{"id":11836,"date":"2014-08-08T14:00:06","date_gmt":"2014-08-08T17:00:06","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=11836"},"modified":"2014-08-08T14:00:06","modified_gmt":"2014-08-08T17:00:06","slug":"rpm-traz-turne-elektra-amanha-para-fortaleza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2014\/08\/08\/rpm-traz-turne-elektra-amanha-para-fortaleza\/","title":{"rendered":"RPM traz a turn\u00ea Elektra amanh\u00e3 para Fortaleza"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/08\/IMG_9127.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11838\" alt=\"IMG_9127\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/08\/IMG_9127-625x413.jpg\" width=\"625\" height=\"413\" \/><\/a>No in\u00edcio dos anos 1980, um meteoro passou rapidamente pelo Brasil deixando uma marca indel\u00e9vel na m\u00fasica que se produzia no Pa\u00eds. O nome desse meteoro \u00e9 <span style=\"color: #ff0000\"><strong>RPM<\/strong><\/span>, banda paulistana formada por Paulo Ricardo (baixo e voz), Luiz Schiavon (teclados), Fernando Deluqui (guitarra), Paulo Pagni (bateria). <!--more-->Marco na primeira gera\u00e7\u00e3o do rock nacional, o quarteto atingiu o auge fama antes mesmo de estar completo. Estouraram nas r\u00e1dios, viraram s\u00edmbolos de beleza e logo abra\u00e7aram clich\u00eas do rock, como drogas e brigas internas. O resultado foi a implos\u00e3o antes dos tr\u00eas anos de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Depois de algumas tentativas de reaproxima\u00e7\u00e3o, o <span style=\"color: #ff0000\"><strong>RPM<\/strong> <\/span>parece ter resolvido suas pendengas em 2011, quando decidiu voltar a tocar junto. Para selar de vez esse novo momento, eles lan\u00e7aram o disco <strong>Elektra<\/strong> e sa\u00edram tocando pelo Brasil. A agenda cheia abre um espa\u00e7o para Fortaleza neste s\u00e1bado, na Musique. Com ares de superprodu\u00e7\u00e3o, o show traz proje\u00e7\u00f5es coloridas, palcos com elevadores e muito raio laser.<\/p>\n<p>Promover megashows est\u00e1 na g\u00eanese do <strong><span style=\"color: #ff0000\">RPM<\/span><\/strong>. Com o estouro de oito das 11 faixas do LP de estreia, o vigoroso <strong>Revolu\u00e7\u00f5es Por Minuto<\/strong> (1985), a banda deu in\u00edcio a uma turn\u00ea cheia de casas lotadas. Com muito gelo seco e poucos detalhes no palco, o espet\u00e1culo foi inovador ao usar raio laser como elemento c\u00eanico. A dire\u00e7\u00e3o do show foi entregue ao maior showman brasileiro, Ney Matogrosso, que sugeriu que Paulo Ricardo usasse camiseta no palco. Certo da beleza do vocalista, a sugest\u00e3o deu a ele o posto de sex symbol nacional, por quem milhares de garotas se descabelavam diariamente.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=drTurru15cE[\/youtube]\n<p>O sucesso da turn\u00ea inicial do <span style=\"color: #ff0000\"><strong>RPM<\/strong> <\/span>foi tanto que acabou gerando um prematuro disco ao vivo. Com poucas novidades a mostrar, j\u00e1 que tratava-se do segundo lan\u00e7amento do quarteto, <strong>R\u00e1dio Pirata Ao Vivo<\/strong> (1986) trouxe os sucessos do antecessor e covers de Caetano Veloso (<em><strong>London, London<\/strong><\/em>) e Secos &amp; Molhados (<em><strong>Flores astrais<\/strong><\/em>). O resultado: mais de 2,5 milh\u00f5es de c\u00f3pias vendidas, n\u00famero poucas vezes atingido na hist\u00f3ria fonogr\u00e1fica brasileira. At\u00e9 o Globo Rep\u00f3rter seguiu os m\u00fasicos em turn\u00ea para montar um programa especial sobre aquela \u201cbeatlemania \u00e0 brasileira\u201d.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s das c\u00e2meras e cortinas, o quarteto vivia um cansa\u00e7o gigantesco, do palco, da rotina e uns dos outros. O resultado dessa crise ficou not\u00f3rio no disco <strong>RPM<\/strong>, lan\u00e7ado em 1988, mais conhecido pelo apelido de \u201cQuatro coiotes\u201d. Sem um hit ganchudo como <em><strong>Louras geladas<\/strong><\/em> ou <em><strong>A cruz e a espada<\/strong><\/em>, o p\u00fablico menosprezou boas can\u00e7\u00f5es como <em><strong>Show it to me<\/strong><\/em> e <em><strong>Partners<\/strong><\/em> (esta com a participa\u00e7\u00e3o de Siedah Garrett, parceira de Michael Jackson em <em>I just can\u2019t stop loving you<\/em>), e o disco vendeu apenas 250 mil c\u00f3pias \u2013 o que seria bom para qualquer outra banda.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=fWltjh5t-eY[\/youtube]\n<p>Diante da estafa e do fracasso do terceiro disco, o <strong>RPM<\/strong> encerrou suas atividades como banda. Eles s\u00f3 voltaram a tocar juntos 14 anos depois, quando registraram um especial para a MTV. Logo depois, uma nova briga em torno da marca <strong>RPM<\/strong> afastou os m\u00fasicos, que precisaram de nove anos para resolver a quest\u00e3o. Depois de lan\u00e7arem um box com os primeiros discos, m\u00fasicas raras e um DVD com imagens hist\u00f3ricas, eles anunciaram via Twitter que estavam ensaiando m\u00fasicas novas. Com mais programa\u00e7\u00f5es e peso, o disco <strong>Elektra<\/strong> chegou para acrescentar um novo cap\u00edtulo \u00e0 hist\u00f3ria da banda. Agora, para o segundo semestre de 2014, eles planejam lan\u00e7ar o registro ao vivo da nova turn\u00ea e um EP com quatro faixas in\u00e9ditas. \u00c9 a revolu\u00e7\u00e3o que eles n\u00e3o deixam parar.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong> RPM \u2013 Elektra<\/strong><br \/>\n<strong> Onde:<\/strong> Musique Fortaleza (Av. Washington Soares, 6300 \u2013 Messejana)<br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> s\u00e1bado (9), \u00e0s 22h<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 42 (arena), R$ 72 (frontstage) e R$ 92 (camarote). \u00c0 venda nas lojas Blinclass, Distriv\u00eddeo (Av. Ant\u00f4nio Sales) e site <a href=\"http:\/\/www.ingressando.com.br\" target=\"_blank\">Ingressando<\/a><br \/>\n<strong>Outras informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> 3230.1917<\/p>\n<p>++++++++++++++++++++++<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/08\/paulo-ricardo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11839\" alt=\"paulo-ricardo\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2014\/08\/paulo-ricardo-625x331.jpg\" width=\"625\" height=\"331\" \/><\/a><strong>Acompanhe a entrevista exclusiva com Paulo Ricardo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Como tem sido a turn\u00ea Elektra? O que o p\u00fablico tem comentado sobre o novo repert\u00f3rio?<\/strong><br \/>\n<strong> Paulo Ricardo &#8211;<\/strong> Chegamos a um repert\u00f3rio apurado, que agrada todo tipo de p\u00fablico, sem deixar de mostrar as novas can\u00e7\u00f5es. Mas sabemos que a maioria das pessoas vai a um show pra ouvir e cantar os grandes sucessos do artista. E n\u00f3s temos o maior orgulho e prazer em tocar todos eles.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; At\u00e9 o final do ano, voc\u00eas devem lan\u00e7ar o registro da nova turn\u00ea. O que pode adiantar desse trabalho.<\/strong><br \/>\n<strong> Paulo Ricardo &#8211;<\/strong> Estamos trabalhando com uma galera muito jovem e pretendemos romper todos os paradigmas do que seja um DVD musical. Pretendemos contar um pouco da nossa hist\u00f3ria pra quem n\u00e3o viveu, e a loucura da turn\u00ea Elektra, mas em cap\u00edtulos que ser\u00e3o apresentados aos poucos pela web.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Como anda a produ\u00e7\u00e3o de novas can\u00e7\u00f5es? J\u00e1 existe previs\u00e3o para um novo trabalho de in\u00e9ditas?<\/strong><br \/>\n<strong> Paulo Ricardo &#8211;<\/strong> Al\u00e9m de \u201cPrimavera Tropical\u201d, que j\u00e1 est\u00e1 nas r\u00e1dios e na web, lan\u00e7aremos um EP com 4 m\u00fasicas in\u00e9ditas ainda este ano.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Apesar dos poucos discos e do longo tempo de inatividade, o RPM nunca foi esquecido pelo p\u00fablico e nunca deixou de tocar no r\u00e1dio. De que formas esse legado foi bom e ruim na hora de recome\u00e7ar a banda em 2011? Em algum momento ficaram preocupados em comprometer o legado da banda?<\/strong><br \/>\n<strong> Paulo Ricardo &#8211;<\/strong> Tivemos essa preocupa\u00e7\u00e3o em 2008, quando lan\u00e7amos o box \u201cRevolu\u00e7\u00e3o- RPM 25 anos\u201d, e o livro \u201cRevela\u00e7\u00f5es por Minuto\u201d. Por isso decidimos que s\u00f3 voltar\u00edamos a bordo de um CD de in\u00e9ditas. Mas desde o lan\u00e7amento de Elektra, voltamos com tudo e as pessoas j\u00e1 perceberam que viemos pra ficar.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=va8el0wurC4[\/youtube]\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O RPM sempre falou de pol\u00edtica em suas m\u00fasicas. Como voc\u00eas analisam o assunto hoje em dia, principalmente em ano eleitoral?<\/strong><br \/>\n<strong> Paulo Ricardo &#8211;<\/strong> Por favor, veja (e se poss\u00edvel, publique) a letra de \u201cPrimavera Tropical\u201d. \u00c9 a resposta \u00e0 sua pergunta.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Quando o RPM surgiu, o rock nacional vivia seu auge comercial. Hoje, o mercado \u00e9 dominado por sons descart\u00e1veis e popularescos. Como voc\u00eas veem esse cen\u00e1rio atual e o que fazer para manter o RPM no rumo?<\/strong><br \/>\n<strong> Paulo Ricardo &#8211;<\/strong> Fazemos o nosso som. As tend\u00eancias, art\u00edsticas e de mercado, s\u00e3o, como a vida, pendulares. Hoje a internet d\u00e1 mais liberdade a quem faz e a quem consome m\u00fasica. O resto \u00e9 quest\u00e3o de gosto. A n\u00f3s, cabe dar o sangue e fazer o melhor a cada \u00e1lbum e a cada apresenta\u00e7\u00e3o. O p\u00fablico \u00e9 o grande juiz.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Muito j\u00e1 se comentou sobre o fato de voc\u00ea gostar muito de misturar o rock com ritmos brasileiros, algo que ficou muito claro no Quatro coiotes. Queria saber que artistas t\u00eam te chamado a aten\u00e7\u00e3o ultimamente, tanto do rock como dos sons brasileiros.<\/strong><br \/>\n<strong> Paulo Ricardo &#8211;<\/strong> Sim, Vanguart, Silva, C\u00e9u, tem muita gente boa trilhando este caminho. O pr\u00f3prio dueto de Vanessa da Mata com Ben Harper foi genial.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Em 1993, voc\u00ea lan\u00e7ou o disco Paulo Ricardo &amp; RPM, composto por parcerias suas com o Deluqui. Apesar de \u00f3timas m\u00fasicas como \u201cP\u00e9rola\u201d e \u201cOutro lado\u201d, esse disco tem ficado de fora dos shows de voc\u00eas \u2013 com exce\u00e7\u00e3o de \u201cNinfa\u201d, que foi regravada. Apesar de se tratar de um disco pol\u00eamico na hist\u00f3ria da banda, voc\u00ea n\u00e3o pensam aproveit\u00e1-lo mais?<\/strong><br \/>\n<strong> Paulo Ricardo &#8211;<\/strong> Tenho feito estas can\u00e7\u00f5es em espor\u00e1dicos shows solo, mas quem sabe na pr\u00f3xima turn\u00ea do RPM? Eu, particularmente, curto muito aquele trabalho, mas devo admitir que o PA e o Schiavon tem um certo ci\u00fame hehe&#8230;<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JLEChl7j-Yw[\/youtube]\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Muita gente ainda lembra de um show que voc\u00eas fizeram h\u00e1 muitos anos aqui no Cear\u00e1, no gin\u00e1sio Paulo Sarasate. O que te marcou nas passagens (n\u00e3o somente como RPM) por Fortaleza e qual a expectativa para esse show?<\/strong><br \/>\n<strong> Paulo Ricardo &#8211;<\/strong> Pela dist\u00e2ncia e pela hegem\u00f4nica cena do forr\u00f3, sabemos que o simples fato de estarmos tocando em Fortaleza \u00e9 sinal de que o p\u00fablico nos quer muito. E \u00e9 sempre on\u00edrico ir ao Nordeste, aquelas paisagens tipicamente MPB, e a onipresen\u00e7a de Fagner, Alceu, Gonzag\u00e3o. Mas sabemos o qu\u00e3o sedento \u00e9 o p\u00fablico roqueiro, carente de espet\u00e1culos, e vamos trazer uma superprodu\u00e7\u00e3o, com sangue nos olhos e faca nos dentes!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio dos anos 1980, um meteoro passou rapidamente pelo Brasil deixando uma marca indel\u00e9vel na m\u00fasica que se produzia no Pa\u00eds. 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