{"id":11253,"date":"2014-04-21T14:24:05","date_gmt":"2014-04-21T17:24:05","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=11253"},"modified":"2014-04-21T14:24:05","modified_gmt":"2014-04-21T17:24:05","slug":"ron-carter-o-senhor-dos-graves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2014\/04\/21\/ron-carter-o-senhor-dos-graves\/","title":{"rendered":"Ron Carter, o senhor dos graves"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_11254\" style=\"width: 635px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4366.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11254\" class=\"size-large wp-image-11254\" alt=\"Foto: Humberto Mota\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4366-625x416.jpg\" width=\"625\" height=\"416\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11254\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Humberto Mota<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><strong>Ron Carter<\/strong><\/span> nasceu na pequena Ferndale, no estado americano de Michigan, em 4 de maio de 1937. Com 10 anos, durante uma atividade da escola, foi fisgado pela m\u00fasica e logo quis se dedicar a um instrumento. A primeira escolha foi o violoncelo, mas logo teve que abandona-lo por conta dos estere\u00f3tipos raciais que caiam (e caem) sobre membros de orquestras.<\/p>\n<p>Ainda assim, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Ron<\/strong> <\/span>n\u00e3o abandonou a m\u00fasica e partiu para estudar o contrabaixo. Embora n\u00e3o tenha abandonado de fato o violoncelo, foi nesse novo instrumento que ele tornou-se uma grande estrela internacional. Requisitado como muito poucos, ele j\u00e1 acompanhou gente como Tom Jobim, Chet Baker, Hubert Laws, Quincy Jones e Gato Barbieri. E, claro, imposs\u00edvel esquecer sua participa\u00e7\u00e3o no segundo quinteto de Miles Davis, a quem resume chamando de &#8220;um amigo que tocava trompete muito bem&#8221;.<\/p>\n<p>Avesso a endeusamentos,<span style=\"color: #0000ff\"><strong> Ron Carter<\/strong> <\/span>diz que tudo o que fez e faz \u00e9 pela m\u00fasica. Tanto que, aos 76 anos, ele mant\u00e9m uma agenda regular de shows e grava\u00e7\u00f5es. E foi numa breve passagem por Fortaleza, quando se apresentou com o trombonista Raul de Souza, que ele recebeu O POVO. Escolhendo as palavras com cuidado, ele falou sobre sua hist\u00f3ria na m\u00fasica, sempre se colocando num papel mais discreto do que de fato merece. Mas n\u00e3o falsa mod\u00e9stia. \u00c9 s\u00f3 vontade de continuar fazendo m\u00fasica e cada vez melhor.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Como come\u00e7a seu interesse pela m\u00fasica?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Eu tinha 10 anos de idade, no Elementary (primeiro n\u00edvel da educa\u00e7\u00e3o americana), o professor levou alguns instrumentos para a sala de aula e pediu pros alunos escolherem um deles. Logo eu escolhi o violoncelo.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 E como passou para o contrabaixo?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Eu era muito bom no violoncelo. Mas, quanto mais eu tocava, mais eu tomava empregos de pessoas brancas. E quando o baixista da orquestra em que eu tocava se formou, eles precisaram de outro. Foi ent\u00e3o que eu percebi que, se eu come\u00e7asse a tocar (baixo), eles iriam me chamar.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Ent\u00e3o posso dizer que foi o baixo quem lhe escolheu, n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> A sociedade escolheu por mim.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4340.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-11256\" alt=\"_DSC4340\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4340-300x449.jpg\" width=\"300\" height=\"449\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4340-300x449.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4340-120x180.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4340.jpg 507w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O POVO \u2013 Esse tipo de postura preconceituosa, de exclus\u00e3o, ainda acontece nas orquestras?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Sim, existe. Olhe para imagens das orquestras dos anos 1960, 70, 80 e 90. Voc\u00ea v\u00ea quem ocupa cada posi\u00e7\u00e3o. E minha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que, mesmo que as crian\u00e7as estejam indo para os conservat\u00f3rios, se preparando para trabalhar nas grandes orquestras, eles ainda n\u00e3o t\u00eam interesse nos negros. Eles n\u00e3o fazem essa inclus\u00e3o, mesmo que as crian\u00e7as negras estudem. Pode olhar nas orquestras de Filad\u00e9lfia, Cleveland, Boston, Nova York. Mesmo depois de todas essas d\u00e9cadas, voc\u00ea s\u00f3 vai ter um ou dois negros. E crian\u00e7as, adolescentes e adultos se formam todo ano em m\u00fasica, mas eles s\u00f3 escolhem uma pequena parte. Ent\u00e3o, como eles v\u00e3o tocar? Onde v\u00e3o trabalhar? Eles praticam pra entrar nas orquestras e, depois, n\u00e3o s\u00e3o contratados.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Que m\u00fasicos foram importantes na sua forma\u00e7\u00e3o? Que m\u00fasicos inspiraram?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Todos os m\u00fasicos s\u00e3o importantes na minha forma\u00e7\u00e3o e como inspira\u00e7\u00e3o eu digo as crian\u00e7as. Mas, para ser mais espec\u00edfico, eu cito J. J. Johnson (1924 \u2013 2001), no trombone, e Cecil Payne (1922 \u2013 2007), no sax bar\u00edtono.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Voc\u00ea diz no seu site que o baixista \u00e9 como o quarterback (posi\u00e7\u00e3o do futebol americano) na banda, que ele precisa defender esse som. Queria que voc\u00ea falasse sobre esse papel do baixista.<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> O baixista \u00e9 o \u00fanico no grupo que toca cada nota em cada compasso. Ele tem que manter a forma da m\u00fasica na zona dela. Ele determina o ritmo da m\u00fasica. Ele mant\u00e9m a entona\u00e7\u00e3o, mostra pra onde vai o suingue. O volume e a din\u00e2mica da banda. Para toda nota, pra cada compasso, pra cada m\u00fasica, todas as noites. Incluindo os domingos! (risos)<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Voc\u00ea j\u00e1 acompanhou muitos artistas, mas o mais citado \u00e9 sempre o Miles Davis. Como foi tocar com ele, que foi um dos maiores m\u00fasicos da hist\u00f3ria?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> (Depois de 15 segundos em sil\u00eancio) A coisa que me deixou triste \u00e9 que, quando o Miles ficou doente, n\u00f3s n\u00e3o trabalh\u00e1vamos continuamente. Eu o via indo para o trabalho se sentindo muito mal. Ele era t\u00e3o preocupado em fazer seu som, que ele ia mesmo doente (Miles morreu em setembro de 1991, pneumonia e insufici\u00eancia respirat\u00f3ria).<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=zjYM76FPS3w[\/youtube]\n<p><strong>O POVO \u2013 E qual foi a import\u00e2ncia dessa experi\u00eancia na sua hist\u00f3ria?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> (Mais alguns segundos pensando) O p\u00fablico tem muitas vis\u00f5es do Miles Davis. Eu nunca vi esse tipo de comportamento que as pessoas v\u00eam nele. Eu n\u00e3o reconhe\u00e7o isso. Ele era meu amigo. Primeiro ele era meu amigo, depois m\u00fasico. Logo, eu nunca falo o que as pessoas esperam ouvir. Por que as pessoas n\u00e3o o conhecem e ficam nos rumores. Pra mim, era uma pessoa normal. Um amigo que tocava trompete. E muito bem.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Mas \u00e9 verdade que ele era mal humorado?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> N\u00e3o conhe\u00e7o ningu\u00e9m que n\u00e3o tenha seus momentos de mau humor. Hoje, quando cheguei no aeroporto, vindo de Nova York para S\u00e3o Paulo, na hora de entregar o passaporte, tinha 95 pessoas na minha frente na fila. E eu s\u00f3 tinha 10 minutos pra pegar minha mala, fazer o check-in e ir pro port\u00e3o de embarque. Nesse momento, eu fiquei muito mal humorado.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Voc\u00ea j\u00e1 esteve em mais de 2000 grava\u00e7\u00f5es e dividiu o palco com muita gente. Como se sente tocando hoje, aos 76 anos?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Eu nunca penso nisso. Quando eu ou\u00e7o perguntas sobre idade, eu nunca gosto. Como eu sou o quarterback, minha inten\u00e7\u00e3o de tocar no palco \u00e9 fazer com que o grupo todo toque melhor. \u00c9 fazer um bom som.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 E quanto ao p\u00fablico?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> \u00c9 que todos sintam a emo\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito estranho quando as pessoas v\u00e3o para a \u00f3pera, a italiana, por exemplo. Quantas pessoas entendem o que est\u00e1 sendo dito? A maior parte n\u00e3o faz a menor ideia. \u00c9 como uma promo\u00e7\u00e3o de pizza. Mas as pessoas t\u00eam que entender tudo sobre mim, o que estou tocando e sobre o blues. N\u00e3o \u00e9 justo! Eles (os m\u00fasicos) t\u00eam que pegar a emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Voc\u00ea \u00e9 muito conhecido pelo trabalho com o baixo ac\u00fastico, mas tamb\u00e9m j\u00e1 tocou baixo el\u00e9trico. O que acha do el\u00e9trico?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Eu admiro as pessoas que tocam, como Victor Wooten, Victor Bailey, Steve Bailey, Jaco Pastorious. S\u00e3o todos fabulosos. Mas eu toco o ac\u00fastico.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Mais voc\u00ea ainda usa ou treina com o el\u00e9trico?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Eu dei meu baixo el\u00e9trico para o meu filho h\u00e1 20 anos. Hoje, meu filho \u00e9 bem melhor do que eu. E um pouquinho mais alto. Hoje, perguntam ao meu filho por que ele n\u00e3o toca baixo ac\u00fastico. Ele responde: \u201cpor que meu pai j\u00e1 usou todas as notas\u201d.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=asJRAGUlZ1c[\/youtube]\n<strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Voc\u00ea tamb\u00e9m j\u00e1 gravou com muitos m\u00fasicos brasileiros, como Tom Jobim (1927 \u2013 1994) e at\u00e9 tem um disco com a Rosa Passos. <\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Eu amo esse disco (Entre amigos, 2003).<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 O que voc\u00ea achou de gravar com m\u00fasicos brasileiros?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> \u00c9 fant\u00e1stico. Os m\u00fasicos brasileiros quando tocam comigo t\u00eam interesse em conhecer minha musicalidade. E querem saber da raiz dessa m\u00fasica. Os m\u00fasicos brasileiros gostam de tocar comigo como eu gostaria de tocar com o (baterista carioca c\u00e9lebre na primeira fase da Bossa Nova) Edson Machado (1934 \u2013 1990).<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 A hist\u00f3ria do jazz passa por v\u00e1rios momentos de alta e baixa de popularidade. Como anda esse mercado na atualidade?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Para mim, \u00e9 um bom neg\u00f3cio (risos). Todas as formas de arte, como a dan\u00e7a, o teatro, t\u00eam os altos e baixos. Agora, o jazz est\u00e1 no meio. Mas eu acredito que a m\u00fasica ainda est\u00e1 se desenvolvendo e vai chegar em algum lugar. Estou muito interessando em saber para onde o jazz est\u00e1 indo. Estou muito curioso.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4373.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-11258\" alt=\"_DSC4373\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4373-300x449.jpg\" width=\"300\" height=\"449\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4373-300x449.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4373-120x180.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/04\/DSC4373.jpg 507w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O POVO \u2013 Mas voc\u00ea v\u00ea p\u00fablico jovem para o jazz?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Sim, absolutamente. Jovens por volta de 18 anos est\u00e3o interessados e est\u00e3o indo \u00e0s lojas, querendo os LPs. Eles est\u00e3o sentindo interesse.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Uma das grandes virtudes que o jazz tem \u00e9 de dialogar com outras culturas e outros ritmos. O que a m\u00fasica brasileira trouxe para o jazz?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> (Um tempo pensando) Um tipo diferente de harmonia e melodias maravilhosas.<\/p>\n<p><strong>O POVO \u2013 Voc\u00ea destaca algu\u00e9m ou alguma m\u00fasica?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Qualquer coisa do Jobim, qualquer som do Jobim. Principalmente os que n\u00e3o s\u00e3o muito conhecidos. Ele tem v\u00e1rias e eu acho maravilhoso. O (violonista carioca, autor de \u201cManh\u00e3 de Carnaval\u201d) Luiz Bonf\u00e1 (1922 \u2013 2001) tamb\u00e9m tem grandes m\u00fasicas.<\/p>\n<p><strong>Pergunta do Leitor:<\/strong><br \/>\n<strong>F\u00e1bio Amaral \u2013<\/strong> <strong>O baixo ac\u00fastico \u00e9 um instrumento dif\u00edcil de microfonar. Como voc\u00ea faz para garantir o melhor som?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> Quando eu toco numa boate, n\u00e3o uso microfone por que ele pega o som de tudo. Do bar, do ambiente, da porta. N\u00e3o fica legal. Eu n\u00e3o gosto. Pra encontrar o melhor captador tem que ser o que pegue s\u00f3 o baixo. Eu uso quatro captadores que fazem isso muito bem, que s\u00e3o (da marca) David Gage. Deve ter outras quatro ou cinco marcas que eu recomendo. Mas, eu recomendo ao baixista que encontre o melhor para ele.<\/p>\n<p><strong>F\u00e1bio Amaral \u2013 Hoje, quem estuda baixo, estuda o m\u00e9todo Ron Carter. O que voc\u00ea fez ou o que lhe garantiu essa originalidade?<\/strong><br \/>\n<strong>Ron Carter \u2013<\/strong> (Ele faz um rosto de espanto, para alguns segundos, e responde) Tr\u00eas coisas. Eu toco querendo ter a certeza que as pessoas que est\u00e3o comigo v\u00e3o fazer o melhor. Tenho que ter certeza que o som vai fluir melhor. A segunda, \u00e9 que, toda noite quero soar melhor que na noite anterior. E, por fim, \u00e9 que \u00e9 sempre pela m\u00fasica. N\u00e3o importa o que estou tocando, \u00e9 sempre pela m\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ron Carter nasceu na pequena Ferndale, no estado americano de Michigan, em 4 de maio de 1937. Com 10 anos, durante uma atividade da escola,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[129,167,177,348,390],"tags":[],"class_list":["post-11253","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","category-internacional","category-jazz","category-rosa-passos","category-tom-jobim"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11253"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11253\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}