{"id":12773,"date":"2015-03-19T10:38:07","date_gmt":"2015-03-19T13:38:07","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=12773"},"modified":"2015-03-19T10:38:07","modified_gmt":"2015-03-19T13:38:07","slug":"thiago-pethit-apresenta-em-fortaleza-seu-rock-acucarado-e-querido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/03\/19\/thiago-pethit-apresenta-em-fortaleza-seu-rock-acucarado-e-querido\/","title":{"rendered":"Thiago Pethit apresenta em Fortaleza seu rock a\u00e7ucarado e querido"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/Pethit-colorido-2_by_gianfranco-brice\u00f1o-2015.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12774\" alt=\"Pethit colorido 2_by_gianfranco brice\u00f1o 2015\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/Pethit-colorido-2_by_gianfranco-brice\u00f1o-2015.jpg\" width=\"720\" height=\"480\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/Pethit-colorido-2_by_gianfranco-brice\u00f1o-2015.jpg 720w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/Pethit-colorido-2_by_gianfranco-brice\u00f1o-2015-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/03\/Pethit-colorido-2_by_gianfranco-brice\u00f1o-2015-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a>Ao ouvir os poucos mais de 30 minutos do disco <a href=\"http:\/\/www.thiagopethit.com\" target=\"_blank\"><strong>Rock\u2019n\u2019roll sugar darling<\/strong><\/a>, voc\u00ea pode imaginar que j\u00e1 conhece aquilo tudo. \u00c9 uma percuss\u00e3o que lembra <em>Simpathy for the devil<\/em> dos Rolling Stones; um figurino que parece Ramones; um toque de guitarra bem pr\u00f3ximo de Velvet Underground; um refr\u00e3o que copia os Stooges. Pl\u00e1gio? C\u00f3pia deslavada? Homenagem? De fato, tudo isso foi planejado por <span style=\"color: #000080\"><strong>Thiago Pethit<\/strong><\/span> para seu terceiro disco, que apresenta amanh\u00e3 (20) em Fortaleza, no \u00d3rbita Bar.<!--more--><\/p>\n<p>O cantor paulistano (que parece muito com Nick Cave) quis trazer em seu novo trabalho um esp\u00edrito h\u00e1 tempos adormecido do rock lascivo, provocador e politicamente incorreto. \u201cEstou repetindo um chav\u00e3o de sexo, drogas e rock\u2019n\u2019roll, e fico pensando no que teria me levado a querer falar nesse assunto. O mundo se voltou para assuntos moralistas com roqueiros pedindo a ditadura militar. Esse rock que eu fa\u00e7o volta a levantar uma bandeira de liberdade\u201d, explica <span style=\"color: #000080\"><strong>Pethit<\/strong><\/span>, em entrevista por telefone.<\/p>\n<p>Em diferentes tons, o ritmo que deu vida a Elvis e Chuck Berry j\u00e1 faz parte da carreira deste artista de 29 anos desde o in\u00edcio. Ac\u00fastico, suave e sem guitarras, a estreia em 2010 com <strong>Berlim-Texas<\/strong> foi feita seguindo o lema punk do \u201cfa\u00e7a-voc\u00ea-mesmo\u201d. Na superf\u00edcie, nada ali era rock, a n\u00e3o ser a postura. \u201cEm 2010, um homem cantor que pudesse se mostrar na frente de uma banda, falando de sentimentos como uma menina diria, foi muito rock\u2019n\u2019roll. Quando falo rock, acredito que n\u00e3o seja s\u00f3 um g\u00eanero musical. \u00c9 uma linguagem. O funk carioca carrega algo de rock\u2019n\u2019roll\u201d, comenta <span style=\"color: #000080\"><strong>Pethit<\/strong> <\/span>que acabou sendo posto da prateleira da nova MPB ao lado de Tulipa ou Jeneci.<\/p>\n<p>Dois anos depois, veio <strong>Estrela decadente<\/strong> que botou mais peso na mistura e se aproximou de figuras como Cazuza e The Cure. \u201cMeus discos nascem muito do meu processo pessoal. <strong>Berlim-Texas<\/strong> n\u00e3o tinha nenhum processo ainda. Eu era s\u00f3 um garoto bem naif, ing\u00eanuo. Durante a turn\u00ea, entrei em contato com mercado, p\u00fablico e tive que entender o que \u00e9 ser produto. Entrei em depress\u00e3o. <strong>Estrela decadente<\/strong> j\u00e1 \u00e9 algo de quem tomou algumas lamban\u00e7as. Foi um disco resultado dessa aprendizagem, querendo ser mais claro, mais consciente dessas escolhas\u201d, remonta o artista.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=g_SQ8AkUcME[\/youtube]\n<p>O pr\u00f3ximo passo foi ousar mais em busca do que chama de \u201crock a\u00e7ucarado e querido\u201d. A carta de intens\u00f5es de <span style=\"color: #993300\"><strong>Rock\u2019n\u2019roll Sugar Darling<\/strong><\/span> \u00e9 entregue logo na abertura, com a presen\u00e7a de Joe Dallesandro, sex symbol underground dos anos 1970, ligado ao guru pop Andy Warhol. A carrada de s\u00edmbolos trazida na voz amorfa do ator norte-americano, hoje com 66 anos, sintetiza as ideias de <span style=\"color: #000080\"><strong>Pethit<\/strong> <\/span>em resgatar uma \u00e9poca mais agressiva \u2013 sonora, sexual e discursiva \u2013 do rock. Para lapidar a proposta, o paulistano convidou os produtores Kassin, de olho no seu conhecimento sobre sons e instrumentos vintage, e Adriano Cintra, pelo olhar mais contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 uma empolgante massa sonora, feita basicamente de bateria, riffs econ\u00f4micos de guitarra e baixo marcado. As letras misturam ingl\u00eas e portugu\u00eas em situa\u00e7\u00f5es fortes e sem meias palavras. \u201cBaby, quando eu te vi eu n\u00e3o soube dizer se queria matar ou se queria meter\u201d, diz <em><strong>Romeo<\/strong><\/em>, parceria com H\u00e9lio Flanders (Vanguart). \u201cEu sei que, assim como eu, voc\u00ea faz do escuro seu lugar seguro\u201d, continua em\u00a0<em><strong>1992<\/strong><\/em>. \u201cDoce como a\u00e7\u00facar, explode na sua boca, vem chupar meu rock&#8217;n&#8217;roll\u201d, convida a faixa-t\u00edtulo.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0jILNQ0gT54[\/youtube]\n<p>Pela primeira em Fortaleza, <span style=\"color: #000080\"><strong>Thiago Pethit<\/strong><\/span> comemora que esteja vindo com seu trabalho mais maduro at\u00e9 o momento. Ele conta que a vontade de tocar no Cear\u00e1 j\u00e1 vem desde o tempo que trabalhava com Yuri Kalil e conviveu com Fernando Catatau e R\u00e9gis Damasceno, todos do Cidad\u00e3o Instigado. Certo de que o rock n\u00e3o morreu, apenas encaretou, ele pretende mostrar por aqui como \u00e9 que se faz rock de verdade. \u201cO rock ficou na m\u00e3o de homens brancos e heterossexuais. Nos anos 1950 e 60, a ideia era ser uma voz das minorias. Essa \u00e9 a grande quest\u00e3o. Se ele \u00e9 dominado por homens brancos, s\u00f3 fala para esse p\u00fablico. Agora, se o rock for de fato transgressor, libertador, n\u00e3o tenho d\u00favida que ele volta a ser um g\u00eanero que mobilize as pessoas\u201d, encerra.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> sexta-feira (20), \u00e0s 21h<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> \u00d3rbita Bar (Rua Drag\u00e3o do Mar 207 \u2013 Praia de Iracema)<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 30. \u00c0 venda no local<br \/>\n<strong>Outras info.:<\/strong> 3453.1421<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao ouvir os poucos mais de 30 minutos do disco Rock\u2019n\u2019roll sugar darling, voc\u00ea pode imaginar que j\u00e1 conhece aquilo tudo. \u00c9 uma percuss\u00e3o que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[126,129,283,361,386],"tags":[],"class_list":["post-12773","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-em-fortaleza","category-entrevistas","category-nacional","category-shows","category-thiago-pethit"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}