouvinte logo no come\u00e7o, com seu pianinho martelado. <em><strong>Don&#8217;t you dare to touch her<\/strong> <\/em>tamb\u00e9m \u00e9 bacana, mas parece uma c\u00f3pia de <em>Shoop shoop song<\/em>. <em><strong>Goodbye song<\/strong><\/em> tamb\u00e9m cumpre seu papel de baladinha e, fora do contexto do disco, pode surpreender o ouvinte. <em><strong>If you&#8217;re good to me<\/strong> <\/em>\u00e9 outra que merece aten\u00e7\u00e3o, principalmente pelo arranjo dividido em dois momentos, um mais sinuoso e outro puxado pro gospel.<\/p>\n<p>No entanto <strong><em>Nothing left to say<\/em><\/strong> parece com qualquer outra balada rock, de qualquer cantora gritalhona internacional, que toca em qualquer r\u00e1dio. O country rock <strong><em>Do what&#8217;s best for you<\/em><\/strong> poderia estar no disco da Shania Twain, o que nem \u00e9 t\u00e3o mal assim. J\u00e1 <em><strong>Star over<\/strong><\/em>, com introdu\u00e7\u00e3o ao viol\u00e3o, \u00e9 uma tentativa for\u00e7ada de parecer intimista que sai pela culatra. Mas <strong><em>Okay alright<\/em> <\/strong>\u00e9 um reggae de fazer vergonha a Bob Marley, de t\u00e3o insosso. Pra salvar, <em><strong>Just like over<\/strong><\/em> \u00e9 daquelas pra arrasar cora\u00e7\u00f5es apaixonados. Em todas, boas ou ruins, os arranjos pecam pela falta de brilho e, talvez, seja isso que impede <em><strong>Soul notes<\/strong><\/em> de decolar. \u00c9 fato que, para os menos cr\u00edticos, \u00e0 medida que se vai ouvindo, vai-se descobrindo coisas interessantes em <strong>Aurea<\/strong>. Mas nada que v\u00e1 fazer dela um grande sucesso da sua discoteca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na m\u00fasica, a m\u00e1xima que diz que &#8220;o que vale \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o funciona. 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