{"id":10485,"date":"2013-11-21T14:16:37","date_gmt":"2013-11-21T17:16:37","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10485"},"modified":"2013-11-21T14:16:37","modified_gmt":"2013-11-21T17:16:37","slug":"a-volta-dos-que-nao-foram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/11\/21\/a-volta-dos-que-nao-foram\/","title":{"rendered":"A volta dos que n\u00e3o foram"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/11\/1911va0602.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-10486\" alt=\"1911va0602\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/11\/1911va0602-550x455.jpg\" width=\"524\" height=\"433\" \/><\/a>Desde 2011, o<span style=\"color: #ff0000\"><strong> Jota Quest<\/strong><\/span> vem viajando para comemorar seus 15 anos de banda. Apesar de formada em 2003, o tiro de largada foi dado tr\u00eas anos depois, com o disco que trouxe uma vers\u00e3o balan\u00e7ada de <em>As dores do mundo<\/em>, do soulman Hyldon. Esse trabalho de estreia, hoje meio apagado diante do que veio em seguida, acabou se transformando num subestimado corpo estranho dentro da carreira dos mineiros. Estavam ali boas influ\u00eancias do que h\u00e1 melhor na disco music mundial, como Earth, Wind &amp; Fire e Chic. A faixa <em>\u00c0 tarde<\/em>, por exemplo, \u00e9 um dos melhores lados B daquela d\u00e9cada.<\/p>\n<p>No entanto, aquela mistura disco\/ funky\/ gospel, que foi bem medida na estreia, foi ganhando cada vez mais molho pop ao longo dos discos seguintes. <strong>De volta ao planeta<\/strong> (1998), disco seguinte, assim como abriu as portas dos grandes festivais, come\u00e7ou a diluir as ideias do trabalho anterior. Da\u00ed em diante, eles se mantiveram numa gangorra, que pendia, ora para um balan\u00e7o contagiante, ora para os clich\u00eas da m\u00fasica de massa. O terceiro disco, <strong>Oxig\u00eanio<\/strong> (2000), \u00e9 uma prova disso. Est\u00e1 ali uma deliciosa releitura de <em>Um raio laser<\/em>, hit de Baby (na \u00e9poca) Consuelo e Pepeu Gomes, ao lado de baladas inintelig\u00edveis.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/11\/1911va0603.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-10487\" alt=\"1911va0603\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/11\/1911va0603-550x545.jpg\" width=\"419\" height=\"415\" \/><\/a>Eis que chega 2013. Encerrada a turn\u00ea de 15 anos, que rendeu uma colet\u00e2nea oficial e um CD\/DVD ao vivo com v\u00e1rias participa\u00e7\u00f5es especiais, eles lan\u00e7am um s\u00e9timo disco de in\u00e9ditas. <span style=\"color: #003300\"><strong>Funky Funky Boom Boom<\/strong><\/span> foi anunciado como um retorno \u00e0s origens da banda, \u00e0 pegada black de sotaque setentista. A produ\u00e7\u00e3o foi dividida entre Jerry Barnes (Stevie Wonder e Aretha Franklin), com algumas faixas co-produzidas por Adriano Cintra (Cansei de Ser Sexy) e Pretinho da Serrinha (Seu Jorge). Pra completar, marca presen\u00e7a o guitarrista Nile Rodgers, fundador do Chic, que j\u00e1 emprestou seu talento para Madonna, Daft Punk e muitos outros.<\/p>\n<p>Pelo time, \u00e9 poss\u00edvel perceber as boas inten\u00e7\u00f5es do <strong><span style=\"color: #ff0000\">Jota Quest<\/span><\/strong> para <span style=\"color: #003300\"><strong>Funky Funky Boom Boom<\/strong><\/span>, mas o resultado \u00e9 bem aqu\u00e9m do esperado. Come\u00e7a que o disco em nada lembra o disco de estreia, bem mais enxuto e inspirado. <span style=\"color: #003300\"><strong>Funky Funky Boom Boom<\/strong> <\/span>lembra mais <strong>Discotecagem Pop Variada<\/strong> (2001), que, como os outros, mescla bons grooves funkeados com baladas de pouca inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Verdade seja dita: h\u00e1 muita alegria em <span style=\"color: #003300\"><strong>Funky Funky Boom Boom<\/strong><\/span>, notoriamente feito para as pistas. A \u00f3tima faixa que tem apresentado o disco nas r\u00e1dios, <em><strong>Mandou bem<\/strong><\/em>, tem um elegante ar retr\u00f4 azeitado pela guitarra de Nile Rodgers. Ainda assim, as 15 faixas (<em><strong>Waiting for you<\/strong><\/em> vem em duas vers\u00f5es) acabam confirmando os altos e baixos da banda. Entre os baixos est\u00e1 a incapacidade de encontrar um caminho para o pr\u00f3prio som. S\u00e3o m\u00fasicos competentes (com destaque para o baixo profundo de PJ), mas falta coragem para apostar em algo com mais personalidade.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ppdkWi0613c[\/youtube]\n<p>Outro ponto negativo s\u00e3o as letras, que continuam sendo feitas \u00e0 base de clich\u00eas apaixonados (<em><strong>Um tempo de paz<\/strong><\/em>), alitera\u00e7\u00f5es incompreens\u00edveis (<em><strong>Entre sem bater<\/strong><\/em>) e tentativas existencialistas (<em><strong>Pretty baby<\/strong><\/em>). Algumas composi\u00e7\u00f5es de <span style=\"color: #003300\"><strong>Funky Funky Boom Boom<\/strong><\/span> chegam a ser divididas por nove pessoas. Entre elas, novidades como Xande de Pilares e China. Ainda assim, o que se v\u00ea s\u00e3o os mesmos v\u00edcios que fizeram do <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Jota Quest<\/strong><\/span> o que eles s\u00e3o. \u201cVoc\u00ea me conheceu assim. Tentar me mudar n\u00e3o vai fazer ningu\u00e9m feliz\u201d, \u00e9 o que eles dizem em\u00a0<em><strong>Imperfeito<\/strong><\/em>. Pois que tudo continue como sempre esteve.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2011, o Jota Quest vem viajando para comemorar seus 15 anos de banda. 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