{"id":11196,"date":"2014-04-30T11:35:45","date_gmt":"2014-04-30T14:35:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=11196"},"modified":"2014-04-30T11:35:45","modified_gmt":"2014-04-30T14:35:45","slug":"normal-ou-nao-maria-alcina-segue-eletrica-aos-40-anos-de-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2014\/04\/30\/normal-ou-nao-maria-alcina-segue-eletrica-aos-40-anos-de-carreira\/","title":{"rendered":"Normal ou n\u00e3o, Maria Alcina segue el\u00e9trica aos 40 anos de carreira"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/mariaalcinacapacddenormal.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11234\" alt=\"mariaalcinacapacddenormal\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/mariaalcinacapacddenormal-625x570.jpg\" width=\"625\" height=\"570\" \/><\/a>Alguns artistas brasileiros seguem uma linha t\u00e3o particular que fica dif\u00edcil entender o que aconteceu com eles. Esse \u00e9 o caso de <span style=\"color: #993300\"><strong>Maria Alcina<\/strong><\/span>. Mineira de Cataguases, ela marcou o ano de 1972 quando subiu ao palco do Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o para interpretar <em>Fio maravilha<\/em>, de Jorge Ben Jor, com seus trejeitos explosivos, andr\u00f3ginos e sua voz grave e marcante. O sucesso se manteve at\u00e9 o momento em que sua imagem foi, aos poucos, sumindo das r\u00e1dios e TVs.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que nesse tempo ela n\u00e3o parou de cantar, n\u00e3o perdeu o jeit\u00e3o meio amalucado nem os graves profundos. Apesar de ter feito poucos discos nesses mais de 40 anos, ela nunca deixou de fazer o que mais sabe fazer. No in\u00edcio nesse s\u00e9culo, ela at\u00e9 se juntou ao grupo Bojo em dois discos que misturam sua imagem carnavalizante ao som el\u00e9trico eletr\u00f4nico da banda. O resultado \u00e9 surpreendente.<\/p>\n<p>Agora chegou a hora dela celebrar essas quatro d\u00e9cadas de pura personalidade art\u00edstica com mais um disco. Lan\u00e7ado na estreia do selo Nova Esta\u00e7\u00e3o, do produtor Thiago Marques Luiz, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>De normal bastam os outros<\/strong><\/span> confirma o talento de <span style=\"color: #993300\"><strong>Alcina<\/strong> <\/span>para juntar as pontas temporais da m\u00fasica brasileira. Nada \u00e9 t\u00e3o velho que n\u00e3o possa parecer jovem na voz dela. Nem nada \u00e9 t\u00e3o novo que ela n\u00e3o pudesse ter gravado d\u00e9cadas antes.<\/p>\n<p>Reunindo in\u00e9ditas com velhas can\u00e7\u00f5es esquecidas, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>De normal bastam os outros<\/strong><\/span> abre com uma homenagem de Zeca Baleiro, intitulada <em><strong>Eu sou Alcina<\/strong><\/em>. Como quem levanta uma bandeira, ela diz &#8220;Ningu\u00e9m me tira se eu t\u00f4 na roda. Eu nunca sa\u00ed de moda&#8221;. A faixa t\u00edtulo tamb\u00e9m foi feita sob medida para a cantora, que &#8211; justa ou injustamente &#8211; nunca perdeu a fama de louca, no sentido mais criativo da palavra. Ben Jor volta a presentear a cantora, agora com <em><strong>Sem vergonha<\/strong><\/em>, que nem chama aten\u00e7\u00e3o nem compromete.<\/p>\n<p>O elogiado compositor paraibano Totonho se destaca em <em><strong>Nhem nhem nhem<\/strong><\/em>, faixa que mostra um lado menos festivo de <span style=\"color: #993300\"><strong>Maria Alcina<\/strong><\/span>. Aqui, se sobressai a boa int\u00e9rprete que ela \u00e9. <span style=\"color: #ff6600\"><strong>De normal<\/strong><\/span> segue com faixas de Adoniran Barbosa (<em><strong>Dondoca<\/strong><\/em>), Karina Buhr (<em><strong>Cocadinha de sal<\/strong><\/em>), Felipe Cordeiro (<em><strong>Fogo da morena<\/strong><\/em>) e P\u00e9ricles Cavalcanti (<em><strong>Dion\u00edsio, deus do vinho e do prazer<\/strong><\/em>). <strong>Ney Matogrosso<\/strong> comparece em <em><strong>Bigorrilho<\/strong><\/em>, num dueto que mais parece um duelo de grandes int\u00e9rpretes.<\/p>\n<p>Levando em conta o que vem fazendo a cabe\u00e7a da maioria dos ouvintes brasileiros, fica dif\u00edcil imaginar que <span style=\"color: #ff6600\"><strong>De normal bastam os outros<\/strong><\/span> v\u00e1 tocar nas r\u00e1dios ou entrar para trilha de alguma novela. O que \u00e9 uma pena, pois trata-se de um disco pop e muito bem feito. Mas, essa estrada particular \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o de <span style=\"color: #993300\"><strong>Maria Alcina<\/strong><\/span> que, \u00e9 bom lembrar, a deixa livre para fazer o que quer. E por isso que ela merece ser lembrada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns artistas brasileiros seguem uma linha t\u00e3o particular que fica dif\u00edcil entender o que aconteceu com eles. Esse \u00e9 o caso de Maria Alcina. 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