{"id":10877,"date":"2014-02-10T11:10:31","date_gmt":"2014-02-10T14:10:31","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=10877"},"modified":"2014-02-10T11:10:31","modified_gmt":"2014-02-10T14:10:31","slug":"volta-por-cima-de-ana-canas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2014\/02\/10\/volta-por-cima-de-ana-canas\/","title":{"rendered":"Ana Ca\u00f1as comemora 10 anos de carreira com disco ao vivo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/02\/DVD-ANA-CA\u00d1AS-5-cr\u00e9dito-Marcos-Hermes-2500x1667.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-10900\" alt=\"DVD ANA CA\u00d1AS 5 cr\u00e9dito Marcos Hermes (2500x1667)\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/02\/DVD-ANA-CA\u00d1AS-5-cr\u00e9dito-Marcos-Hermes-2500x1667-625x416.jpg\" width=\"625\" height=\"416\" \/><\/a>Das cantoras brasileiras surgidas neste s\u00e9culo, <span style=\"color: #000080\"><strong>Ana Can\u00e3s<\/strong><\/span> pode figurar entre as cinco mais corajosas. Com jeit\u00e3o el\u00e9trico, descaso para r\u00f3tulos e o desbunde na ponta da l\u00edngua, ela costuma apresentar no palco uma salada pop divertida, que, quanto mais livre, melhor. O repert\u00f3rio, seja autoral ou n\u00e3o, ainda \u00e9 uma obra em constru\u00e7\u00e3o, meio sem rumo, mas com alguns momentos dignos de nota.<\/p>\n<p>Nesse caminho ainda em busca de uma defini\u00e7\u00e3o, ela chegou aos 10 anos de carreira, que comemora com o primeiro disco ao vivo. Gravado no Teatro Geo, S\u00e3o Paulo, em maio de 2013,<span style=\"color: #0000ff\"> <strong>Cora\u00e7\u00e3o Inevit\u00e1vel<\/strong><\/span> \u00e9 fruto da parceria da Guelo Records (selo da cantora) com a gravadora Som Livre, bra\u00e7o musical da Rede Globo que j\u00e1 colocou uma m\u00fasica do disco na trilha da novela<em> Joia rara<\/em>.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><strong><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/02\/ana_canas_coracao1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-10901\" alt=\"ana_canas_coracao1\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/02\/ana_canas_coracao1-300x403.jpg\" width=\"300\" height=\"403\" \/><\/a>Cora\u00e7\u00e3o Inevit\u00e1vel<\/strong><\/span> poderia ser mais um DVD de mais uma voz feminina brasileira, n\u00e3o fosse a dire\u00e7\u00e3o e ilumina\u00e7\u00e3o de <strong>Ney Matogrosso<\/strong>. Artista maior dos palcos brasileiros (e um dos maiores do mundo), <strong>Ney<\/strong> arranca feminilidade, maturidade e teatralidade de <span style=\"color: #000080\"><strong>Ana Ca\u00f1as<\/strong><\/span> dando a ela um ar de diva contracultural, meio bandida, solta na vida, quase sob medida para as 20 can\u00e7\u00f5es elencadas no repert\u00f3rio. Por outro lado, tira algo da espontaneidade da cantora criando cenas e situa\u00e7\u00f5es ensaiadas.<\/p>\n<p>Grande parte das faixas do show foi tirada do \u00e1lbum <strong>Volta<\/strong> (2012), que apresentava uma cantora mais mansa depois do explosivo <strong>Hein?<\/strong> (2009), t\u00e3o ignorado nesse primeiro registro ao vivo quanto <strong>Amor e Caos<\/strong> (2007), seu trabalho de estreia. Depois de um per\u00edodo de exageros, <span style=\"color: #000080\"><strong>Ana Can\u00e3s<\/strong><\/span> se mandou pra um lugar afastado com sua banda e montou um repert\u00f3rio que ro\u00e7a o jazz e a MPB, com alguma personalidade e rebeldia bem dosadas. Sem deixar a profundidade de lado, ela mant\u00e9m um p\u00e9 no rock and roll, mas muito bem seguro nas r\u00e9deas.<\/p>\n<p>Curiosamente para um trabalho carimbado por <strong>Ney Matogrosso<\/strong>, \u00e9 essa<strong><span style=\"color: #000080\"> Ana Ca\u00f1as<\/span><\/strong> controlada que aparece em <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Cora\u00e7\u00e3o Inevit\u00e1vel<\/strong><\/span>. Num repert\u00f3rio ainda desconexo, ela balan\u00e7a seu corpo magro dentro de um vestido colado que lembra a \u00e9poca mais perform\u00e1tica de Gal Costa. Por falar em diva, imposs\u00edvel n\u00e3o lembrar de Maria Beth\u00e2nia nos momentos em que a paulistana declama os pr\u00f3prios poemas.<\/p>\n<p>A abertura do show acontece com <em><strong>Urubu rei<\/strong><\/em>, a melhor faixa de <strong>Volta<\/strong> e uma das melhores de 2012, soa forte no palco, mas \u00e9 como um alien\u00edgena no repert\u00f3rio que segue com a pop\u00edssima <em><strong>Todas as cores<\/strong><\/em>. Al\u00e9m dessas, a sele\u00e7\u00e3o autoral de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Cora\u00e7\u00e3o Inevit\u00e1vel<\/strong><\/span> repete alguns \u00f3timos momentos de <span style=\"color: #000080\"><strong>Ana Can\u00e3s<\/strong><\/span>, como\u00a0<em><strong>Dif\u00edcil<\/strong><\/em>, <em><strong>No quiero tus besos<\/strong><\/em> (parceria com Nat\u00e1lia Lafoucade), <em><strong>Diabo<\/strong> <\/em>e <em><strong>Traidor<\/strong><\/em>. Na sele\u00e7\u00e3o de int\u00e9rprete, fica claro que quanto mais coragem ela imprime, melhor. A pedrada zeppeliniana <em><strong>Rock and roll<\/strong><\/em> ganha acento folk bem temperado pela guitarra de Fab\u00e1 Jimenez. J\u00e1 <em><strong>Codinome beija-flor<\/strong><\/em>, <em><strong>Blues da piedade<\/strong><\/em> e <em><strong>Retrato em branco e preto<\/strong><\/em> passam despercebidas. Standarts internacionais, como <em><strong>La vie em rose<\/strong><\/em> e <em><strong>Stormy weather<\/strong><\/em>, valem apenas pelo registro. J\u00e1\u00a0<em><strong>Esc\u00e2ndalo<\/strong><\/em> vale pela performance cabaret, que volta a evocar uma Gal Costa de 40 anos atr\u00e1s.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GjPsTDEhIeo[\/youtube]\n<p>Como diretor, <strong>Ney Matogrosso<\/strong> \u00e9 discreto e n\u00e3o aparece nem nos extras. O \u00fanico convidado de <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Cora\u00e7\u00e3o Inevit\u00e1vel<\/strong><\/span> \u00e9 o onipresente Nando Reis, dividindo o sucesso <em><strong>Pra voc\u00ea guardei o amor<\/strong><\/em> e a parceria in\u00e9dita com <span style=\"color: #000080\"><strong>Ana<\/strong> <\/span><em><strong>Voc\u00ea bordado<\/strong><\/em>. Fora essas, \u00e9 ela quem segura a imensid\u00e3o do palco sozinha e, em certos momentos, fica sem saber o que fazer. Mas, da inseguran\u00e7a podem sair boas ideias para uma artista ainda se descobrindo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das cantoras brasileiras surgidas neste s\u00e9culo, Ana Can\u00e3s pode figurar entre as cinco mais corajosas. 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