{"id":10568,"date":"2013-12-09T14:01:48","date_gmt":"2013-12-09T17:01:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10568"},"modified":"2013-12-09T14:01:48","modified_gmt":"2013-12-09T17:01:48","slug":"o-novo-velho-paul-mccartney","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/12\/09\/o-novo-velho-paul-mccartney\/","title":{"rendered":"O novo velho Paul McCartney"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/paul-mccartney-new-770.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10591\" alt=\"paul-mccartney-new-770\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/paul-mccartney-new-770.jpg\" width=\"770\" height=\"433\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/paul-mccartney-new-770.jpg 770w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/paul-mccartney-new-770-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/paul-mccartney-new-770-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/paul-mccartney-new-770-740x416.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/paul-mccartney-new-770-120x67.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a>No in\u00edcio de 2013, Mark Ronson revelou \u00e0 Rolling Stone algumas novidades sobre o disco que <span style=\"color: #993300\"><strong>Paul McCartney<\/strong><\/span> estava preparando. Segundo o produtor, o m\u00fasico brit\u00e2nico vinha ouvindo coisas do rapper Usher e algo do funk carioca. De alguma forma, isso entraria para o trabalho. Analisando com cuidado, seria bem pouco prov\u00e1vel ver um dos artistas mais respeitados da m\u00fasica pop, no auge dos seus 71 anos, rebolando at\u00e9 o ch\u00e3o, cercado por belas mulheres de n\u00e1degas fartas.<\/p>\n<p>Para al\u00edvio dos f\u00e3s, nada disso vai acontecer. \u00c9 fato que <span style=\"color: #808000\"><strong>New<\/strong> <\/span>(Universal Music), o 16\u00b0 trabalho de est\u00fadio da carreira solo de Maaca, que chegou ao Brasil no fim de novembro, tem um ar jovial e cheira a novidade. As guitarras aceleradas e os toques eletr\u00f4nicos que pincelam o disco ajudam nessa impress\u00e3o. Mas \u00e9 o velho <span style=\"color: #800000\"><strong>Paul McCartney<\/strong><\/span> que est\u00e1 ali por inteiro, com baladas rom\u00e2nticas, rocks en\u00e9rgicos, experimenta\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, refer\u00eancias ao passado e os mesmos m\u00fasicos fieis que o acompanham em shows e est\u00fadios j\u00e1 h\u00e1 alguns anos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/paul-mccartney-new-album-1381250075.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-10593\" alt=\"paul-mccartney-new-album-1381250075\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/paul-mccartney-new-album-1381250075-300x270.jpg\" width=\"300\" height=\"270\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/paul-mccartney-new-album-1381250075-300x270.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/paul-mccartney-new-album-1381250075-768x691.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/paul-mccartney-new-album-1381250075-740x666.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/paul-mccartney-new-album-1381250075-120x108.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/paul-mccartney-new-album-1381250075.jpg 1200w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O \u00faltimo de in\u00e9ditas de Sir <span style=\"color: #800000\"><strong>Paul<\/strong> <\/span>foi h\u00e1 seis anos, <strong>Memory almost full<\/strong>, realizado durante a turbulenta separa\u00e7\u00e3o com Heather Mills. De l\u00e1 pra c\u00e1, ele lan\u00e7ou <strong>Kisses on the bottom<\/strong>, trabalho basicamente de int\u00e9rprete, onde deu sua leitura jazzy para as can\u00e7\u00f5es dos anos 1920, 30 e 40, que fizeram sua cabe\u00e7a na inf\u00e2ncia. \u201cDesculpa n\u00e3o ter voltado mais cedo. Estava ocupado. M\u00fasicas novas precisavam ser gravadas\u201d, explica-se <span style=\"color: #800000\"><strong>Paul<\/strong><\/span>, na apresenta\u00e7\u00e3o de <span style=\"color: #808000\"><strong>New<\/strong><\/span>. Ele segue contando como essas m\u00fasicas surgiram em momentos simples da vida, como quando pegava a filha na escola ou enquanto tocava no velho piano do pai (comprado na loja do pai de Brian Epstein). Diante do que tinha guardado, o passo seguinte foi pensar em quem poderia produzir o disco.<\/p>\n<p>Inicialmente, <span style=\"color: #800000\"><strong>Paul<\/strong> <\/span>pensou em nomes que admirava e os convidou para um encontro, onde iria decidir quem ficaria. Dos quatro candidatos, o beatle acabou optando por todos. S\u00e3o eles Ethan Johns, Giles Martin, Mark Ronson e Paul Epworth (que tamb\u00e9m \u00e9 co-autor em tr\u00eas faixas). <span style=\"color: #800000\"><strong>McCartney<\/strong> <\/span>at\u00e9 admite que ficou preocupado que o novo disco soasse sem unidade. \u201cMas percebi que n\u00e3o s\u00f3 o fato de eu estar cantando iria mant\u00ea-las (as faixas) unidas, como tamb\u00e9m as faixas dos \u00e1lbuns dos Beatles eram, muitas vezes, extremamente diferentes umas das outras e funcionavam\u201d, constatou. E \u00e9 verdade. No pouco tempo que comp\u00f4s ao lado de John Lennon, Paul teve oportunidade de provar os mais variados estilos, criar novidades, inventar meios e se manter na vanguarda.<\/p>\n<p>Assim sendo, qual seria o m\u00e9rito do novo disco de <span style=\"color: #800000\"><strong>Paul McCartney<\/strong><\/span>? Mostrar que o m\u00fasico continua disposto a se renovar e a fazer um dos melhores shows que circula pelo mundo. <em><strong>Save us<\/strong><\/em>, que abre o disco, n\u00e3o \u00e9 para saudosistas. \u00c9 rock acelerado, com toque indie, meio punk. <em><strong>Everybody out there<\/strong><\/em> e <em><strong>Alligator<\/strong><\/em> soam t\u00e3o jovens que poderiam estar no repert\u00f3rio de qualquer boa banda surgida neste s\u00e9culo. Em se tratando de <span style=\"color: #800000\"><strong>Paul McCartney<\/strong><\/span>, tamb\u00e9m n\u00e3o poderiam faltar as baladas. <em><strong>On my way to work<\/strong><\/em> e <em><strong>Hosanna<\/strong><\/em> cumprem bem esse papel. Escondida no fim do disco, <em><strong>Scared<\/strong><\/em> \u00e9 uma destoante declara\u00e7\u00e3o de amor feita s\u00f3 com voz e piano.<\/p>\n[youtube]http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5CfLUmVso30[\/youtube]\n<p>O funk carioca, \u201camea\u00e7ado\u201d por Ronson, n\u00e3o passa nem longe do disco. O que existe de eletr\u00f4nico em <span style=\"color: #808000\"><strong>New<\/strong> <\/span>\u00e9 de muito bom gosto, como na soturna\u00a0<em><strong>Appreciate<\/strong><\/em>. Apesar de olhar pra frente, o disco tamb\u00e9m tem seus momentos nost\u00e1lgicos, como a faixa-t\u00edtulo que parece ter sido exclu\u00edda de algum \u00e1lbum cl\u00e1ssico do Fab Four ou <em><strong>Queenie eye<\/strong><\/em>, que lembra os Wings. O parceiro John Lennon tamb\u00e9m \u00e9 evocado nas entrelinhas de algumas faixas, sem alardes. J\u00e1 em <em><strong>Early days<\/strong><\/em>, ele relembra o tempo em que andava despreocupadamente com o \u201ccabelo penteado para tr\u00e1s com vaselina\u201d e o viol\u00e3o nas costas. Momentos importantes para formar um artista, que n\u00e3o se permite envelhecer.<\/p>\n<p>Produtores:<\/p>\n<p><strong>Ethan Johns \u2013<\/strong> filho de Glyn Johns, engenheiro de discos dos Wings e dos Beatles. Natural da cidade inglesa de Merton, j\u00e1 trabalhou com a jovem Laura Marling e no elogiado disco de estreia da banda Kings of Leon.<\/p>\n<p><strong>Giles Martin \u2013<\/strong> filho do lend\u00e1rio George Martin, nada menos que o quinto beatle. Juntos, pai e filho dividiram a emocionante trilha sonora do espet\u00e1culo Love, do Cirque du Soleil, s\u00f3 com can\u00e7\u00f5es dos Beatles. Giles tamb\u00e9m tem no curr\u00edculo discos de Jeff Beck, Elvis Costello e INXS.<\/p>\n<p><strong>Mark Ronson \u2013<\/strong> um dos respons\u00e1veis pelo estrondoso sucesso de Back to black, de Amy Winehouse. Ronson tamb\u00e9m \u00e9 m\u00fasico e tem tr\u00eas discos gravados, todos premiados. Ronson \u00e9 ainda um DJ requisitado e dono do selo Allido Records, que j\u00e1 lan\u00e7ou discos de Lily Allen e Duran Duran.<\/p>\n<p><strong>Paul Epworth \u2013<\/strong> o primeiro nome que desponta no curr\u00edculo de Paul \u00e9 o cantora Adele, com quem ganhou um Grammy pela trilha do 007 \u2013 Opera\u00e7\u00e3o Skyfall. Mas a essa lista tamb\u00e9m vale apontar Foster to the People, Bloc Party e Primal Scream. Epworth tamb\u00e9m \u00e9 co-autor em tr\u00eas faixas de <span style=\"color: #808000\"><strong>New<\/strong><\/span>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio de 2013, Mark Ronson revelou \u00e0 Rolling Stone algumas novidades sobre o disco que Paul McCartney estava preparando. 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