{"id":11057,"date":"2014-03-18T14:13:41","date_gmt":"2014-03-18T17:13:41","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=11057"},"modified":"2019-02-24T10:29:30","modified_gmt":"2019-02-24T13:29:30","slug":"michael-sullivan-repagina-seus-hits-sem-perder-o-acucar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2014\/03\/18\/michael-sullivan-repagina-seus-hits-sem-perder-o-acucar\/","title":{"rendered":"Michael Sullivan ganha songbook com hits oitentistas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/03\/michaelsullivancapacd.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11089\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/03\/michaelsullivancapacd.jpg\" alt=\"michaelsullivancapacd\" width=\"640\" height=\"640\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/03\/michaelsullivancapacd.jpg 640w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/03\/michaelsullivancapacd-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/03\/michaelsullivancapacd-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/03\/michaelsullivancapacd-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Ao longo dos anos 1980 e come\u00e7o da d\u00e9cada seguinte, uma dupla se tornou onipresente nos discos de grandes nomes da MPB. Jogando pra plateia, Michael Sullivan e Paulo Massadas criaram dezenas de sucessos que seguiam uma f\u00f3rmula de forte apelo comercial, que combinava letras apaixonadas, melodias a\u00e7ucaradas e zero risco. Era um modelo mais elegante do velho brega. No ponto de vista do sucesso, essa combina\u00e7\u00e3o rendeu boas quantidades de dinheiro e popularidade, mas muito pouco foi al\u00e9m de lugar comum. Passados os anos, esse repert\u00f3rio n\u00e3o perdeu o ran\u00e7o popularesco, mas ainda espeta os ouvidos fazendo lembrar o que se tocava nas r\u00e1dios d\u00e9cadas atr\u00e1s.<\/p>\n<p>E, como o repert\u00f3rio ainda \u00e9 forte, Micheal Sullivan (que encerrou a dupla com Massadas em 1994) ganha agora o songbook <span style=\"color: #800080\"><strong>Mais forte que o tempo<\/strong><\/span>, com 17 sucessos repaginados com arranjos pseudo-contempor\u00e2neos. Digo &#8220;pseudo&#8221; por que tudo \u00e9 t\u00e3o datado e cafona, quanto na \u00e9poca que tocava no Cassino do Chacrinha. O esfor\u00e7o para mostrar que as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o boas \u00e9 imenso, mas pouco se consegue al\u00e9m de refrescar a mem\u00f3ria de quem tem 30 e poucos anos.<\/p>\n<p>Vamos ao faixa a faixa:<br \/>\n1. <strong>Me d\u00ea motivo<\/strong> &#8211; Sete anos depois de cantar a mesma m\u00fasica no disco <em>Lanny Duos<\/em>, de Lanny Gordin, <strong>Adriana Calcanhotto<\/strong> volta a visitar este sucesso de Tim Maia. Sem o vozeir\u00e3o do s\u00edndico, ela aposta na melancolia. Interessante.<\/p>\n<p>2. <strong>Um sonho a dois<\/strong> &#8211; Entre as dezenas de baladas rom\u00e2nticas de Sullivan e Massadas, essa foi gravada por Joanna em 1986. Mesmo sem perder o ar juvenil, ficou bonitinha com <strong>Roberta S\u00e1<\/strong>, <strong>Pedro Mariano<\/strong> e os <strong>Cariocas<\/strong>.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nklFpdiBN_k<\/p>\n<p>3. <strong>Amor perfeito<\/strong> &#8211; Nem <strong>Ney Matogrosso<\/strong> foi capaz de tirar o ran\u00e7o desta balada lan\u00e7ada em 1986 por Roberto Carlos. Cl\u00e1udia Leitte tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o para esta can\u00e7\u00e3o, tempos depois. Entre os tr\u00eas, o Rei foi quem se saiu melhor.<\/p>\n<p>4. <strong>Fui eu<\/strong> &#8211; Essa foi gravada primeiro pelo Jos\u00e9 Augusto, o que indica que n\u00e3o se poderia esperar muita coisa. Com a voz mi\u00fada de <strong>Fernanda Takai<\/strong>, a can\u00e7\u00e3o ganha aquele tom mais delicado. Mas a cafonice est\u00e1 ali.<\/p>\n<p>5. <strong>Meu Dilema<\/strong> &#8211; O que <strong>Z\u00e9lia Duncan<\/strong> fez de melhor por esta m\u00fasica foi dar um clima meio cool, diferente das explos\u00f5es vocais de Faf\u00e1 de Bel\u00e9m. Mais contida, a niteroiense canta bonito, escorada num arranjo de teclados e guitarra.<\/p>\n<p>6. <strong>Talism\u00e3<\/strong> &#8211; Essa j\u00e1 foi de Leandro &amp; Leonardo, mas agora ganha as vozes de <strong>Fagner<\/strong> e <strong>Monique Kessous<\/strong>. Sob uma batida de pagode paulistano, marcada pelo piano de Maur\u00edcio Barbosa, a balada permanece t\u00e3o a\u00e7ucarada quanto sempre foi. O refr\u00e3o de rimas f\u00e1ceis \u00e9 vexat\u00f3rio.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rosana - Nem Um Toque\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CgzUTofwgnQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>7. <strong>Nem um toque<\/strong> &#8211; Rosana lan\u00e7ou esta em 1987, e fez sucesso no Globo de Ouro. Aqui, <strong>Jorge Vercillo<\/strong> faz um dueto consigo mesmo, brincando com graves e agudos. Parece interessante (principalmente pelo instrumental), mas n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>8. <strong>My Life<\/strong> &#8211; Sullivan j\u00e1 fez parte do grupo jovenguardiano Renato e Seus Blue Caps, para quem deu este seu primeiro sucesso, que vendeu mais de um milh\u00e3o de c\u00f3pias. Aqui \u00e9 <strong>Sandy<\/strong> quem coloca sua voz matematicamente afinada para trabalhar. Sem sal.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_437r-0AJp4<\/p>\n<p>9. <strong>Chuva fina<\/strong> &#8211; Nada mais anos 1980 do que a boy band Menudos, de onde saiu o falso portoriquenho Robby Rosa, que lan\u00e7ou esta can\u00e7\u00e3o. <strong>Zeca Baleiro<\/strong> fez uma bossinha melosa, mas bonitinha. A melhor do disco, apesar da concorr\u00eancia fraca.<\/p>\n<p>10. <strong>Entre n\u00f3s<\/strong> &#8211; Sandra de S\u00e1 foi uma cliente ass\u00eddua das can\u00e7\u00f5es de Sullivan e Massadas e fez se deu bem com isso. Em 1986, foram tr\u00eas m\u00fasicas deles num disco s\u00f3 e todas fizeram algum sucesso. Essa foi uma delas, que aqui ganha a voz do pr\u00f3prio <strong>Michael Sullivan<\/strong> com sua esposa <strong>Amayle Lima<\/strong>. \u00c9 ruim, mas a mo\u00e7a canta bem.<\/p>\n<p>11. <strong>Vou fazer voc\u00ea<\/strong> <strong>mulher<\/strong> &#8211; <strong>Arnaldo Antunes<\/strong> nunca esteve t\u00e3o deslocado na vida. Apesar do seu ecletismo not\u00f3rio, ouvir o ex-tit\u00e3 cantando &#8220;faz do amor o seu dever, quer mostrar, sentir prazer&#8221; \u00e9 complicado. A prop\u00f3sito, essa foi lan\u00e7ada por Sullivan em compacto de 1979.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sandra de S\u00e1 - N\u00e3o V\u00e1\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FmY7S08vO_Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>12. <strong>N\u00e3o v\u00e1<\/strong> &#8211; Essa sim \u00e9 maravilhosa e fez parte daquele disco de 1986 de Sandra de S\u00e1. \u00c9 brega, mas \u00e9 \u00f3tima. <strong>Negra Li<\/strong> faz sua li\u00e7\u00e3o direitinho, sem ousar muito. Esse \u00e9 o problema. Melhor o tom passional de Sandra.<\/p>\n<p>13. <strong>Abandonada<\/strong> &#8211; Apesar de todo o incenso,<strong> Alice Caymmi<\/strong> ainda precisa comer muito feij\u00e3o. Nesta balada de amor exacerbado, lan\u00e7ada por Faf\u00e1 de Bel\u00e9m (a plenos pulm\u00f5es) em 1996, a neta do Dorival tenta uma personalidade, mas parece mais perdida que cego em tiroteio.<\/p>\n<p>14. <strong>Um dia de domingo<\/strong> &#8211; Dos maiores sucessos de Sullivan e Massadas, esta foi lan\u00e7ada por <strong>Gal Costa<\/strong> e <strong>Tim Maia<\/strong> em 1985. Por algum motivo que n\u00e3o se explica, aqui \u00e9 o mesmo dueto que aparece. Talvez ningu\u00e9m tenha mais coragem de cantar &#8220;faz de conta que ainda \u00e9 cedo. Tudo vai ficar por conta da emo\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>15. <strong>Retratos e can\u00e7\u00f5es<\/strong> &#8211; Mais uma daquele disco da Sandra de S\u00e1, que agora ganha interpreta\u00e7\u00e3o de <strong>Paulinho Moska<\/strong>. No quesito arranjo, esse \u00e9 o grande destaque pelo toque funk soul, a la Vit\u00f3ria R\u00e9gia. Ta\u00ed, essa \u00e9 boa!<\/p>\n<p>13. <strong>Joga fora<\/strong> &#8211; Uma desconhecida banda <strong>Benditos<\/strong> regrava essa que ainda \u00e9 um dos grandes sucessos de Sandra de S\u00e1. Sim, \u00e9 do mesmo disco de 1986. O arranjo faz tributo ao original, mas falta a voz de Sandra pra encorpar a coisa toda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Roupa Nova - Whisky a go go\" width=\"668\" height=\"501\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/f07O5YMMYaI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>14. <strong>Whisky a go go<\/strong> &#8211; Essa foi gravada pelo Roupa Nova em 1984 e fez (e faz) um sucesso danado. Vamos e venhamos, \u00e9 uma \u00f3tima faixa para show. Aqui, <strong>Carlinhos Brown<\/strong> tenta transform\u00e1-la num cruzamento de David Gueta com Timbalada. O resultado \u00e9 fraco, for\u00e7ado e sem gra\u00e7a. Fiquem com o original.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo dos anos 1980 e come\u00e7o da d\u00e9cada seguinte, uma dupla se tornou onipresente nos discos de grandes nomes da MPB. 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