{"id":11630,"date":"2014-07-23T11:43:57","date_gmt":"2014-07-23T14:43:57","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=11630"},"modified":"2014-07-23T11:43:57","modified_gmt":"2014-07-23T14:43:57","slug":"depois-das-ferias-e-da-copa-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2014\/07\/23\/depois-das-ferias-e-da-copa-3\/","title":{"rendered":"Depois das f\u00e9rias e da Copa&#8230; (3)"},"content":{"rendered":"<p>Vamos a mais um cap\u00edtulo do meu acerto de contas. Pra quem n\u00e3o entendeu, estive de f\u00e9rias durante o m\u00eas de Copa do Mundo. Como a produ\u00e7\u00e3o musical n\u00e3o para, recebi alguns discos, livros e DVDs que, s\u00f3 agora, pude ouvir. Vamos a eles.<\/p>\n<p><strong>1. Vanessa Bumagny &#8211; Segundo sexo (independente)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/vanessa-capa-disco.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11676\" alt=\"vanessa capa disco\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/vanessa-capa-disco-625x619.jpg\" width=\"625\" height=\"619\" \/><\/a>O ap\u00e1tico projeto gr\u00e1fico entrega o conte\u00fado deste terceiro disco de <strong>Vanessa Bugmany<\/strong>. Se a produ\u00e7\u00e3o de Zeca Baleiro em <em>P\u00e9tala por p\u00e9tala<\/em>, disco anterior da artista, ajudou a arrumar a casa, este novo trabalho sofre de uma falta cr\u00f4nica de emo\u00e7\u00e3o e rumo. Tudo parece sem sal. A voz da paulistana n\u00e3o compromete, mas tamb\u00e9m n\u00e3o empolga. \u00c9 por demais comum e precisa ser melhor guiada para que se extraia dela o melhor. Entre baladas insossas, arroubos po\u00e9ticos perdidos e arranjos p\u00e1lidos, o disco passa despercebido pelo CD player.<\/p>\n<p><strong>2. DJ Gilles Peterson &#8211; Sonzeira: Brasil bam bam bam (Universal\/ Virgin)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/91YsOMflwbL._SL1500_.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11677\" alt=\"91YsOMflwbL._SL1500_\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/91YsOMflwbL._SL1500_-625x625.jpg\" width=\"625\" height=\"625\" \/><\/a>Na cola da Copa do Mundo, o DJ ingl\u00eas <strong>Gilles Peterson<\/strong> convidou uma turma de artistas brasileiros para um disco que pretende mostrar a &#8220;verdadeira express\u00e3o da alma e do aut\u00eantico som do Brasil&#8221;. Marcos Valle, Arlindo Cruz, Mart&#8217;n\u00e1lia e Gabriel Moura s\u00e3o alguns dos convidados. Claro que o resultado n\u00e3o chega nem perto de um intento t\u00e3o gigantesco. Ainda assim, essa <strong>Sonzeira<\/strong> tenta fugir dos clich\u00eas em performances t\u00e3o minimalistas quanto a <em><strong>Bam bam bam<\/strong><\/em> feita por <strong>Seu Jorge<\/strong>. Como disco, a ideia se esfor\u00e7a, mas n\u00e3o perde o cheiro de DJ ingl\u00eas querendo faturar sobre a batucada verde e amarela. Mas vale ouvir a sempre inspirada <strong>Elza Soares<\/strong> dando seu recado.<\/p>\n<p><strong>3. Ian Ramil &#8211; Ian (Esc\u00e1pula Records)<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/capa-IAN-RAMIL.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11678\" alt=\"capa IAN RAMIL\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/capa-IAN-RAMIL-625x625.jpg\" width=\"625\" height=\"625\" \/><\/a><\/strong>Aos 28 anos, <strong>Ian Ramil<\/strong> &#8211; filho do Vitor e sobrinho do Kleiton e do Kledir &#8211; estreia com um disco contempor\u00e2neo, po\u00e9tico e urbano. Um estreia vigorosa cheia de originalidade e frescor. Como cantor, <strong>Ian<\/strong> <strong>Ramil<\/strong> d\u00e1 conta do recado usando bem seu registro curto e peculiar. Como compositor, ele busca um caminho pr\u00f3prio que se conecta \u00e0 cena indie brasileira, mas j\u00e1 com not\u00f3ria maturidade. Assim, ele traz momentos de folk, rock, blues e pop, sem deixar claro onde come\u00e7a ou termina cada um. A produ\u00e7\u00e3o de Matias Cella faz com que <strong>Ian<\/strong>, o disco, v\u00e1 crescendo ao longo das 13 faixas. Se \u00e9 para dar destaque, vamos l\u00e1: <em><strong>Over and over<\/strong><\/em> convida para uma dan\u00e7a a dois, enquanto <strong>Entre o cume e o p\u00e9<\/strong> traz a letra mais infame dos \u00faltimos tempos (&#8220;N\u00e3o preciso de ningu\u00e9m. Tenho o meu ursinho&#8221;). Vale ouvir.<\/p>\n<p><strong>4. Silva &#8211; Vista pro mar (Slap)<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/silva-vista-pro-mar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11679\" alt=\"silva-vista-pro-mar\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/silva-vista-pro-mar-625x625.jpg\" width=\"625\" height=\"625\" \/><\/a><\/strong>Se muita gente fala que o rock anda com a bola murcha, o que dizer ent\u00e3o do pop nacional. \u00c9 a\u00ed que o segundo disco do cantor e compositor &#8211; e produtor &#8211; <strong>L\u00facio Silva<\/strong> me empolgou logo na primeira audi\u00e7\u00e3o. Trinta anos depois do rock nacional abusar dos sintetizadores a tal ponto que tudo pareceu exageradamente igual, o m\u00fasico capixaba redime os teclados e programa\u00e7\u00f5es em composi\u00e7\u00f5es cheias de camadas. Pra n\u00e3o ficar enlatado demais, uma banda completa os arranjos com bateria, guitarras e sopros. Apesar de viciante, <strong>Vista pro mar<\/strong> n\u00e3o parece algo que v\u00e1 se desfazer nos pr\u00f3ximos meses. Pelo contr\u00e1rio, poderia ser um bom caminho para os velhos nomes do pop nacional descobrirem. S\u00f3 mais uma coisa: <strong>Fernanda Takai<\/strong> participa em <em><strong>Okinawa<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p><strong>5. Ziggy Marley &#8211; Fly rasta (Sony Music)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/flyrasta.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11680\" alt=\"flyrasta\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/flyrasta-625x625.jpg\" width=\"625\" height=\"625\" \/><\/a>Embora n\u00e3o renegue o DNA do pai, <strong>Ziggy Marley<\/strong> se disp\u00f5e a expandir os limites do reggae em <strong>Fly rasta<\/strong>. Por sinal, essa miss\u00e3o j\u00e1 faz parte do seu trabalho desde os primeiros discos, o que tamb\u00e9m j\u00e1 ganhou o nome de m\u00fasica vendida e tudo mais. Neste quinto cap\u00edtulo da sua hist\u00f3ria discogr\u00e1fica, o segundo filho de Bob Marley emula a figura do pai a cada minuto e nem tenta mudar fugir do t\u00edtulo de &#8220;herdeiro natural&#8221;. A voz \u00e9 igual, a inflex\u00f5es copiadas e o som \u00e9 aquele reggae bem polido, que pode virar trilha sonora de filmes de surf. <strong>Fly rasta<\/strong> funciona num churrasco, na praia ou na roda de viol\u00e3o. Mas n\u00e3o vai al\u00e9m disso.<\/p>\n<p><strong>6. Thamires Tannous &#8211; Canto para aldebar\u00e3<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/CAPA_JPEG_ALTA-690x614.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11681\" alt=\"CAPA_JPEG_ALTA-690x614\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/07\/CAPA_JPEG_ALTA-690x614-625x556.jpg\" width=\"625\" height=\"556\" \/><\/a><\/strong>Descendente de libaneses nascida no Brasil, esta cantora de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, uniu suas duas por\u00e7\u00f5es para criar um disco que prima por arranjos bem trabalhos e melodias sinuosas. Soprano sem excessos, <strong>Thamires<\/strong> se apropria do repert\u00f3rio de forma segura e tenta n\u00e3o se prender \u00e0s regras. Ponto pra ela, que fez um trabalho bonito e que j\u00e1 anuncia uma carreira promissora. Das 11 can\u00e7\u00f5es, 10 s\u00e3o autorais com parceiros como Kl\u00e9ber Albuquerque, Luiz Tatit e Estrela Leminski. Meio tango, meio \u00e1rabe, <em><strong>J\u00e1 deu<\/strong><\/em> \u00e9 um destaque com seu solo de acordeon feito por <strong>Toninho Ferragutti<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos a mais um cap\u00edtulo do meu acerto de contas. Pra quem n\u00e3o entendeu, estive de f\u00e9rias durante o m\u00eas de Copa do Mundo. 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