{"id":11046,"date":"2014-03-05T14:59:21","date_gmt":"2014-03-05T17:59:21","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=11046"},"modified":"2014-03-05T14:59:21","modified_gmt":"2014-03-05T17:59:21","slug":"o-verbo-vivo-de-iara-renno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2014\/03\/05\/o-verbo-vivo-de-iara-renno\/","title":{"rendered":"O verbo vivo de Iara Renn\u00f3"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/03\/IARA_RENNO\u0301_por_HELO\u0302_DURAN_2-OK.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11047\" alt=\"IARA_RENNO\u0301_por_HELO\u0302_DURAN_2 OK\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/03\/IARA_RENNO\u0301_por_HELO\u0302_DURAN_2-OK-625x416.jpg\" width=\"625\" height=\"416\" \/><\/a>O nome de <span style=\"color: #993300\"><strong>Iara Renn\u00f3<\/strong><\/span> j\u00e1 d\u00e1 uma senha para quem quer conhecer esta jovem artista brasileira. O sobrenome foi heran\u00e7a do pai, o compositor Carlos Renn\u00f3, parceiro de muitos como Rita Lee, Lenine e Tom Z\u00e9. Mas a rela\u00e7\u00e3o dela com a m\u00fasica \u00e9 mais profunda e inclui a m\u00e3e (Alzira Esp\u00edndola), a tia (Tet\u00ea Esp\u00edndola), um primo (Dani Black) e a irm\u00e3 (Luz Marina). Ainda assim, <span style=\"color: #993300\"><strong>Iara<\/strong> <\/span>tentou seguir em outra arte e foi se dedicar ao teatro. Como o destino era inevit\u00e1vel, a m\u00fasica tornou-se uma presen\u00e7a forte em sua vida e acabou se mesclando com a atua\u00e7\u00e3o c\u00eanica.<!--more--><\/p>\n<p>Na m\u00fasica, ao longo de pouco mais de 10 anos, <span style=\"color: #993300\"><strong>Iara Renn\u00f3<\/strong><\/span> esteve \u00e0 frente de diversos projetos que chamaram aten\u00e7\u00e3o na cena underground brasileira. Principalmente naquela cena que se faz em S\u00e3o Paulo, sua terra natal. Em 2001, ela se juntou com Andrea Dias, Anelis Assump\u00e7\u00e3o, Gustavo Ruiz e outros para montar o grupo DonaZica, que rendeu os discos <strong>Composi\u00e7\u00e3o<\/strong> (2003) e <strong>Filme Brasileiro<\/strong> (2005). Em 2008 foi a vez da ambiciosa <strong>Macuna\u00edma \u00d3pera Tupi<\/strong>, que se desdobrou em um espet\u00e1culo do Teatro Oficina e num disco (2010), inspirado no her\u00f3i torto de M\u00e1rio de Andrade. Em 2012 teve ainda o projeto carnavalesco <strong>A.B.R.A Pr\u00e9-ca \u2013 Amigos Bandidos Residentes no Amor Pr\u00e9 &amp; Carnaval<\/strong>, feito com Cibelle, Rubinho Jacobina e a banda Do Amor.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/03\/iaracapa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-11049\" alt=\"iaracapa\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/03\/iaracapa-300x270.jpg\" width=\"300\" height=\"270\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/03\/iaracapa-300x270.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/03\/iaracapa-120x108.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/03\/iaracapa.jpg 640w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nesse curr\u00edculo, acrescente ainda a banda de Itamar Assump\u00e7\u00e3o e composi\u00e7\u00f5es gravadas por Ney Matogrosso, Elza Soares e outros. No entanto, um primeiro disco assinado apenas com seu nome veio somente agora. Lan\u00e7ado de forma discreta pela Joia Moderna, <span style=\"color: #800080\"><strong>Iara<\/strong><\/span> traz 12 faixas, das quais apenas uma n\u00e3o \u00e9 assinada pela paulistana. Trata-se de <em><strong>Roendo as unhas<\/strong><\/em>, samba de Paulinho da Viola lan\u00e7ado no disco Nervos de A\u00e7o (1973).<\/p>\n<p>No entanto, quem pular as fixas direto at\u00e9 a releitura de <em><strong>Roendo as unhas<\/strong><\/em> pode tomar se assustar com o clima assustador da releitura. Isso por que <span style=\"color: #800080\"><strong>Iara<\/strong> <\/span>foi constru\u00eddo sobre um terreno sonoro \u00e1rido e quebradi\u00e7o, embora perfeitamente frut\u00edfero. Produzido por Moreno Veloso, o disco remete ao conceito dos transambas colocado recentemente por Caetano Veloso quando da montagem da BandaC\u00ea. Seguindo no percurso do \u00eddolo baiano, <strong><span style=\"color: #993300\">Iara Renn\u00f3<\/span><\/strong> pegou a guitarra e montou seu power trio com Ricardo Dias Gomes (baixista da BandaC\u00ea que aqui assume um mini-sintetizador) e Leo Monteiro (bateria, percuss\u00e3o e ru\u00eddos).<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 faltavam asas e agora j\u00e1 n\u00e3o falta quase quase nada\u201d, revela<span style=\"color: #993300\"><strong> Iara Renn\u00f3<\/strong><\/span>, com sua voz peculiar, na faixa <em><strong>J\u00e1 era<\/strong><\/em>, que abre o disco. Introduzida com guitarra, depois bateria e ru\u00eddos, a faixa entrega as inten\u00e7\u00f5es roqueiras de Iara, que se furta o direito de brincar com outros ritmos. <em><strong>Seu Jos\u00e9<\/strong><\/em>, por exemplo, poderia ser um samba sobre o dono da venda da esquina. Mas transformou-se num rock amorfo, calcado num simples riff de guitarra e no vocal lis\u00e9rgico que refor\u00e7a a hist\u00f3ria louca de uma co\u00e7ada no calcanhar.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_gQDkh0GSQ0&amp;feature=c4-overview&amp;list=UUwiYp8UAi3Nol-WSodePgEA[\/youtube]\n<p>Ali\u00e1s, lisergia talvez seja o elemento b\u00e1sico que guia <span style=\"color: #800080\"><strong>Iara<\/strong> <\/span>entre tantos estilos, sem se apegar de fato a nenhum deles. <em><strong>Outros tantos<\/strong><\/em>, por exemplo, vem em duas vers\u00f5es, onde uma puxa para a bossa e a outra para o punk. E h\u00e1 ainda experimenta\u00e7\u00f5es curiosas, como a en\u00e9rgica <em><strong>Miligramas<\/strong><\/em>, onde a voz perform\u00e1tica da cantora desliza sobre um instrumental seco de bateria e ru\u00eddos. Ou ainda <em><strong>Arroz sem feij\u00e3o<\/strong><\/em>, uma mistura de Maysa e Adoniran Barbosa com Kraftwerk. Se parece improv\u00e1vel, tal mistura \u00e9 s\u00f3 um petisco para uma artista que, seguindo o rumo da fam\u00edlia, foge das regras simplistas do mercado fonogr\u00e1fico e se mostra audaciosa em seu disco de estreia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nome de Iara Renn\u00f3 j\u00e1 d\u00e1 uma senha para quem quer conhecer esta jovem artista brasileira. 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