{"id":10603,"date":"2013-12-13T14:06:55","date_gmt":"2013-12-13T17:06:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10603"},"modified":"2013-12-13T14:06:55","modified_gmt":"2013-12-13T17:06:55","slug":"100-anos-de-paixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2013\/12\/13\/100-anos-de-paixao\/","title":{"rendered":"100 anos de paix\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/20131028-Vinicius-de-Moares-poeta-escritor-e-jornalista.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-10604\" alt=\"Vinicius de Moares, poeta, escritor e jornalista. (Foto: Folhapress)\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/20131028-Vinicius-de-Moares-poeta-escritor-e-jornalista-550x604.jpg\" width=\"440\" height=\"483\" \/><\/a>De um modo geral, o Brasil tende a celebrar muito mal os seus \u00eddolos e muitas datas importantes acabam passando em branco. Talvez pela for\u00e7a do seu nome, <span style=\"color: #800000\"><strong>Vinicius de Moraes<\/strong><\/span> foi uma exce\u00e7\u00e3o a essa regra. No ano em que ele completaria seus 100 anos, diversas homenagens partiram de diversos nichos e uma s\u00e9rie de produtos jogou novas luzes sobre a obra t\u00e3o plural do Poetinha.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/frente_vinicius.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-10605\" alt=\"frente_vinicius\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/frente_vinicius-300x435.jpg\" width=\"216\" height=\"313\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/frente_vinicius-300x435.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/frente_vinicius-768x1114.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/frente_vinicius-740x1073.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/frente_vinicius-120x174.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/frente_vinicius.jpg 1112w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><\/a>No campo liter\u00e1rio, a s\u00e9rie <strong>Hist\u00f3ria de Can\u00e7\u00f5es<\/strong> (Ed. Leya) merece um destaque. Depois de Chico Buarque, Paulo C\u00e9sar Pinheiro, Tom Jobim e Toquinho, um volume dedicado a Vinicius apresenta o nascedouro de m\u00fasicas que entraram para o repert\u00f3rio nacional e internacional. Entre sambas, bossas, valsas e can\u00e7\u00f5es infantis, a pesquisa de Wagner Homem e Bruno de la Rosa revela hist\u00f3rias engra\u00e7adas, como a de <em><strong>Garota de Ipanema<\/strong><\/em>, que foi feita para uma pe\u00e7a de teatro, que nunca foi realizada por falta de dinheiro. Homenagens \u00e0s mulheres, ci\u00fames dos parceiros, noites de boemia e tudo mais que compunha o mito do poetinha se encontra nas linhas desse, que, curiosamente, \u00e9 um dos mais fininhos da s\u00e9rie.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/arca-do-poeta1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-10609\" alt=\"arca do poeta\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/arca-do-poeta1-300x277.jpg\" width=\"300\" height=\"277\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/arca-do-poeta1-300x277.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/arca-do-poeta1-120x111.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2013\/12\/arca-do-poeta1.jpg 357w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Mais robusta e igualmente curiosa \u00e9 a caixa<strong> A Arca do Poeta<\/strong>, que re\u00fane 18 discos da carreira de Vin\u00edcius mais duas colet\u00e2neas in\u00e9ditas, que pouco acrescentam \u00e0s dezenas de colet\u00e2neas dedicadas ao compositor. O melhor da Arca fica para um lado pouco cultuado do Poetinha, como a parceria com a atriz Odette Lara, registrada em disco em 1963. H\u00e1 ainda trilhas raras, como a do filme Orfeu da Concei\u00e7\u00e3o, que inaugura a parceria com Tom Jobim em 1956, e da vers\u00e3o nacional da pe\u00e7a <strong>Jesus Cristo Superstar<\/strong>, originalmente feita por Tim Rice e Andrew Lloyd Webber. Na caixa, outras preciosidades, como os tr\u00eas discos de poemas recitados, convivem com cl\u00e1ssicos absolutos como os<strong> Afro-sambas<\/strong> e os dois volumes da <strong>Arca de No\u00e9<\/strong>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/arca-de-no\u00e9.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-10611\" alt=\"arca de no\u00e9\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/arca-de-no\u00e9-300x264.jpg\" width=\"300\" height=\"264\" \/><\/a>Por falar em <strong>Arca de No\u00e9<\/strong>, esse inesquec\u00edvel projeto infantil ganhou roupagem moderna, dirigida por Susana de Moraes. \u201cO primeiro disco \u00e9 uma beleza, mas tem coisas que ficaram datadas. Durante todo esse tempo, gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s outra ouvia esse disco. Achei que valia uma releitura\u201d, explica a primeira filha de Vinicius, que teve o apoio de Adriana Calcanhotto, D\u00e9 Palmeira e Leonardo Netto no projeto. Juntando faixas dos dois volumes lan\u00e7ados na d\u00e9cada de 1980, o novo disco surpreende por dosar respeito e ousadia ao abordar faixas que embalaram gera\u00e7\u00f5es. E s\u00e3o muitas as surpresas. Erasmo Carlos injeta peso roqueiro em <em><strong>O pintinho<\/strong><\/em>, enquanto Gal Costa voa leve e soberana junto com <em><strong>As borboletas<\/strong><\/em>. Ivete Sangalo mant\u00e9m a ginga da <em><strong>Galinha D\u2019Angola<\/strong><\/em>, enquanto Ceatano e Moreno Veloso soltam<em><strong> O le\u00e3o<\/strong><\/em> num roda se samba baiano.<\/p>\n<p>Se a ousadia marca a releitura da <strong>Arca de No\u00e9<\/strong>, o tom de <strong>A vida tem sempre raz\u00e3o<\/strong> \u00e9 o cl\u00e1ssico. Projeto de Georgiana de Moraes, tamb\u00e9m filha de Vin\u00edcius, produzido por Jos\u00e9 Milton, o tributo de 18 faixas traz parceiros de longa data e novos artistas para o hall de int\u00e9rpretes do homenageado. \u201cA ideia era fazer um disco que fosse belo, sem preocupa\u00e7\u00e3o de renova\u00e7\u00e3o, de mudar. Naturalmente, tem uma coisa nova, mais moderna. Mas n\u00e3o tivemos essa preocupa\u00e7\u00e3o\u201d, resume Georgiana por telefone.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/a-vida-tem-sempre-raz\u00e3o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-10613\" alt=\"a vida tem sempre raz\u00e3o\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2013\/12\/a-vida-tem-sempre-raz\u00e3o-550x550.jpg\" width=\"550\" height=\"550\" \/><\/a><\/p>\n<p>Seguindo nessa linha, como se o disco fosse a sala da casa do Poeta, algumas presen\u00e7as tornam-se \u00f3bvias, como Maria Creuza (<em><strong>Onde anda voc\u00ea<\/strong><\/em>), Toquinho (<em><strong>Sei l\u00e1<\/strong><\/em>) e Carlos Lyra (<em><strong>Voc\u00ea e eu<\/strong><\/em>). A surpresa fica para novos convidados, como Zeca Pagodinho, que faz de <em><strong>Chega de saudade<\/strong><\/em> um gostoso samba de gafieira. O mesmo faz Seu Jorge ao abordar <em><strong>Canto de Ossanha<\/strong><\/em>. Jo\u00e3o Bosco pediu para gravar <em><strong>Medo de amar<\/strong><\/em> e deixou <em><strong>Rosa dos ventos<\/strong><\/em> pronta para ser lan\u00e7ada em outro momento. Acentuando a dramaticidade, Fagner e M\u00f4nica Salmaso interpretam, respectivamente, <em><strong>Chora cora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em> e <em><strong>Sem, mais adeus<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Depois de Ana Carolina, Chico Buarque, Nana Caymmi e outros, <strong>A vida tem sempre raz\u00e3o<\/strong> encerra com algumas presen\u00e7as obrigat\u00f3rias que ajudam a estender a homenagem. <em><strong>Garota de Ipanema<\/strong><\/em> conta com os saudosos graves de Em\u00edlio Santiago, enquanto Tom Jobim e Mi\u00facha dividem <em><strong>Pela luz dos olhos teus<\/strong><\/em>, numa grava\u00e7\u00e3o de 1977. Elencando as muitas homenagens realizadas em 2013 para Vinicius de Moraes, Georgiana de Moraes acredita elas continuem no pr\u00f3ximo ano. \u201cEu acho ele importante por ser poeta do jeito que \u00e9 e por ser uma pessoa t\u00e3o popular. De repente, ele une pessoas velhas, que morrem de saudade, com as crian\u00e7as da Arca. Mas as crian\u00e7as tamb\u00e9m gostam de \u2018Garota de Ipanema\u2019. Acho que o Vinicius est\u00e1 muito vivo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De um modo geral, o Brasil tende a celebrar muito mal os seus \u00eddolos e muitas datas importantes acabam passando em branco. 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