{"id":12990,"date":"2015-05-11T10:15:55","date_gmt":"2015-05-11T13:15:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=12990"},"modified":"2015-05-11T10:15:55","modified_gmt":"2015-05-11T13:15:55","slug":"paulinho-da-viola-comemora-50-anos-de-samba-com-box","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/05\/11\/paulinho-da-viola-comemora-50-anos-de-samba-com-box\/","title":{"rendered":"Paulinho da Viola comemora 50 anos de samba com box"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/05\/1006650230.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-12991\" alt=\"AF_ENCARTE_IMPRESSO_CD_Bowie_04.indd\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/05\/1006650230-625x625.jpg\" width=\"625\" height=\"625\" \/><\/a>A renova\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que faz parte do card\u00e1pio cotidiano de boa parte dos seres. Procurar novas formas de fazer o que se faz, melhorar, crescer, conhecer coisas novas. No mundo da m\u00fasica, esse elemento \u00e9 respons\u00e1vel por recriar carreiras, provocar mudan\u00e7as art\u00edsticas, novas parcerias, descobertas de instrumentos e ritmos. No mundo particular de <span style=\"color: #008080\"><strong>Paulinho da Viola<\/strong> <\/span>a renova\u00e7\u00e3o existe, mas se constr\u00f3i de dentro para fora.<\/p>\n<p>Ouvindo em sequ\u00eancia os 11 discos da caixa <span style=\"color: #33cccc\"><strong>Ruas que sonhei<\/strong><\/span>, lan\u00e7ada pela Universal Music, se percebe que o sambista criou um modo de trabalho que \u00e9 imune a modismos e envelhecimento. Como um senhor do pr\u00f3prio tempo, ele costura presente e passado seguindo o pr\u00f3prio ritmo e confirmando que a pressa pode ser inimiga da perfei\u00e7\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p><span style=\"color: #33cccc\"><strong>Ruas que sonhei<\/strong><\/span> re\u00fane os 10 discos lan\u00e7ado por <span style=\"color: #008080\"><strong>Paulinho da Viola<\/strong><\/span> ao longo da d\u00e9cada de 1970 \u2013 al\u00e9m de uma colet\u00e2nea in\u00e9dita de raridades. Se estiv\u00e9ssemos falando de um artista comum, seria \u00f3bvio que &#8220;10 discos em 10 anos&#8221; \u00e9 sin\u00f4nimo de &#8220;um disco por ano&#8221;. Mas o rel\u00f3gio do portelense n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o matem\u00e1tico. Teve ano sem disco e ano com dois discos. Tudo de acordo com a vontade e o tempo dele.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=1XDU9aavDf0[\/youtube]\n<p>O disco que abre o box e a d\u00e9cada de 1970 para <strong><span style=\"color: #008080\">Paulinho da Viola<\/span><\/strong> apresenta o p\u00fablico joias preciosas como <strong><i>Foi um rio que passou em minha vida<\/i><\/strong>, <strong><i>Tudo se transformou<\/i><\/strong> e <strong><i>Jurar com l\u00e1grimas<\/i><\/strong>. O \u00e1lbum lan\u00e7ado originalmente pela Odeon tamb\u00e9m esclarece o que Paulo C\u00e9sar Batista de Faria veio fazer no mundo: defender o samba com eleg\u00e2ncia, calor e refino. Como se a areia pudesse subir e descer na ampulheta, ele mistura composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias com interpreta\u00e7\u00f5es de mestres como Bucy Moreira, Cartola, Pixinguinha, Z\u00e9 Keti e Jo\u00e3o de Barro.<\/p>\n<p>No meio desse vai e vem temporal, ele ainda apresentou<strong> Mem\u00f3rias Chorando<\/strong> e <strong>Mem\u00f3rias cantando<\/strong>, lan\u00e7ados ao mesmo tempo em 1976. O primeiro \u00e9 uma pe\u00e7a instrumental que leva o ouvinte \u00e0s antigas rodas de choro, improviso, cerveja e conversa boa. E o segundo \u00e9 o mais do mesmo do carioca nascido em Botafogo: lirismo po\u00e9tico, melodias ricas, arranjos eruditos e mensagens populares.<\/p>\n<p>Conservando o visual original dos LPs, os disquinhos da caixa conservam os trabalhos gr\u00e1ficos feitos pelo essencial Elifas Andreato. A delicadeza que o artista usa para tratar a natureza, o amor e o tempo se alinham perfeitamente \u00e0 mensagem de Paulinho da Viola. Para confirmar, basta ver a emo\u00e7\u00e3o estampada na capa de <strong>Nervos de a\u00e7o<\/strong> (1973), disco que abre com <strong><i>Sentimentos<\/i><\/strong>.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nfl1O2uAcss[\/youtube]\n<p>Depois da hist\u00f3ria contada em Ruas que sonhei, <span style=\"color: #008080\"><strong>Paulinho da Viola<\/strong><\/span> teve uma produ\u00e7\u00e3o farta na d\u00e9cada de 1980 e foi parando. Cada vez mais dono do seu tempo, ele foi dividindo as obriga\u00e7\u00f5es profissionais com a fam\u00edlia, a m\u00fasica e a carpintaria, hobby anunciado na capa do disco de 1978 \u2013 aquele que trouxe <strong><i>Cora\u00e7\u00e3o leviano<\/i><\/strong>. Com tantos afazeres, j\u00e1 faz 19 anos que ele n\u00e3o lan\u00e7a disco in\u00e9dito e oito que n\u00e3o lan\u00e7a disco algum (o \u00faltimo, de 2007, foi o<strong> Ac\u00fastico MTV<\/strong>).<\/p>\n<p>E, para quem espera algo novo, ele j\u00e1 vem dizendo que n\u00e3o tem pressa de lan\u00e7ar trabalho algum. Tamb\u00e9m n\u00e3o adianta esperar novas parcerias, flertes com outros estilos ou uma novidade que renda not\u00edcia al\u00e9m da m\u00fasica em si. Assim como \u00e9 o rock do ACDC, o samba de Paulinho da Viola cresce quando se conserva, quando insiste em perpetuar fiel \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o. \u00c9 bem verdade que os discos de <span style=\"color: #33cccc\"><strong>Ruas que sonhei<\/strong><\/span> se parecem. Por isso, se um deles \u00e9 \u00f3timo, os outros tamb\u00e9m ser\u00e3o. E s\u00e3o.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nGQRJZtnXh8[\/youtube]\n<p>Paulinho da Viola em 5 tempos:<br \/>\n<strong>&#8211; Rosa de Ouro<\/strong><br \/>\nAntes de gravar um disco pr\u00f3prio, <span style=\"color: #008080\"><strong>Paulinho da Viola<\/strong><\/span> dividiu seis trabalhos coletivos. Com Clementina de Jesus, Araci Cortes e um time de sambistas, ele gravou o musical Rosa de Ouro em dois volumes. Em seguida, viriam outros dois com o grupo A Voz do Morro. E, com o amigo Elton Medeiros, ele fez o antol\u00f3gico Samba na madrugada.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Mangueirense?<\/strong><br \/>\nEm 1968, Herm\u00ednio Bello de Carvalho inscreveu a <em><strong>Sei l\u00e1, Mangueira<\/strong><\/em>, composi\u00e7\u00e3o sua com <span style=\"color: #008080\"><strong>Paulinho<\/strong><\/span>, no festival de m\u00fasica da Record. A atitude preocupou o sambista, que temeu o descontentamento dos colegas portelenses. Para se retratar, <span style=\"color: #008080\"><strong>Paulinho<\/strong> <\/span>escreveu <em><strong>Foi um rio que passou em minha vida<\/strong><\/em> como um pedido de desculpas.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Meu tempo \u00e9 hoje<\/strong><br \/>\nEm 2003, a vida de <span style=\"color: #008080\"><strong>Paulinho da Viola<\/strong><\/span> foi tema do document\u00e1rio Meu tempo \u00e9 hoje, de Izabel Jaguaribe. Misturando depoimentos e encontros musicais, o filme conta com participa\u00e7\u00f5es especiais de Marisa Monte, Teresa Cristina, Zeca Pagodinho, Am\u00e9lia Rabello e outros. O resultado \u00e9 um retrato \u00edntimo do compositor e sua obra.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Tributos<\/strong><br \/>\nEm 2000, os paulistanos Z\u00e9 Luiz Mazziotti e C\u00e9lia dividiram <strong>Pra fugir da saudade<\/strong>, um refinado tributo ao sambista. Dois anos depois, foi Teresa Cristina que estreou na m\u00fasica revelando suas semelhan\u00e7as com a voz e o jeito manso do homenageado no projeto duplo <strong>A m\u00fasica de Paulinho da Viola<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Ac\u00fastico MTV<\/strong><br \/>\nQuando o projeto j\u00e1 demonstrava cansa\u00e7o,<span style=\"color: #008080\"><strong> Paulinho da Viola<\/strong><\/span> gravou sua participa\u00e7\u00e3o no <strong>Ac\u00fastico MTV<\/strong>. Foi o primeiro representante da velha guarda do samba a registrar sua participa\u00e7\u00e3o no programa. Curiosamente, este projeto lhe rendeu o primeiro DVD e o \u00faltimo lan\u00e7amento in\u00e9dito da carreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A renova\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que faz parte do card\u00e1pio cotidiano de boa parte dos seres. 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