{"id":13294,"date":"2015-08-14T10:43:47","date_gmt":"2015-08-14T13:43:47","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13294"},"modified":"2015-08-14T10:43:47","modified_gmt":"2015-08-14T13:43:47","slug":"a-critica-da-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/08\/14\/a-critica-da-critica\/","title":{"rendered":"A cr\u00edtica da cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/08\/9NJmSfxW.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-13297\" alt=\"9NJmSfxW\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/08\/9NJmSfxW-625x625.jpeg\" width=\"625\" height=\"625\" \/><\/a><!--more-->Um dos papeis mais controversos que um jornalista que lida com cultura pode assumir \u00e9 de cr\u00edtico. Se for cr\u00edtico liter\u00e1rio, v\u00e3o sempre dizer que trata-se de um escritor frustrado. Se for cr\u00edtico de m\u00fasico, um m\u00fasico frustrado. A afirma\u00e7\u00e3o pode ser verdadeira, mas n\u00e3o \u00e9 regra (comigo, s\u00f3 \u00e9 verdadeira em partes). Confesso que nem gosto do termo &#8220;cr\u00edtico de m\u00fasica&#8221;. Prefiro dizer que sou jornalista, colecionador de m\u00fasicas e ouvinte frequente e atento. Ser cr\u00edtico \u00e9 s\u00f3 uma consequ\u00eancia desses tr\u00eas elementos.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que, para muitos, o bom de ser cr\u00edtico \u00e9 apontar falhas, de prefer\u00eancia com o m\u00e1ximo de acidez e ironia. Jovens com o poder dos blogs e facebooks nas m\u00e3os, ent\u00e3o, esfregam as m\u00e3os com ansiedade e injetam os olhos de sangue quando pegam um disco (sim, eles ainda existem) indefeso na m\u00e3o. J\u00e1 gostei desse papel, mas, hoje, evito. Prefiro a an\u00e1lise s\u00e9ria, uma vez que imagino o trabalho e o orgulho que os autores das can\u00e7\u00f5es tenham por suas produ\u00e7\u00f5es (por mais capengas que elas possam parecer).<\/p>\n<p>Enfim, todo esse pre\u00e2mbulo \u00e9 para comentar um fato muito interessante que me aconteceu na \u00faltima semana. H\u00e1 alguns meses, aproveitei um tempo livre para comentar alguns discos que havia recebido. Entre eles, estava o da cantora carioca Guidi Vieira, de quem eu nunca tinha ouvido falar. Admito que o \u00e1lbum, <a href=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/guidi-vieira-apresenta-seus-temperos-em-disco-de-estreia\/\" target=\"_blank\">Temperos<\/a>, n\u00e3o me impressionou e tentei expressar isso da melhor forma poss\u00edvel. Eis que me surpreendi, na \u00faltima sexta-feira, 7, com uma mensagem in box da pr\u00f3pria Guidi informando que ela havia feito uma cr\u00edtica \u00e0 minha cr\u00edtica em seu <a href=\"http:\/\/www.guidivieira.blogspot.com.br\/2015\/08\/o-olhar-privilegiado.html\" target=\"_blank\">blog<\/a>.<\/p>\n<p>Que maravilha me deparar com esse espelho, saber como minha cr\u00edtica foi analisada pelo artista. Numa troca de gentilezas, ambos nos compreendemos, trocamos ideias r\u00e1pidas e vimos que concordamos em muitos pontos. Adorei a experi\u00eancia. Ao contr\u00e1rio do que se possa pensar, o cr\u00edtico musical n\u00e3o sabe tudo de m\u00fasica e n\u00e3o tem uma opini\u00e3o absoluta. Ele tem apenas a pr\u00f3pria opini\u00e3o, e ela s\u00f3 vale se for bem defendida. N\u00e3o sei se esse \u00e9 o meu caso. Mas, podem ter certeza, \u00e9 o que busco neste espa\u00e7o t\u00e3o livre.<\/p>\n<p>Para encerrar, vale lembrar que m\u00fasica &#8211; seja embalada em CD, LP, MP3 ou streaming &#8211; \u00e9 arte e, como tal, mexe com sensibilidades, emo\u00e7\u00f5es e leituras de mundo. O que toca algu\u00e9m hoje, pode n\u00e3o tocar amanh\u00e3. O que n\u00e3o emocionou hoje, pode vir a emocionar em outra ocasi\u00e3o. O que n\u00e3o vale \u00e9 perder a ternura. Obrigado, Guidi por temperar assim o meu humilde blog.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-13294","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13294","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13294"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13294\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}