{"id":10422,"date":"2013-10-31T12:54:52","date_gmt":"2013-10-31T15:54:52","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10422"},"modified":"2013-10-31T12:54:52","modified_gmt":"2013-10-31T15:54:52","slug":"arnaldo-antunes-e-sergio-britto-lancam-discos-apostando-na-mansidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/10\/31\/arnaldo-antunes-e-sergio-britto-lancam-discos-apostando-na-mansidao\/","title":{"rendered":"Arnaldo Antunes e S\u00e9rgio Britto lan\u00e7am discos apostando na mansid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/10\/2410va0102.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-10423 aligncenter\" alt=\"2410va0102\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/10\/2410va0102-550x366.jpg\" width=\"524\" height=\"348\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Eles come\u00e7aram com nove, mas logo perderam um membro e cristalizaram a forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica. E j\u00e1 se v\u00e3o mais de 30 anos desde que os Tit\u00e3s botaram pra funcionar uma usina de criatividade musical e perform\u00e1tica. Shows incendi\u00e1rios ajudaram a transformar cl\u00e1ssicos esporrentos, como\u00a0<em>Clit\u00f3ris<\/em>, <em>Porrada<\/em> e <em>Bichos escrotos<\/em> em cl\u00e1ssicos do rock nacional. Mas o tempo passou, eles cruzaram os 50 anos, casaram, tiveram filhos e decidiram amansar o discurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Isso explica o clima autoexplicativo de <span style=\"color: #993300\"><strong>Purabossonova<\/strong><\/span>, quarto trabalho solo de <span style=\"color: #000080\"><strong>S\u00e9rgio Britto<\/strong><\/span> (Som Livre). \u00c9 isso mesmo: o tecladista de voz feroz, que solta os bichos em\u00a0<em>Pol\u00edcia<\/em>, acaba de lan\u00e7ar um disco onde o norte \u00e9 a obra maior de Jo\u00e3o Gilberto. Tem tamb\u00e9m um sambinha aqui, uma baladinha ali, outra coisinha acol\u00e1, mas \u00e9 \u201co macio azul do mar\u201d que manda.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/10\/Sergio-Britto_PBN_capa-novo-CD.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-10424\" alt=\"Sergio-Britto_PBN_capa-novo-CD\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/10\/Sergio-Britto_PBN_capa-novo-CD-550x553.jpg\" width=\"242\" height=\"242\" \/><\/a>E \u00e9 verdade que, n\u00e3o s\u00f3 pela surpresa, trata-se de um bom disco. Produzido por Guilherme G\u00ea e Emerson Villani, <span style=\"color: #993300\"><strong>Purabossanova<\/strong> <\/span>foi at\u00e9 aben\u00e7oado por um dos papas do banquinho e viol\u00e3o. \u201cDesde, sei l\u00e1, muitos anos, n\u00e3o ou\u00e7o um disco t\u00e3o gostoso\u201d, \u00e9 o que diz Roberto Menescal na apresenta\u00e7\u00e3o do trabalho. A voz suja do roqueiro d\u00e1 um charme \u00e0s 12 faixas, que j\u00e1 abrem com uma sequ\u00eancia de cordas fazendo cama para um viol\u00e3o e uma letra falando de amor.<\/p>\n<p>N\u00e3o menos surpreendente \u00e9 ver a voz ancestral de <strong>Ala\u00edde Costa<\/strong> miando em <strong><em>Completamente triste<\/em><\/strong>. A carioca de 77 anos, que j\u00e1 foi uma das paix\u00f5es de Jo\u00e3o Gilberto, \u00e9 uma das convidadas de <span style=\"color: #993300\"><strong>Purabossanova<\/strong><\/span>, assim como <strong>Luiz Melodia<\/strong>, que divide com menos brilho <strong><em>Como iguais<\/em><\/strong>. Dois dos melhores momentos do disco s\u00e3o <strong><em>Sol e \u00e1gua limpa<\/em><\/strong>, num encontro sublime com <strong>Marcela Mangabeira<\/strong>, e a ensolarada faixa t\u00edtulo, que traz o \u201ccha l\u00e1 l\u00e1\u201d de <strong>Rita Lee<\/strong>, a mais \u201cbossa-nova\u201d das roqueiras. H\u00e1 ainda <strong>Roberta S\u00e1<\/strong> e uma vers\u00e3o musicada da <em><strong>Can\u00e7\u00e3o do ex\u00edlio<\/strong><\/em>, de Gon\u00e7alves Dias. Ao fim, tudo parece uma grande aventura musical, que tem sua beleza cheia de estranhamento para ser descoberta.<\/p>\n<p><b>Inclassific\u00e1vel<\/b><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/10\/2410va0112.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-10425\" alt=\"2410va0112\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/10\/2410va0112-550x366.jpg\" width=\"524\" height=\"348\" \/><\/a>Mais acostumado \u00e0s aventuras e descobertas musicais, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Arnaldo Antunes<\/strong><\/span> tamb\u00e9m est\u00e1 de disco novo na pra\u00e7a. Depois de 20 anos de uma bem sucedida carreira solo, ningu\u00e9m nem lembra mais que tamb\u00e9m foi um membro-fundador dos Tit\u00e3s. Depois que largou a banda, o paulistano se alimentou da experimenta\u00e7\u00e3o para criar obras herm\u00e9ticas e p\u00e9rolas pop, sempre contando com o fiel Edgard Scandurra nas guitarras. O mais novo fruto desse trabalho \u00e9 <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Disco<\/strong><\/span>, lan\u00e7ado pelo selo pr\u00f3prio Rosa Celeste com apoio do programa Natura Musical.<\/p>\n<p>Disco chega um ano depois de um derradeiro e apagado <strong>Ac\u00fastico MTV<\/strong>, que pouca gente viu e ouviu. Para quem participou do multiplatinado <strong>Ac\u00fastico MTV dos Tit\u00e3s<\/strong>, ver o seu pr\u00f3prio viol\u00e3o apagado pelo mercado deve ter sido frustrante. Por isso o novo trabalho veio com a ideia de discutir a import\u00e2ncia desse objeto redondo met\u00e1lico feito para ouvir m\u00fasica. A fragmenta\u00e7\u00e3o e efemeridade das coisas modernas vem explicitada em <em><strong>O fogo<\/strong><\/em>, faixa de abertura de Arnaldo e Jo\u00e3o Donato, que conta com o piano de <strong>Daniel Jobim<\/strong>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/10\/Arnaldo-Antunes-Disco.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-10426\" alt=\"Arnaldo-Antunes-Disco\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/10\/Arnaldo-Antunes-Disco-550x550.jpg\" width=\"367\" height=\"367\" \/><\/a>As 15 faixas de <strong>Disco<\/strong> parecem seguir o ritmo de um dia qualquer, que amanhece tranquilo, ganha ritmo e multiplicidade, at\u00e9 anoitecer de volta na calmaria. Tanto que, ao longo das faixas, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Arnaldo Antunes<\/strong><\/span> vai ganhando corpo em encontros valiosos. O melhor deles \u00e9 com <strong>C\u00e9u<\/strong> e <strong>Hyldon<\/strong>, na funkeada <em><strong>Trato<\/strong><\/em>. Sem medo de ser tecnobrega, <em><strong>Ela \u00e9 tarja preta<\/strong><\/em> \u00e9 uma parceria com Felipe e Manoel Cordeiro. Adornada pelas guitarras insuper\u00e1veis de Scandurra, <em><strong>Sou vol\u00favel<\/strong><\/em> \u00e9 uma balada que parece ter sobrado de <strong>I\u00ea I\u00ea I\u00ea<\/strong>. Para um cochilo de meio-dia, <em><strong>Morro, amor<\/strong><\/em> \u00e9 uma tocante e inspirada parceria com Caetano Veloso.<\/p>\n<p>Passado o descanso, <em><strong>V\u00e1 trabalhar<\/strong><\/em> conta com <strong>Fernando Catatau<\/strong> (sempre ele) para lembra que dinheiro n\u00e3o \u00e9 tudo. <em><strong>Ah, mas assim vai ser dif\u00edcil<\/strong><\/em> lembra os Tit\u00e3s de fim de anos 1980. A tribalista <em><strong>Querem mandar<\/strong><\/em> \u00e9 endere\u00e7ada aos que ganham dinheiro usando mal a f\u00e9 dos outros e se completa em\u00a0<em><strong>Oxal\u00e1 chegar<\/strong><\/em>, que traz o contracanto de <strong>M\u00f4nica Salmaso<\/strong>. Antes de encerrar, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Disco<\/strong><\/span> traz a parceria punk com Nando Reis <em><strong>Sentido<\/strong><\/em>. At\u00e9 que <em><strong>Acalanto pra acordar<\/strong><\/em> fecha o ciclo de um dia anunciando o sol que vem voltando. Inspirado na pr\u00f3pria obra, cada vez mais jovem, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Arnaldo Antunes<\/strong> <\/span>se mant\u00e9m vivo e de olhos abertos ao que lhe cerca e faz desse <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Disco<\/strong> <\/span>um ponto alto da sua hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles come\u00e7aram com nove, mas logo perderam um membro e cristalizaram a forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica. 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