{"id":11858,"date":"2014-08-14T10:40:19","date_gmt":"2014-08-14T13:40:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=11858"},"modified":"2014-08-14T10:40:19","modified_gmt":"2014-08-14T13:40:19","slug":"livro-1973-o-ano-que-reinventou-mpb-e-lancado-porto-iracema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2014\/08\/14\/livro-1973-o-ano-que-reinventou-mpb-e-lancado-porto-iracema\/","title":{"rendered":"Livro &#8220;1973 &#8211; o ano que reinventou a MPB&#8221; \u00e9 lan\u00e7ado no Porto Iracema"},"content":{"rendered":"<p>O come\u00e7o da d\u00e9cada de 1970 marcou um novo per\u00edodo para o mercado fonogr\u00e1fico da m\u00fasica popular brasileira. Os discos de Gonzaguinha, Walter Franco, Elton Medeiros, Nan\u00e1 Vasconcelos, Novos Baianos eram lan\u00e7ados depois do sucesso que foram os grandes festivais dos anos 1960. Com esse mote, um livro organizado pelo jornalista carioca C\u00e9lio Albuquerque ser\u00e1 lan\u00e7ado hoje \u00e0 noite no Porto Iracema das Artes, mostrando a versatilidade da produ\u00e7\u00e3o naquele in\u00edcio de d\u00e9cada. 1973 \u2013 o ano que reinventou a MPB (Sonora Editora) traz artigos que analisam as hist\u00f3rias por tr\u00e1s de 50 discos lan\u00e7ados naquele ic\u00f4nico ano.<\/p>\n<p>Todos os artigos foram escritos por jornalistas de diversos estados do Pa\u00eds, como os cearenses Mona Gadelha e Marcos Sampaio, rep\u00f3rter do O POVO, al\u00e9m do sambista Moacyr Luz. \u201cCada pessoa que escreve tem, acima de tudo, intimidade com o disco, com o artista e com o tema abordado\u201d, conta C\u00e9lio. No pref\u00e1cio do livro, escrito pelo organizador, ele pontua que a compila\u00e7\u00e3o de artigos \u00e9, acima de tudo, \u201cum trabalho de arqueologia\u201d, onde s\u00e3o garimpados discos importantes para a constru\u00e7\u00e3o da identidade e da hist\u00f3ria musical do Brasil.<\/p>\n<p>O processo de escolha dos cinquenta discos foi debru\u00e7ado sobre pesquisa e conversas entre C\u00e9lio, Marcelo Fr\u00f3es e os jornalistas convidados. \u201cA princ\u00edpio, fomos listando alguns \u00e1lbuns que eram indispens\u00e1veis e chegamos a um n\u00famero de, mais ou menos, 80\u201d, conta. Mesmo com a rela\u00e7\u00e3o de trabalhos, os convidados tamb\u00e9m sugeriram \u00e1lbuns que t\u00eam relev\u00e2ncia hist\u00f3rica no mercado fonogr\u00e1fico e no cen\u00e1rio da m\u00fasica brasileira. Listas s\u00e3o, naturalmente, excludentes e, portanto, nessa peneira alguns discos ficaram de fora, como o Dor de Cotovelo, de Lupisc\u00ednio Rodrigues. \u201cFoi dif\u00edcil de encontrar algu\u00e9m que escrevesse sobre ele. At\u00e9 porque tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil de encontrar o disco, que a gente ouve falar, mas n\u00e3o v\u00ea\u201d.<\/p>\n<p><strong>Fertilidade musical<\/strong><br \/>\nOs festivais na d\u00e9cada de 1960 marcaram uma gera\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da MPB, lan\u00e7ando m\u00fasicos como Chico Buarque, Gilberto Gil, Geraldo Vandr\u00e9, Nara Le\u00e3o, Edu Lobo e Elis Regina. C\u00e9lio Albuquerque lembra que o modelo dos programas televisivos era mais popular que as novelas exibidas \u00e0 \u00e9poca, mas, em 1972, os festivais j\u00e1 mostravam cansa\u00e7o e fragilidades.<\/p>\n<p>Nesse contexto, 1973 foi um ano de fertilidade para a MPB, quando m\u00fasicos tiveram ideias vanguardistas que at\u00e9 hoje influenciam gera\u00e7\u00f5es. \u201cA MPB come\u00e7a a crescer em v\u00e1rios segmentos, com o intuito principal de produzir m\u00fasica de qualidade, de experimentar\u201d, pontua o organizador do livro. C\u00e9lio faz um paralelo com o que ocorre hoje e considera que os talentos da m\u00fasica brasileira continuam se reinventando por novidades, sem esquecer o passado musical t\u00e3o presente no Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento de 1973 &#8211; o ano que reinventou a MPB<br \/>\nQuando: hoje, \u00e0s 19 horas<br \/>\nOnde: Porto Iracema das Artes (R. Drag\u00e3o do Mar, 160 &#8211; Praia de Iracema)<br \/>\nEntrada franca.<br \/>\nTelefone: 3226 0644<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O come\u00e7o da d\u00e9cada de 1970 marcou um novo per\u00edodo para o mercado fonogr\u00e1fico da m\u00fasica popular brasileira. 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