{"id":13249,"date":"2015-08-12T13:12:55","date_gmt":"2015-08-12T16:12:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13249"},"modified":"2015-08-12T13:12:55","modified_gmt":"2015-08-12T16:12:55","slug":"artur-menezes-da-direcao-certa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/08\/12\/artur-menezes-da-direcao-certa\/","title":{"rendered":"Artur Menezes da dire\u00e7\u00e3o certa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/08\/Foto-perfil-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-13276\" alt=\"Foto perfil 2\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/08\/Foto-perfil-2-625x937.jpg\" width=\"438\" height=\"656\" \/><\/a>Com uma caminhada longa e segura, <span style=\"color: #800080\"><strong>Artur Menezes<\/strong><\/span> se tornou um dos orgulhos cearenses dos \u00faltimos tempos. Guitarrista virtuoso, ele tem levado a cena bluseira de Fortaleza para lugares nunca antes imaginados. Para se ter ideia, ele esteve entre os mais votados na sele\u00e7\u00e3o do Crossroads Guitar Festival 2013, reuni\u00e3o dos principais guitarristas do mundo organizado por ningu\u00e9m mais ningu\u00e9m menos que Eric Clapton. Al\u00e9m disso, esteve ao lado de lendas como Buddy Guy, Atiba Taylor e Big Time Sarah, tocando e recebendo elogios.<!--more--><\/p>\n<p>Radicado h\u00e1 cinco anos em S\u00e3o Paulo, <span style=\"color: #800080\"><strong>Artur Menezes<\/strong><\/span> segue como um dos melhores guitarristas de sua gera\u00e7\u00e3o e vem garantindo, aos poucos, sua presen\u00e7a nos principais festivais de blues do Brasil. Entre eles, est\u00e1 o Festival do Rio das Ostras, que acontece em agosto no munic\u00edpio carioca. Depois de tocar no palco secund\u00e1rio do evento, o cearense j\u00e1 est\u00e1 escalado para ser uma das atra\u00e7\u00f5es principais deste ano. E neste festival que vai contar com nomes como Incognito e Robben Ford, Artur apresenta as novidades de<span style=\"color: #0000ff\"><strong> Drive me<\/strong><\/span>, seu mais novo trabalho.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado dois anos e meio depois de <strong>#2<\/strong>, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Drive me<\/strong><\/span> \u00e9 um passo adiante na linha evolutiva tra\u00e7ada pelo guitarrista. Com a voz mais solta e composi\u00e7\u00f5es que mesclam linguagens variadas da black music, esse terceiro disco de <span style=\"color: #800080\"><strong>Artur Menezes<\/strong><\/span> olha para a frente, sem abandonar as conquistas que vieram at\u00e9 agora. \u201c\u00c9 uma continua\u00e7\u00e3o do que eu vinha fazendo, que \u00e9 um trabalho de blues, mas mais moderno, com pegada mais pop, soul\u201d, confirma o m\u00fasico de 29 anos. Sem negar os avan\u00e7os do novo disco, ele destaca isso \u00e9 reflexo de mais estudos e pr\u00e1tica, al\u00e9m do trabalho de profissionais at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9ditos em seus discos, como preparador vocal, engenheiro de \u00e1udio e coprodutor musical. \u201cEst\u00e1 mais profissional\u201d, resume por telefone.<\/p>\n<p>Profissionalismo pode n\u00e3o ser exatamente o caso, uma vez que <span style=\"color: #800080\"><strong>Artur Menezes<\/strong> <\/span>sempre soube como levar a carreira. Mais prov\u00e1vel \u00e9 que os quase 20 anos de carreira tenham deixado o artista mais certo do que deseja extrair da m\u00fasica. Talvez por isso tamb\u00e9m, em Drive me, saem as misturas com ritmos nordestinos e entram toques de soul music e r&amp;b. E aqui, o destaque s\u00e3o as baladonas <em><strong>Getting cold<\/strong><\/em>, um limbo entre Tim Maia e Eric Clapton, e <em><strong>More than you know<\/strong><\/em>, onde Artur dispara seus dedilhados e acerta falsetes corajosos. \u201cCantar \u00e9 muito dif\u00edcil, \u00e9 uma coisa mais fr\u00e1gil. Depende de como seu organismo est\u00e1, sua cabe\u00e7a est\u00e1\u201d, analisa, acrescentando que, n\u00e3o sendo um \u201cneg\u00e3o\u201d, precisa se esfor\u00e7ar com a voz que tem. \u201cObviamente, tenho muito o que melhorar\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/08\/Capa-Drive-Me.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-13278\" alt=\"Capa Drive Me\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/08\/Capa-Drive-Me-625x538.jpg\" width=\"625\" height=\"538\" \/><\/a><\/p>\n<p>Embora ainda t\u00edmido como compositor,<span style=\"color: #800080\"><strong> Artur Menezes<\/strong><\/span> mostra em seu novo disco que h\u00e1 vontade de explorar novos caminhos. Com apenas nove faixas, <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Drive me<\/strong><\/span> j\u00e1 come\u00e7a acelerando na faixa t\u00edtulo, que apresenta um conciso trabalho de solos e cozinha. Marcada pelo galope country com intervalos mais lentos, a faixa antecede o blues puro <em><strong>I have screwed up<\/strong><\/em>, com cara de single radiof\u00f4nico. A seguir, os toques de metal e Gary Moore em <em><strong>Bitterness<\/strong><\/em>, pegada funk e metais em<em><strong> Too soon<\/strong><\/em>, e dois temas instrumentais. \u201cQuando vou compor, \u00e9 uma coisa de transpira\u00e7\u00e3o mesmo. Sento e vou fazendo de uma vez, n\u00e3o \u00e9 aquela coisa de inspira\u00e7\u00e3o que vem no tr\u00e2nsito\u201d, revela o m\u00fasico que comp\u00f4s todo o trabalho em dois dias.<\/p>\n<p>O repert\u00f3rio encerra com<em><strong> Cart\u00e3o postal<\/strong><\/em>, blues obscuro de Rita Lee registrado no magistral <strong>Fruto proibido<\/strong> (1975). Regravada apenas com voz, viol\u00e3o e gaita, a vers\u00e3o nasceu no desejo de <span style=\"color: #800080\"><strong>Artur<\/strong> <\/span>cantar em portugu\u00eas. \u201cAntes tinha mais receio por que achava que o blues tinha que ser em ingl\u00eas. Como meu trabalho \u00e9 mais moderno, mais tradicional, quis fazer algo em portugu\u00eas\u201d, explica o m\u00fasico que agora planeja a turn\u00ea de lan\u00e7amento do filho mais novo. Al\u00e9m das casas onde se apresenta com frequ\u00eancia, como as paulistanas Bourbon Street, O\u2019Malley\u2019s e SESC, ele pretende chegar a Fortaleza entre o fim de julho e in\u00edcio de agosto. Em seguida, os planos s\u00e3o de voltar aos EUA, ber\u00e7o da m\u00fasica que ele adotou como uma parte de si mesmo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma caminhada longa e segura, Artur Menezes se tornou um dos orgulhos cearenses dos \u00faltimos tempos. 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