{"id":13160,"date":"2015-06-10T08:22:46","date_gmt":"2015-06-10T11:22:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13160"},"modified":"2015-06-10T08:22:46","modified_gmt":"2015-06-10T11:22:46","slug":"antonio-cicero-ministra-masterclass-no-porto-iracema-confira-bate-papo-com-o-compositor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/06\/10\/antonio-cicero-ministra-masterclass-no-porto-iracema-confira-bate-papo-com-o-compositor\/","title":{"rendered":"Ant\u00f4nio C\u00edcero ministra masterclass no Porto Iracema. Confira bate-papo com o compositor"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/06\/IMG_17121.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13161\" alt=\"IMG_1712(1)\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/06\/IMG_17121.jpg\" width=\"640\" height=\"455\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/06\/IMG_17121.jpg 640w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/06\/IMG_17121-300x213.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/06\/IMG_17121-120x85.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Reconhecido como um dos principais autores brasileiros, <span style=\"color: #993300\"><strong>Ant\u00f4nio C\u00edcero<\/strong><\/span> \u00e9 o convidado desta noite do Porto Iracema das Artes. A partir das 19h, o escritor e fil\u00f3sofo de 70 anos participa da masterclass <em>O que \u00e9 poesia?<\/em>, onde discute o conceito e as transforma\u00e7\u00f5es que a poesia sofreu ao longo dos anos. Como metodologia, o carioca analisa diversas obras po\u00e9ticas e pl\u00e1sticas.<!--more--><\/p>\n<p>Nascido no Rio de Janeiro, em 1945, <span style=\"color: #993300\"><strong>Ant\u00f4nio C\u00edcero<\/strong><\/span> viveu boa parte de sua vida se dividindo entre o Brasil e o exterior. Na adolesc\u00eancia, para acompanhar a fam\u00edlia que estava de mudan\u00e7a para Washington, ele passa uma temporada nos EUA e volta para cursar Filosofia na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC \u2013 RJ). Devido a problemas pol\u00edticos, precisa concluir o curso em Londres.<\/p>\n<p>Professor, ensa\u00edsta e escritor,<strong> Ant\u00f4nio C\u00edcero<\/strong> \u00e9 autor de obras como <i>O mundo desde o fim<\/i> (1995) e <i>Finalidades sem fim<\/i> (2005). Nesta segunda obra, ele aborda os dilemas da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e po\u00e9tica a partir do legado moderno do s\u00e9culo XX. Para isso, o escritor analisa a obra de nomes como Waly Salom\u00e3o (1943 \u2013 2003), Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto (1920 \u2013 1999) e Carlos Drummond de Andrade (1902 \u2013 1987), al\u00e9m de autores da antiguidade como Homero e Hor\u00e1cio.<\/p>\n<p>Como poeta, <span style=\"color: #993300\"><strong>C\u00edcero<\/strong> <\/span>teve boa parte de sua obra popularizada a partir da parceria com a irm\u00e3 Marina Lima. Lado a lado com a cantora a compositora desde o disco de estreia, <strong>Simples como fogo<\/strong> (1979), ele foi seu parceiro mais frequente desde ent\u00e3o. Juntos, eles assinaram cl\u00e1ssicos do pop nacional como <i>Pra come\u00e7ar<\/i>, <i>Fullg\u00e1s<\/i>, <i>Charme do mundo<\/i> e <i>Virgem<\/i>. Foi inclusive Marina quem trouxe o irm\u00e3o para a m\u00fasica, quando, contra a vontade de <span style=\"color: #993300\"><strong>C\u00edcero<\/strong><\/span>, mexeu em uma de suas gavetas e encontrou o poema <i>Can\u00e7\u00e3o da alma caiada<\/i>. Ela colocou melodia e apresentou ao irm\u00e3o, que s\u00f3 perdoou a \u201cinvas\u00e3o\u201d por que gostou do resultado. A can\u00e7\u00e3o foi lan\u00e7ada em 1979 por Zizi Possi, no \u00e1lbum <strong>Peda\u00e7o de mim<\/strong>. Com o tempo, Ant\u00f4nio C\u00edcero ganhou novos parceiros, como Adriana Calcanhotto e Jo\u00e3o Bosco, e publicou os livros de poesia <i>Guardar<\/i> (1996) e <i>A cidade e os livros<\/i> (2002).<\/p>\n<p>Confira o bate-papo por email com <span style=\"color: #993300\"><strong>Ant\u00f4nio C\u00edcero<\/strong><\/span>:<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Como ser\u00e1 essa masterclass?<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00edcero &#8211;<\/strong> Pretendo falar sobre a especificidade da poesia. Em particular, pretendo tentar explicar a raz\u00e3o pela qual tanta gente acha dif\u00edcil ler poesia. Ao fazer isso, falarei da rela\u00e7\u00e3o entre a poesia e as demais artes, citando exemplos retirados principalmente das artes pl\u00e1sticas.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Costuma fazer esse tipo de projeto, de conversar com compositores iniciantes? Quais s\u00e3o os questionamentos e d\u00favidas mais comuns que voc\u00ea ouve?<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00edcero &#8211;<\/strong> Sim. As d\u00favidas mais comuns que encontro nos interlocutores brasileiros dizem respeito \u00e0 diferen\u00e7a entre a poesia escrita e a letra de m\u00fasica. Indaga-se se a letra de m\u00fasica pode ser considerada poesia; se a boa letra de m\u00fasica tem tanto valor est\u00e9tico quanto o bom poema escrito.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Existe uma discuss\u00e3o em torno de poeta e letrista serem ou n\u00e3o serem a mesma coisa. O que voc\u00ea pensa sobre isso?<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00edcero &#8211;<\/strong> Penso que, embora uma letra de m\u00fasica possa ser t\u00e3o boa quanto um poema escrito \u2013 e vice-versa -, eles s\u00e3o coisas diferentes, pois a boa letra \u00e9 aquela que, associada a uma m\u00fasica, faz uma boa can\u00e7\u00e3o; j\u00e1 o poema escrito \u00e9 bom ou ruim em si mesmo.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Voc\u00ea v\u00ea diferen\u00e7a entre fazer poema para ser publicado em livro e para ser musicado?<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00edcero &#8211;<\/strong> Sim, como digo na resposta anterior.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; E, sendo tudo formas diferentes de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 muito diferente de escrever ensaios, artigos, colunas, letras de m\u00fasica e poemas?<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00edcero &#8211;<\/strong> Sim. S\u00e3o coisas inteiramente diferentes umas das outras.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Acredito que seu conhecimento acad\u00eamico n\u00e3o seja posto de lado na hora de compor uma m\u00fasica pop. De que formas ser fil\u00f3sofo interfere no seu trabalho como letrista? Voc\u00ea acha que o p\u00fablico consegue chegar ao ponto do que voc\u00ea est\u00e1 tratando em letras de m\u00fasica?<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00edcero &#8211;<\/strong> Num poema ou numa letra de m\u00fasica, tudo que o poeta\/compositor sabe pode entrar. Mas, no final, o que faz a letra ou o poema ser bom n\u00e3o \u00e9 a sua profundidade filos\u00f3fica ou seu ensinamento te\u00f3rico, mas o conjunto indecompon\u00edvel de pensamento, emo\u00e7\u00e3o, sonoridade, sensualidade, imagina\u00e7\u00e3o, sensibilidade etc. que o comp\u00f5e.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Seu primeiro poema musicado j\u00e1 tem algo em torno de 40 anos. O que mudou na sua forma de fazer letras de l\u00e1 para c\u00e1?<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00edcero &#8211;<\/strong> Adquiri mais desenvoltura. Fa\u00e7o letras para as m\u00fasicas que me apresentam. N\u00e3o fa\u00e7o letras para serem musicadas.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Como anda sua produ\u00e7\u00e3o como letrista?<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00edcero &#8211;<\/strong> No momento, n\u00e3o muito prol\u00edfica, pois estou concentrado em escrever um livro de filosofia.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O \u00faltimo disco da Marina foi \u00f3 \u00fanico que n\u00e3o contou com uma m\u00fasica sua. De que outras formas voc\u00ea colaborou para o Cl\u00edmax?<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00edcero &#8211;<\/strong> Isso s\u00f3 a Marina poderia responder.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Voc\u00ea \u00e9 um dos cotados para a Academia Brasileira de Letras. Isso \u00e9 um sonho seu? O que ser eleito para a ABL significaria para voc\u00ea? <\/strong><br \/>\n<strong>C\u00edcero &#8211;<\/strong> Admiro v\u00e1rios acad\u00eamicos e sou amigo de alguns. Gosto de frequentar a ABL.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong> Masterclass com Ant\u00f4nio C\u00edcero<\/strong><br \/>\n<strong> Quando:<\/strong> hoje (10), \u00e0s 19h<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Porto Iracema das Artes (Rua Drag\u00e3o do Mar, 160 \u2013 Praia de Iracema)<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> aberto ao p\u00fablico<br \/>\n<strong>Outras info.:<\/strong> 3219 5865<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecido como um dos principais autores brasileiros, Ant\u00f4nio C\u00edcero \u00e9 o convidado desta noite do Porto Iracema das Artes. 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