{"id":1270,"date":"2010-08-28T01:03:29","date_gmt":"2010-08-28T04:03:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=1270"},"modified":"2010-08-28T01:03:29","modified_gmt":"2010-08-28T04:03:29","slug":"a-volta-do-rei-lagarto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2010\/08\/28\/a-volta-do-rei-lagarto\/","title":{"rendered":"A volta do Rei Lagarto"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-1272\" href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/a-volta-do-rei-lagarto\/untitled\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1272\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2010\/08\/untitled-300x370.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"370\" \/><\/a>A melhor \u00e9poca do rock&#8217;n&#8217;roll \u00e9 o per\u00edodo que pega as d\u00e9cadas de 1960 e 1970. Foi ali que surgiram os mestres que influenciaram boa parte do que se ouve hoje em dia. \u00c9 \u00e9poca de <strong><span style=\"color: #000080\">Beatles<\/span><\/strong> e suas experimenta\u00e7\u00f5es. \u00c9 \u00e9poca de <span style=\"color: #333300\"><strong>Jimi Hendrix<\/strong> <\/span>soltando fogo pelas ventas com a guitarra na m\u00e3o. \u00c9 \u00e9poca de <strong><span style=\"color: #ff00ff\">Woodstock<\/span><\/strong>, o festival que, se tivesse dado certo, teria dado errado. \u00c9 \u00e9poca de criatividade, pouca frescura e muito telento. No meio desse cen\u00e1rio e desse talento, um quarteto americano cravou seu nome usando e abusando de misturas sonoras, poesia e performances incendi\u00e1rias. Falo do <strong><span style=\"color: #ff0000\">The Doors<\/span><\/strong>. <strong><span style=\"color: #333399\">Jim Morrison<\/span><\/strong>, <strong><span style=\"color: #808080\">John Densmore<\/span><\/strong>, <span style=\"color: #ff6600\"><strong>Robby Krieger<\/strong> <\/span>e<strong><span style=\"color: #800000\"> Ray Manzarek<\/span><\/strong>, quatro amigos que, em seis anos, inventaram, chocaram e criaram hist\u00f3rias e lendas, boa parte delas registradas no livro <strong><span style=\"color: #333300\">The Doors por The Doors<\/span><\/strong>, lan\u00e7ado recentemente pela<strong> Editora A<\/strong>gir. O autor \u00e9 ningu\u00e9m menos que<strong><span style=\"color: #ff6600\"> Ben Fong-Torres<\/span><\/strong>, editor da revista <strong>Rolling Stone<\/strong> nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970 (um sortudo), que, de t\u00e3o importante, chegou a ser um dos personagens do (excelente) filme <strong><em>Quase Famosos<\/em><\/strong>, de Cameron Crowe. O conhecimento de<strong><span style=\"color: #ff6600\"> Torres<\/span><\/strong> sobre aqueles anos traz leveza e credibilidade para esta biografia que centra fogo na m\u00edtica figura de<strong><span style=\"color: #0000ff\"> Jim Morrison<\/span><\/strong>, o vocalista ator, que se deixava levar pela emo\u00e7\u00e3o e pela loucura na hora de fazer seu heppening. Um dos pontos onde o autor mais acertou foi ao transcrever <em>ipsis litteris<\/em> a fala de seus entrevistados. A lista a\u00ed \u00e9 enorme: os membros da banda, produtores, amigos, m\u00fasicos, empres\u00e1rios e, o mais curioso, o pai e a irm\u00e3 de <strong><span style=\"color: #0000ff\">Jim<\/span><\/strong>. \u00c9 isso mesmo, eles n\u00e3o est\u00e3o mortos como o vocalista costumava dizer em entrevistas. Desde que entrou para a banda,<strong><span style=\"color: #0000ff\"> Jim<\/span><\/strong> n\u00e3o viu mais seus pais e costumava dizer que os havia perdido em um acidente. &#8220;Talvez um dia entraremos em contato novamente. N\u00e3o posso ira para casa no para a ceia de Natal e depois voltar e fazer o que fa\u00e7o, pois eles v\u00e3o querer me ver a toda hora. N\u00e3o d\u00e1 pra ser filho de meio per\u00edodo&#8221;, teria comentado\u00a0ele a sua irm\u00e3, mas n\u00e3o se sabe quando. <strong><span style=\"color: #ff6600\">Torres<\/span><\/strong>, que interfere nas narrativas acrescentando, contextualizando e at\u00e9 mesmo corrigindo depoimentos,\u00a0tamb\u00e9m n\u00e3o deixa barata a rela\u00e7\u00e3o de <strong><span style=\"color: #0000ff\">Morrison<\/span><\/strong> com as drogas, pricipalmente quando o assunto \u00e9 o alcoolismo. Assim como era imprevis\u00edvel o que ele faria no palco, era imprevis\u00edvel saber se ele estaria no palco ou se aguentaria fazer o show at\u00e9 o fim. O livro busca encadear de forma r\u00e1pida tudo aquilo que foi fundamental para\u00a0que a hist\u00f3ria do quarteto fosse elevada ao estatus de lenda: o encontro de Jim com o \u00edndio morto, suas confus\u00f5es com a pol\u00edcia, seus trabalhos solo, seus conselhos fora de hora para os f\u00e3s, etc. \u00a0<span style=\"color: #333300\"><strong>The Doors por The Doors<\/strong> <\/span>encerra com coment\u00e1rios sobre a v\u00eddeobiografia da banda feita por <span style=\"color: #008000\"><strong>Oliver Stone<\/strong> <\/span>em 1991 com <strong>Val Kilmer<\/strong> no papel de Jim. O filme dividiu opini\u00f5es que v\u00e3o do total desprezo \u00e0 perfeita adora\u00e7\u00e3o. &#8220;Esta n\u00e3o \u00e9 a hist\u00f3ria dos Doors, mas sim o lado negro do sexo e das drogas&#8221;, comenta Ray. The Doors por The Doors \u00e9 leitura obrigat\u00f3ria para qualquer f\u00e3 de m\u00fasica, ainda mais para f\u00e3s de rock. Ricamente ilustrado, textos leves, r\u00e1pidos e acess\u00edveis. E um lend\u00e1rio autor que sabe muito bem o que diz. Os Doors merecem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A melhor \u00e9poca do rock&#8217;n&#8217;roll \u00e9 o per\u00edodo que pega as d\u00e9cadas de 1960 e 1970. 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