{"id":12689,"date":"2015-03-16T10:59:46","date_gmt":"2015-03-16T13:59:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=12689"},"modified":"2015-03-16T10:59:46","modified_gmt":"2015-03-16T13:59:46","slug":"quando-os-gigantes-bocejam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/03\/16\/quando-os-gigantes-bocejam\/","title":{"rendered":"Quando os gigantes bocejam"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/61CkrvbFPHL._SL1500_.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-12741\" alt=\"61CkrvbFPHL._SL1500_\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/61CkrvbFPHL._SL1500_-625x596.jpg\" width=\"625\" height=\"596\" \/><\/a>Tr\u00eas estrelas do rock internacional, cada uma com sua grandeza, lan\u00e7aram trabalhos entre o final de 2014 e o in\u00edcio de 2015. A primeira delas \u00e9 de fato uma lenda, o <span style=\"color: #ff00ff\"><strong>Pink Floyd<\/strong><\/span>. O an\u00fancio do lan\u00e7amento de<strong> The endless river<\/strong> (Sony\/ BMG) foi anunciado como um grande achado arqueol\u00f3gico capaz de mudar a hist\u00f3ria da humanidade. Pura balela. <!--more-->Reuni\u00e3o de sobras deixadas ap\u00f3s o encerramento daquele que foi, de fato, o \u00faltimo trabalho do quarteto ingl\u00eas, <em>The division bell<\/em> (1994), este r\u00e9quiem insosso s\u00f3 virou not\u00edcia por que envolve uma das maiores bandas da hist\u00f3ria. Come\u00e7a que quase tudo \u00e9 um instrumental ran\u00e7oso e plastificado. Passa quil\u00f4metros dos trabalhos mais fracos feitos quando o quarteto ainda estava junto. \u00c9, o quarteto n\u00e3o est\u00e1 junto aqui, apenas David Gilmour e Nick Mason. Rick Wright, falecido em 2008, comparece em esp\u00edrito atrav\u00e9s de grava\u00e7\u00f5es guardadas e \u00e9 a ele que <strong>The endless river<\/strong> \u00e9 dedicado. Mas, sim, o disco vale pelo bel\u00edssimo trabalho gr\u00e1fico da edi\u00e7\u00e3o nacional (imagine a importada). Tamb\u00e9m \u00e9 verdade que qualquer trabalho lan\u00e7ado pelo <span style=\"color: #ff00ff\"><strong>Pink Floyd<\/strong> <\/span>merece ser analisado com respeito e devidamente contextualizado. No caso deste, vale para os f\u00e3s mais ardorosos, pela curiosidade e por envolver alguns dos nomes mais poderosos da hist\u00f3ria do rock.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/1035x1035-large.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-12742\" alt=\"1035x1035-large\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/1035x1035-large-625x625.jpg\" width=\"625\" height=\"625\" \/><\/a>Outra baliza roqueira que chegou \u00e0s lojas com disco novo foi o <span style=\"color: #000080\"><strong>U2<\/strong><\/span>. Perdidos naquele bom mocismo de Bono Vox, <strong>Songs of innocence<\/strong> (Universal) empalidece ao longo de 16 faixas que pendem entre a vontade de soar agressivo e a necessidade de parecer moderno. Em muito momentos, parece que o quarteto, que adora dizer que \u00e9 a maior banda de rock da atualidade (como se isso quisesse dizer alguma coisa), quer soar como jovens que surgiram d\u00e9cadas depois deles. The Edge continua requentando os mesmos timbres de guitarra, como se, de um deles, pudessem, milagrosamente, sair um novo <em>With or without you<\/em> ou um<em> I will follow<\/em>. O fato \u00e9 que o tempo passou e na necessidade de ser o maior, o <span style=\"color: #000080\"><strong>U2<\/strong> <\/span>perdeu a m\u00e3o da fazer somente boas can\u00e7\u00f5es. Aquelas que ficam marcadas como um hin\u00e1rio. Mais uma vez, o projeto gr\u00e1fico salva o disco que traz uma foto provocante e po\u00e9tica do baterista Larry Mullen Jr. abra\u00e7ando seu filho.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/10703995_10152761215532930_1090147185692117753_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-12743\" alt=\"10703995_10152761215532930_1090147185692117753_n\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/10703995_10152761215532930_1090147185692117753_n-625x625.jpg\" width=\"625\" height=\"625\" \/><\/a>Por fim, para salvar essa lista de enganos, o <span style=\"color: #800080\"><strong>AC\/DC<\/strong><\/span> chegou com seu 16\u00ba \u00e1lbum. Sim, <strong>Rock or bust<\/strong> (Sony\/ BMG) \u00e9 bom, n\u00e3o mais do que isso, e deve empolgar muita gente. A mim, inclusive. E isso s\u00f3 acontece por que os australianos se limitaram a fazer o que sabem de melhor, rock cru recheados de riffs furiosos. Angus Young continua uma usina de riffs ganchudos. A op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o inventar muito, faz de <strong>Rock or bust<\/strong> mais um entre tantos discos do <span style=\"color: #800080\"><strong>AC\/DC<\/strong><\/span>, o que, para os f\u00e3s com mais estrada, est\u00e1 \u00f3timo. No caso destes rapazes que ainda seguram a pecha de meninos maus, menos \u00e9 mais. E, por isso, eles venceram a parada com as lendas acima. Menos firula e mais rock.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas estrelas do rock internacional, cada uma com sua grandeza, lan\u00e7aram trabalhos entre o final de 2014 e o in\u00edcio de 2015. 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