{"id":11161,"date":"2014-04-02T15:33:15","date_gmt":"2014-04-02T18:33:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=11161"},"modified":"2014-04-02T15:33:15","modified_gmt":"2014-04-02T18:33:15","slug":"mariene-de-castro-volta-mais-carioca-em-colheita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2014\/04\/02\/mariene-de-castro-volta-mais-carioca-em-colheita\/","title":{"rendered":"Mariene de Castro volta mais carioca em Colheita"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/04\/14AdrianoFagundes04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-11180\" alt=\"14AdrianoFagundes04\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/04\/14AdrianoFagundes04.jpg\" width=\"383\" height=\"574\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/14AdrianoFagundes04.jpg 781w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/14AdrianoFagundes04-300x450.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/14AdrianoFagundes04-768x1152.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/14AdrianoFagundes04-740x1110.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/14AdrianoFagundes04-120x180.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 383px) 100vw, 383px\" \/><\/a>\u00c9 bem sintom\u00e1tico que <span style=\"color: #800000\"><strong>Mariene de Castro<\/strong><\/span> tenha batizado seu mais novo disco de <span style=\"color: #003366\"><strong>Colheita<\/strong>.<\/span> S\u00e3o quase 20 anos de carreira, quatro discos gravados, alguns pr\u00eamios e muitos shows pelo exterior. No Brasil, se seu repert\u00f3rio pr\u00f3prio ainda n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o popular, seu nome rodou bastante quando lan\u00e7ou um tributo a Clara Nunes em 2013. Depois de subir em trio el\u00e9trico e ser comparada pelos franceses a Edith Piaf (1915 \u2013 1963), ela est\u00e1 s\u00f3 colhendo frutos dessa trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Por isso, ela reuniu a banda com quem toca h\u00e1 cerca de cinco anos, chamou outros amigos e montou um novo repert\u00f3rio in\u00e9dito. Uma marca das 14 novas can\u00e7\u00f5es de <span style=\"color: #003366\"><strong>Colheita<\/strong><\/span> \u00e9 a aproxima\u00e7\u00e3o com as rodas de samba e pagode do Rio de Janeiro, cidade onde a baiana est\u00e1 radicada. Mesmo fiel ao conterr\u00e2neo Roque Ferreira, compositor mais frequente no novo disco e na carreira de <span style=\"color: #800000\"><strong>Mariene<\/strong><\/span>, aqui ela se afasta um pouco dos sons afro-baianos que marcaram o disco <strong>Tabaroinha<\/strong> (2012) e sai pra sambar em outros terreiros.<\/p>\n<p>Composta por Nelson Rufino, a faixa que d\u00e1 nome a <span style=\"color: #003366\"><strong>Colheita<\/strong>,<\/span> por exemplo, foi um presente de Zeca Pagodinho, que a havia escolhido para seu pr\u00f3ximo disco. \u201c\u00c9 o t\u00edtulo do disco por conta da gratid\u00e3o, do sentimento de quem plantou e agora est\u00e1 colhendo\u201d, explica <span style=\"color: #800000\"><strong>Mariene<\/strong><\/span>, que aproveitou para convidar <strong>Zeca<\/strong> para um dueto que conta ainda com a gaita de Rildo Hora.<\/p>\n<p>Outra contribui\u00e7\u00e3o fundamental de Zeca Pagodinho foi reunir uma turma de compositores para apresentar seus sambas para <span style=\"color: #800000\"><strong>Mariene<\/strong><\/span>. Dentre as mais de 50 composi\u00e7\u00f5es, ela escolheu, entre outras, a \u00f3tima <em><strong>Eu carrego patu\u00e1<\/strong><\/em>, onde reafirma suas cren\u00e7as e convic\u00e7\u00f5es, e o samba-enredo <em><strong>Aquarela da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/em>, que foi refor\u00e7ada pelo violoncelo de Jaques Morelenbaum e pela bateria da Portela. Desse encontro de compositores tamb\u00e9m sa\u00edram\u00a0<em><strong>Tiril\u00ea<\/strong><\/em> e <em><strong>M\u00e1goa<\/strong><\/em>, parcerias de Roque Ferreira com Dunga e Toninho Geraes, respectivamente. Curiosamente, foi atrav\u00e9s dos parceiros que ela conheceu mais estes dois sambas do compositor baiano. Ainda da turma de Pagodinho, <em><strong>Me beija<\/strong><\/em>, de Arlindo Neto, Marquinhos Nunes e Renatto Moraes, \u00e9 uma das melhores do disco.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/04\/colheita.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-11184 alignright\" alt=\"colheita\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2014\/04\/colheita.jpg\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/colheita.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/colheita-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/colheita-120x120.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>E se a ideia de <span style=\"color: #003366\"><strong>Colheita<\/strong> <\/span>era celebrar o encontro, <span style=\"color: #800000\"><strong>Mariene<\/strong> <\/span>trouxe para mais perto alguns nomes que fizeram parte da sua hist\u00f3ria. <strong>Beth Carvalho<\/strong> divide e atualiza os versos de <em><strong>Samba da ben\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>, acrescentando \u00e0 lista de agradecimentos nomes como Martinho da Vila, Marquinhos PQD, Monarco e Sombrinha. J\u00e1 <strong>Maria Beth\u00e2nia<\/strong> aumenta a intensidade de <em><strong>A for\u00e7a que vem da raiz<\/strong><\/em>, mais uma de Roque Ferreira. A can\u00e7\u00e3o faz um tratado sobre a for\u00e7a hist\u00f3rica do samba (\u201cAprendi na senzala a tristeza da rima, do chicote que estala e reduz \u00e0 ru\u00edna\u201d). Portuguesa de ascend\u00eancia cabo-verdiana, a cantora e compositora <strong>Sara Tavares<\/strong> n\u00e3o p\u00f4de comparecer em <span style=\"color: #003366\"><strong>Colheita,<\/strong><\/span> mas cedeu a deliciosa\u00a0<em><strong>Balanc\u00ea<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Com voz bem marcada e cheia de personalidade, <span style=\"color: #800000\"><strong>Mariene<\/strong> <\/span>fez uma releitura de <em><strong>Imposs\u00edvel acreditar que perdi voc\u00ea<\/strong><\/em>, sucesso de M\u00e1rcio Greyck, com cheiro de pagode paulistano. A m\u00fasica fez parte da trilha sonora do filme <em>Quase samba<\/em>, que contou com a pr\u00f3pria <span style=\"color: #800000\"><strong>Mariene<\/strong> <\/span>no elenco. \u201cQuando vi a cena com essa m\u00fasica, eu fiquei muito emocionada. Sei que parece estranha ao meu repert\u00f3rio, mas n\u00e3o quis questionar. \u00c9 a mesma estranheza que aconteceu quando Beth\u00e2nia gravou \u2018\u00c9 o amor\u2019\u201d, explica a cantora afirmando que n\u00e3o tem vontade de cantar fora do ambiente do samba. \u201cPosso fazer outras coisas, mas s\u00e3o coisas que trago pro meu universo\u201d. E nessas coisas est\u00e1 <em><strong>N\u00f3s dois<\/strong><\/em>, samba obscuro de Cartola interpretado com a ajuda do bandolim virtuoso de <strong>Hamilton de Holanda<\/strong>.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LPPqs_xMDS0[\/youtube]\n<p>A dose mais forte de carioquice no samba de <span style=\"color: #800000\"><strong>Mariene de Castro<\/strong><\/span>, n\u00e3o a afastou do seu batuque baiano, mas acrescentou uma leveza no canto, uma ginga malandra que permeia esta <span style=\"color: #003366\"><strong>Colheita.<\/strong><\/span> Da mesma forma, ter cantado Clara Nunes num projeto que marcou os 30 anos de morte da mineira, ajudou a levar seu pr\u00f3prio nome para lugares onde ela ainda n\u00e3o havia cantado. \u201cSou muito grata de ter vivenciado isso, de ter interpretado esse repert\u00f3rio. O que vem de saldo \u00e9 que foi lindo, um pa\u00eds que eu desbravei. Eu l\u00e1 cantando Clara e as pessoas cantando as minhas m\u00fasicas\u201d, lembra ela, que agora tem outro plano. \u201cAgora vou focar no mundo. Agora \u00e9 hora de levar pro mundo esse sotaque da Bahia, esse sotaque que \u00e9 t\u00e3o importante\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 bem sintom\u00e1tico que Mariene de Castro tenha batizado seu mais novo disco de Colheita. 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