{"id":10596,"date":"2013-12-11T14:02:04","date_gmt":"2013-12-11T17:02:04","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10596"},"modified":"2013-12-11T14:02:04","modified_gmt":"2013-12-11T17:02:04","slug":"o-ocaso-louco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/12\/11\/o-ocaso-louco\/","title":{"rendered":"O ocaso do louco"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/SydBarrett-Foto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-10597\" alt=\"SydBarrett-Foto\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/SydBarrett-Foto-550x900.jpg\" width=\"352\" height=\"576\" \/><\/a>N\u00e3o existiria Pink Floyd sem Syd Barrett. Tamb\u00e9m n\u00e3o existiria Syd Barrett sem Pink Floyd. Cria a criador nunca conseguiram se separar por completo, mesmo levando em conta que a contribui\u00e7\u00e3o do cantor e guitarrista para a banda se resumiu a pouqu\u00edssimo tempo. Al\u00e7ado ao t\u00edtulo de lenda, o m\u00fasico viveu uma das hist\u00f3rias mais err\u00e1ticas e tr\u00e1gicas da mitologia roqueira e ainda hoje intriga f\u00e3s e curiosos.<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria de ascens\u00e3o e queda \u00e9 detalhada em <span style=\"color: #993300\"><strong>Crazy Diamond \u2013 Syd Barrett e o surgimento do Pink Floyd<\/strong><\/span>, dividido por Mike Watkinson e Pete Anderson. O livro tomou quatro anos de pesquisa e, segundo os autores, chegou a ser recusado por que muitos editores n\u00e3o conheciam o ex-l\u00edder da banda inglesa. A primeira edi\u00e7\u00e3o saiu pela Omnibus, em 1996, e foi reeditado 10 anos depois. Agora em 2013, o livro chega atualizado ao Brasil pela Editora Sonora.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o nasceu em ber\u00e7o de ouro, a hist\u00f3ria de Roger Keith Barrett tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 a do her\u00f3i do sub\u00farbio que virou estrela. Filho de um m\u00e9dico com forte inclina\u00e7\u00e3o art\u00edstica, o jovem de Cambridge era a alegria da casa. Por outro lado, era conhecido seu pouco interesse por regras ou limites. Aos 16 anos, pouco depois de perder o pai, a adolesc\u00eancia lhe trouxe o \u00e1lcool, o cigarro e o sexo sem compromisso. Tamb\u00e9m largou a escola para estudar artes. Em seguida, largou a escola de artes por n\u00e3o aceitar as normas da academia.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que passou a se dedicar mais \u00e0 m\u00fasica. Embora j\u00e1 tivesse montado algumas bandas, o som de Syd Barrett s\u00f3 encontrou seu ponto ideal quando ele se juntou a Roger Waters, Nick Mason, Rick Wright e Bob Klose. Inspirados na idolatria que tinha por Beatles, Bob Dylan e Rolling Stones, a ideia da banda era um som novo, que, de alguma forma, representasse sua \u00e9poca. Com voca\u00e7\u00e3o para o jazz mais tradicional, Klose se separou dos amigos deixando que a forma\u00e7\u00e3o original do Pink Floyd nascesse.<\/p>\n<p>Desse ponto em diante, a hist\u00f3ria pode ser contada pela explos\u00e3o da banda ou pela implos\u00e3o do vocalista. O som flutuante e et\u00e9reo do Floyd sempre foi muito ligado aos efeitos do LSD e Barrett era um usu\u00e1rio voraz do alucin\u00f3geno. Roger Waters at\u00e9 tentou, em v\u00e3o, evitar que Barrett usasse drogas na hora das grava\u00e7\u00f5es. Mas Barrett, n\u00e3o conhecia proibi\u00e7\u00f5es. Segundo a biografia, os demais membros da banda preferiam maconha e bebidas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/CAPA_SYD-frontal.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-10600\" alt=\"CAPA_SYD-frontal\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/CAPA_SYD-frontal-550x799.jpg\" width=\"550\" height=\"799\" \/><\/a><\/p>\n<p>Embora j\u00e1 fosse um aventureiro no mundo dos entorpecentes, o primeiro contato de Syd com o LSD foi aos 19 anos. O que aconteceu da\u00ed em diante permanece como uma grande interroga\u00e7\u00e3o. <span style=\"color: #993300\"><strong>Crazy Diamond<\/strong><\/span> deixa a cargo do leitor escolher em que acreditar: o LSD destruiu a mente de Barrett ou piorou algo que j\u00e1 estava fadado a ruir? Ele ajudou a construir <strong>The piper at the gates of dawn<\/strong> (1967), considerado por muitos como o melhor \u00e1lbum de estreia do rock, mas n\u00e3o aguentou a vida de popstar.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que foi celebrado como um compositor e m\u00fasico genial, a sanidade de Syd Barrett come\u00e7ou a se perder entre os labirintos da sua mente. Tornou-se violento e protagonizou cenas infelizes, como quando subia ao palco e ficava parado olhando para um ponto qualquer. O artista ruiu diante dos f\u00e3s e a banda percebeu que n\u00e3o dava para continuar sem ele.<\/p>\n<p>Expulso do Pink Floyd em 1968, depois de participar minimamente do segundo disco, Barrett passou a alimentar, sem querer, o mito em torno do seu nome. Amigos e admiradores tentaram, sem sucesso, faz\u00ea-lo voltar aos trilhos. Mas, cada vez menos, ele se mostrava em condi\u00e7\u00f5es de manter uma carreira. De volta \u00e0 casa da m\u00e3e, isolado num por\u00e3o sujo, ele vivia pintando quadros e assistindo TV. E fugia de quem tentava lhe fazer perguntas.<\/p>\n<p>Ainda assim, Syd Barrett continuou sendo perseguido por admiradores e jornalistas. Indisposto com o ass\u00e9dio, ele se trancava cada vez mais no pr\u00f3prio mundo. Segundo Crazy Diamond, os ex-companheiros de banda reagiram de diferentes formas sobre a vida fantasmag\u00f3rico do amigo. David Gilmour, por exemplo, nunca teria se livrado da culpa de t\u00ea-lo substitu\u00eddo e, regularmente, ligava para saber como estava Syd. Ainda assim, qualquer tentativa de recupera\u00e7\u00e3o foi in\u00fatil e ele morreu em julho de 2006, aos 60 anos, gordo, careca e quase cego. A nova edi\u00e7\u00e3o de<span style=\"color: #993300\"><strong> Crazy Diamond<\/strong><\/span> apresenta fatos e opini\u00f5es que sucederam sua morte e deixa d\u00favidas sobre o verdadeiro papel do LSD nesse decl\u00ednio. \u201cAs causas do colapso de Syd Barrett e seu gradual sumi\u00e7o s\u00e3o muitas e variadas. Ele \u00e9 frequentemente classificado como uma v\u00edtima do \u00e1cido, mas a raz\u00e3o verdadeira \u00e9 muito mais complexa\u201d, diz o ep\u00edlogo. A \u00fanica certeza \u00e9 que sua cria\u00e7\u00e3o permanece imortal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o existiria Pink Floyd sem Syd Barrett. 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