{"id":10532,"date":"2013-12-03T11:30:05","date_gmt":"2013-12-03T14:30:05","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10532"},"modified":"2013-12-03T11:30:05","modified_gmt":"2013-12-03T14:30:05","slug":"o-samba-dos-novos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/12\/03\/o-samba-dos-novos\/","title":{"rendered":"O samba dos novos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/bg_profile.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10533\" alt=\"bg_profile\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/bg_profile.jpg\" width=\"500\" height=\"333\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/bg_profile.jpg 500w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/bg_profile-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/bg_profile-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a>Era o ano de 2000, quando Maximiliano Simonal Pugliese de Castro, o Max de Castro, lan\u00e7ou <strong>Samba raro<\/strong>. Genial para uns e pretensioso para outros, o disco foi composto, produzido, tocado e arranjado pelo pr\u00f3prio m\u00fasico carioca, que ainda fez quest\u00e3o de criar r\u00f3tulos para cada faixa. \u201cSamba jazzy\u201d, \u201cbossa-funk samba\u201d, \u201csamba lounge\u201d e \u201ctrip bossa\u201d foram alguns dos termos que o carioca empregou para faixas feitas \u00e0 base de samplers, guitarras e baixo el\u00e9trico.<\/p>\n<p>Ganhando ares de cl\u00e1ssico e provocando pol\u00eamica, <em><strong>Samba raro<\/strong><\/em> foi a senha para um novo interesse sobre o samba. Pelas m\u00e3os de jovens m\u00fasicos, o g\u00eanero foi ganhando novas leituras, interpreta\u00e7\u00f5es e fus\u00f5es, e se espalhando pelo mundo. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a multi-instrumentista Fernanda Porto, que deixou tudo \u00e0s claras no disco de estreia, lan\u00e7ado em 2002. \u201cEsse samba \u00e9 meu groove da vez, com guitarra e drum n\u00b4bass. S\u00f3 pra ver como \u00e9 que fica eletr\u00f4nico o coro da cu\u00edca\u201d, provocava em\u00a0<em><strong>Sambassim<\/strong><\/em>.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nmagYucGjzQ[\/youtube]\n<p>Al\u00e9m das afinidades musicais, Max e Fernanda tinham como abrigo a gravadora Trama, que trabalhou v\u00e1rios outros nomes que buscaram novas texturas para o samba. Mais fiel \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, Wilson Simoninha \u2013 que, assim como Max de Castro, \u00e9 filho de Wilson Simonal \u2013 se voltou para o lado mais suingado da Bossa Nova, inclusive regravando muitas coisas do pai. Paula Lima (ex-Funk Como Le Gusta), Jair Oliveira e Luciana Melo (esses dois, filhos de Jair Rodrigues), Celso Fonseca tamb\u00e9m engrossaram o caldo.<\/p>\n<p>Esp\u00e9cie de porta-voz dessa gera\u00e7\u00e3o, a cantora e bailarina Fernanda Abreu (ex-Blitz) j\u00e1 apontava a for\u00e7a da mistura com seu samba-funk. \u201cSuingue-balan\u00e7o-funk \u00e9 o novo som na pra\u00e7a. Batuque-samba-funk \u00e9 veneno da lata\u201d, anunciava j\u00e1 em 1995. A ideia foi pegando e, mais misturas e modernices foram surgindo, que, mesmo quando o samba era apenas uma refer\u00eancia, se fazia presente. \u00c9 o caso do Pedro Lu\u00eds e a Parede resgataram a for\u00e7a pop da batucada, provocando misturas com o bai\u00e3o, o rock e o funk. De dentro dessa forma\u00e7\u00e3o, surgiu ainda o Monobloco, um dos novos blocos de Carnaval mais populares do Rio de janeiro, que, anualmente, leva Raul Seixas, Tim Maia e Silas de Oliveira para cima do trio.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-xQwBInhtZ4[\/youtube]\n<p>Outra figura importante \u00e9 Marcelo Maldonado Peixoto, o D2. Famoso na d\u00e9cada de 1990 como um dos vocalistas do Planet Hemp, ele deu um tempo no discurso \u00e0 favor da legaliza\u00e7\u00e3o da maconha pra homenagear \u201cos grandes arquitetos da m\u00fasica brasileira\u201d no disco <strong>A procura da batida perfeita<\/strong>, de 2003. Espalhando a mistura do rap e do hip hop com o samba, o cantor solidificou a carreira solo e passou a ser convidado pra todo tipo de projeto que envolvia um pandeiro e um tamborim. Um deles foi um tributo a Bezerra da Silva, lan\u00e7ado em 2010.<\/p>\n<p>Com o terreno reaberto, uma nova gera\u00e7\u00e3o de sambistas chegou forte ao mercado brasileiro. Muito deles, inclusive, foram respons\u00e1veis por dar novos ares \u00e0 Lapa, bairro carioca que abrigou malandros e bo\u00eamios hist\u00f3ricos, mas vinha sofrendo com prostitui\u00e7\u00e3o e com o tr\u00e1fico. Se apresentando nos bares da regi\u00e3o, Moyseis Marques, Pedro Miranda, Ana Costa e a banda Casuarina ganharam destaque nessa cena e v\u00eam levando um peda\u00e7o importante do Rio para o Brasil.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Y8k5GvutPxg[\/youtube]\n<p>Nessa lista intermin\u00e1vel de sambistas, \u00e9 preciso destacar aqueles que prestaram rever\u00eancia clara aos seus mestres. Come\u00e7a com Teresa Cristina, tamb\u00e9m da turma da Lapa, que se lan\u00e7ou com um trabalho dedicado \u00e0 obra de Paulinho da Viola. Discreta e macia como o homenageado, n\u00e3o raro, ela \u00e9 chamada de \u201cPaulinha da Viola\u201d. J\u00e1 Mariene de Castro, atendendo um convite do Canal Brasil, homenageou a saudosa Clara Nunes, para por\u00e7\u00e3o baiana da obra da mineira. Para Martn\u00e1lia e Diogo Nogueira, foi mais f\u00e1cil escolher um espelho. Filhos, respectivamente, dos bambas Martinho da Vila e Jo\u00e3o Nogueira, eles fazem uma do passado ao presente atrav\u00e9s de can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas e resgate da obra dos genitores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era o ano de 2000, quando Maximiliano Simonal Pugliese de Castro, o Max de Castro, lan\u00e7ou Samba raro. 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