{"id":13345,"date":"2015-09-18T10:00:55","date_gmt":"2015-09-18T13:00:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13345"},"modified":"2015-09-18T10:00:55","modified_gmt":"2015-09-18T13:00:55","slug":"a-nova-gargalhada-da-fafa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/09\/18\/a-nova-gargalhada-da-fafa\/","title":{"rendered":"A nova gargalhada da Faf\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/09\/fafacapafinal.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13372\" alt=\"fafacapafinal\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/09\/fafacapafinal.png\" width=\"640\" height=\"628\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/09\/fafacapafinal.png 640w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/09\/fafacapafinal-300x294.png 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/09\/fafacapafinal-120x118.png 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>H\u00e1 10 anos sem gravar um \u00e1lbum completo, <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Faf\u00e1 de Bel\u00e9m<\/strong> <\/span>andava desestimulada para voltar ao est\u00fadio. Incomodada com os rumos incertos da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, ela pensou em comemorar seus 40 anos de carreira \u2013 marcados pela grava\u00e7\u00e3o de <i>Filho da Bahia<\/i> para a novela <i>Gabriela<\/i> (1975) \u2013 remixando velhos sucessos. Ao ouvir a ideia, o DJ Z\u00e9 Pedro deu um grito e sugeriu que ela lan\u00e7asse material in\u00e9dito pela sua gravadora, a Joia Moderna. Proposta aceita, o resultado desse encontro chega este m\u00eas \u00e0s lojas com o nome de <span style=\"color: #008000\"><strong>Do tamanho certo para o meu sorriso<\/strong><\/span>.<!--more--><\/p>\n<p>Neste 22\u00ba \u00e1lbum de est\u00fadio, a cantora se voltou para as novidades de sua terra e se lambuzou de technobrega, lambadas e letras provocantes. \u201c\u00c9 fuleragem\u201d, resume <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Faf\u00e1<\/strong><\/span>, por telefone, antes de soltar uma de muitas gargalhadas. Divertido ao longo de 10 faixas, <span style=\"color: #008000\"><strong>Do tamanho certo para o meu sorriso<\/strong><\/span> contou com duas presen\u00e7as fundamentais: Felipe Cordeiro, principal catalisador da nova cena paraense, e seu pai Manoel Cordeiro, produtor de figuras como Beto Barbosa, Eliane e Al\u00edpio Martins.<\/p>\n<p>\u201cNunca gostei de est\u00fadio. Sempre fiz discos motivada por uma m\u00fasica\u201d, entrega a cantora que, para o novo trabalho, teve como estopim <strong><i>Meu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 brega<\/i><\/strong>, de Veloso Dias. Ela conheceu a can\u00e7\u00e3o in\u00e9dita do autor de <em>Ex-mai love<\/em> h\u00e1 cerca de dois anos, na casa de um amigo onde foi comer caranguejo com mani\u00e7oba depois do C\u00edrio de Nazar\u00e9. \u201cTinha acabado de sair de um paraensismo puro e ou\u00e7o <strong><i>Meu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 brega<\/i><\/strong>. Tive um insight semelhante a quando ouvi (a can\u00e7\u00e3o) <i>Vermelho<\/i>. Era o Par\u00e1 de uma forma violenta e visceral\u201d, explica.<\/p>\n<p>A vontade de gravar <strong><i>Meu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 brega<\/i><\/strong> foi imediata, mas a realiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o. Foram dois anos ouvindo propostas que n\u00e3o se alinhavam com o que ela queria. Ou ficava muito caro ou muito insosso. Ao conhecer os conterr\u00e2neos, ela chegou a uma mistura cheia de frescor para o que se considera brega nos dias de hoje. A intera\u00e7\u00e3o entre <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Faf\u00e1<\/strong><\/span>, Felipe e Manoel Cordeiro foi t\u00e3o imediata que o \u00e1lbum inteiro levou s\u00f3 dez dias para ficar pronto.<\/p>\n<p>Para a mulher que cruzou os anos 1980 com uma avalanche de sucessos de r\u00e1dio, se assumir brega foi mais libertador do que ofensivo. \u201cQuando eu gravei <em>Mem\u00f3rias<\/em> (\u2018Vou recome\u00e7ar, vou tentar viver&#8230;\u2019), me amarraram num pau de arara. Diziam que a cantora que sempre privilegiou a MPB agora mexia com o lixo. No meio desse caminho, encontrei o Chit\u00e3ozinho e Xoror\u00f3 e gravei o<strong> <i>Nuvem de L\u00e1grimas<\/i><\/strong>\u201d, relembra antes de outra gargalhada. No entanto, para ela, n\u00e3o existe muita diferen\u00e7a entre a beleza pungente de <i>Foi assim<\/i> e esse novo momento.<\/p>\n<p>Ainda assim, houve um aspecto de <span style=\"color: #008000\"><strong>Do tamanho certo para o meu sorriso<\/strong><\/span> que causou inc\u00f4modo na int\u00e9rprete de completou 59 anos no \u00faltimo 9 de agosto. Todos os instrumentos ficaram a cargo de Felipe e Manoel Cordeiro. \u201cFoi um p\u00e2nico. Eu dizia que n\u00e3o ia dar certo. Cad\u00ea os m\u00fasicos? Cad\u00ea a bateria?\u201d, se perguntava a cantora, que ouvia de Z\u00e9 Pedro que tudo iria dar certo. E deu.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rL74EuhAPfE[\/youtube]\n<p>Candidato a figurar nas listas de melhores discos de 2015, <span style=\"color: #008000\"><strong>Do tamanho certo para o meu sorriso<\/strong><\/span> se aproveita da exposi\u00e7\u00e3o que a m\u00fasica paraense vem conseguindo, sem se desconectar dos m\u00e9ritos conseguidos em 40 anos de carreira. \u00c0 vontade com sua artilharia vocal, Faf\u00e1 de Bel\u00e9m d\u00e1 languidez ao bolero <em><strong>Usei voc\u00ea<\/strong><\/em> (Silvio Cesar) e renova o balan\u00e7o de <em><strong>O gosto da vida<\/strong><\/em> (P\u00e9ricles Cavalcante), lan\u00e7ada por ela em 1982. Mas, a faixa que mais chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 <em><strong>Volta<\/strong><\/em>, composi\u00e7\u00e3o de Johnny Hooker que entrou para a trilha do filme <em>Tatuagem<\/em>. Tr\u00e1gica e explosiva, a balada caiu como uma luva para a voz possante da cantora. \u201cNesse momento, dar um mergulho sem rede de prote\u00e7\u00e3o, sabendo que o paraquedas tem que abrir, pra mim \u00e9 muito bom\u201d, avisa.<\/p>\n<p>Mas se engana quem acredita que a veterana est\u00e1 tentando surfar na onda dos seus conterr\u00e2neos. Mergulhar nas ra\u00edzes musicais do Par\u00e1 j\u00e1 \u00e9 algo que est\u00e1 presente na obra de Faf\u00e1 desde a estreia, no disco <em>Tamba-Taj\u00e1<\/em> (1976). J\u00e1 o technobrega, ela relativiza. \u201cEu n\u00e3o gosto de technobrega. O movimento \u00e9 interessante por que nasceu nas aparelhagens e nos sonoros para fazer as fam\u00edlias trabalharem. Mas, eu n\u00e3o vejo como movimento musical. Vejo remixes e pessoas interessantes\u201d, explica antes de elencar. \u201cO Par\u00e1 tem uma sonoridade muito grande, como a Gaby Amarantos que faz um technobrega mais ou menos. Acho que ela \u00e9 uma cantora maior do que aparece. O Felipe (Cordeiro) e a Lia Sophia \u00e9 que est\u00e3o fazendo uma trajet\u00f3ria de carreira\u201d. Ainda assim, ela n\u00e3o nega a import\u00e2ncia que essas figuras v\u00eam adquirido. \u201cQuando eu cheguei, h\u00e1 40 anos, tinha que explicar de onde eu vinha. No entanto, a pol\u00edtica cultural que se desenvolveu a partir do (projeto do governo estadual) Terrua Par\u00e1 abriu as portas\u201d, aponta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 10 anos sem gravar um \u00e1lbum completo, Faf\u00e1 de Bel\u00e9m andava desestimulada para voltar ao est\u00fadio. Incomodada com os rumos incertos da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,90,129,138,283],"tags":[],"class_list":["post-13345","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-albuns","category-criticas","category-entrevistas","category-fafa-de-belem","category-nacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13345","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13345"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13345\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}