{"id":13387,"date":"2015-09-15T13:29:45","date_gmt":"2015-09-15T16:29:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13387"},"modified":"2015-09-15T13:29:45","modified_gmt":"2015-09-15T16:29:45","slug":"leminski-e-cancoes-na-caixa-cultural-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/09\/15\/leminski-e-cancoes-na-caixa-cultural-2\/","title":{"rendered":"Leminski e can\u00e7\u00f5es na Caixa Cultural"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/09\/leminski.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-13388\" alt=\"leminski\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/09\/leminski-625x468.jpg\" width=\"625\" height=\"468\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #888888\"><strong>Por\u00a0Raphaelle Batista (raphaellebatista@opovo.com.br)<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Poeta antes de tudo, Paulo Leminski foi tamb\u00e9m m\u00fasico, tradutor, publicit\u00e1rio, faixa preta em jud\u00f4. Mas n\u00e3o s\u00f3. M\u00faltiplo Leminski, exposi\u00e7\u00e3o aberta hoje com uma visita guiada e afetiva na Caixa Cultural, revela outras facetas do \u201ccachorro louco\u201d curitibano em mais de mil objetos, fotos, manuscritos, pinturas, fitas K7, livros, HQs e sons. Um mosaico constru\u00eddo com o cuidado amoroso de suas filhas, Estrela e \u00c1urea, e a mulher que o acompanhou durante duas d\u00e9cadas, a tamb\u00e9m artes\u00e3 das palavras, Alice Ruiz.<!--more--><\/p>\n<p>Curadoras da maior mostra j\u00e1 realizada sobre a vida e a obra do Polaco, as mulheres da vida de Leminski recebem o p\u00fablico \u00e0s 19 horas para apresentar o homem e sua obra. \u201c\u00c9 quase como abrir a nossa casa, o nosso ba\u00fa de mem\u00f3ria\u201d, diz \u00c1urea. Al\u00e9m do passeio pelas duas galerias da Caixa Cultural por onde a exposi\u00e7\u00e3o se espraia, Estrela Ruiz far\u00e1 um pocket show do songbook Leminskan\u00e7\u00f5es, interpretando m\u00fasicas compostas pelo pai (algumas in\u00e9ditas).<\/p>\n<p>\u201cFui tentando pensar no arranjo como se ele mesmo estivesse fazendo. A exposi\u00e7\u00e3o me ajudou muito a organizar o material e pensar no que era necess\u00e1rio ser gravado de imediato\u201d, comenta ela sobre o processo demorado de resgate da verve musical de Leminski, cujo pr\u00f3ximo passo deve ser o lan\u00e7amento em LP.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o, que fica em cartaz at\u00e9 8 de novembro, estreou no espa\u00e7o principal do museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, tr\u00eas anos atr\u00e1s. Vista por mais de 330 mil pessoas em seis cidades, desde a terra do poeta e por toda a itiner\u00e2ncia at\u00e9 aqui, o sucesso \u00e9 uma constante. S\u00e3o muitas as raz\u00f5es para atrair tanto p\u00fablico: poemas in\u00e9ditos, a escrivaninha original onde Leminski criou suas obras, uma sala especial &#8211; proibida para menores de 18 anos &#8211; com as HQ\u2019s er\u00f3ticas que ele roteirizou, al\u00e9m de espa\u00e7o infanto-juvenil, com atividades para crian\u00e7as pr\u00e9-alfabetizadas at\u00e9 10 anos. E h\u00e1 ainda uma programa\u00e7\u00e3o paralela \u00e0 mostra que convida os f\u00e3s a aprofundar a rela\u00e7\u00e3o com o artista.<\/p>\n<p>No dia 6 de outubro, o jornalista, m\u00fasico e colunista do O POVO, Fl\u00e1vio Paiva, far\u00e1 palestra sobre \u201cum Leminski que transitou pelos concretos, pelos modernos, pela poesia social, oriental e beatnik, mas n\u00e3o ficou parado em nenhuma fonte onde bebeu\u201d, ele diz. Algu\u00e9m que ao mesmo tempo se fez \u201cpoeta pop e cult inquieto, sintetizador e d\u00ednamo\u201d e, ainda nas palavras de Paiva, redesenhou a poesia brasileira na segunda metade do s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p>Entre os dias 13 e 18 de outubro acontece ainda uma mostra audiovisual no cine-teatro da Caixa com document\u00e1rios, curtas e longas metragens que tenham a participa\u00e7\u00e3o direta de Leminski ou inspirados em sua obra. Entre os filmes, Ex isto (2010), de Cao Guimar\u00e3es, livremente inspirado em Catatau, um dos principais t\u00edtulos de Leminski e que ter\u00e1 espa\u00e7o pr\u00f3prio dentro da exposi\u00e7\u00e3o, e o cl\u00e1ssico Ervilha da fantasia &#8211; uma \u00f3pera Paulo Leminskiana (1985), de Werner Shumann.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, um grafiteiro local ser\u00e1 convidado para realizar interven\u00e7\u00e3o inspirada na obra do homenageado. \u201cEntre v\u00e1rias facetas (dele), tem algumas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o conhecidas do grande p\u00fablico, uma \u00e9 a de grafiteiro. Ele levantava essa bandeira de que o espa\u00e7o da rua era o espa\u00e7o pr\u00f3prio pra se manifestar de maneira po\u00e9tica e livre, muito antes do grafite ser aceito e respeitado como hoje\u201d, explica \u00c1urea. O tradutor autodidata que se dedicava aos idiomas mais improv\u00e1veis, como o russo, para ter o prazer de ler e estudar os autores de que gostava nos originais \u00e9 outro lado pouco abordado de Leminski. Assim como o de publicit\u00e1rio, profiss\u00e3o que ele exerceu durante anos para garantir o sustento da fam\u00edlia, mas que tamb\u00e9m significava independ\u00eancia para sua obra. \u201cFoi uma forma que eles (Leminski e Alice Ruiz) encontraram n\u00e3o s\u00f3 de pagar as contas, mas tamb\u00e9m de se publicar, de produzir de um jeito super livre\u201d, conta \u00c1urea. E, como disse Leminski, a poesia era sua \u201cliberdaaade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<strong>Abertura Exposi\u00e7\u00e3o M\u00faltiplo Leminski<\/strong><br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> Hoje, \u00e0s 19 horas<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Caixa Cultural (Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema)<br \/>\n<strong>Gratuito.<\/strong><br \/>\n<strong>Exposi\u00e7\u00e3o:<\/strong> De 16 de setembro a 8 de novembro de 2015 (de ter\u00e7afeira a s\u00e1bado, das 10h \u00e0s 20h e aos domingos, das 10h \u00e0s 19h)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Raphaelle Batista (raphaellebatista@opovo.com.br) Poeta antes de tudo, Paulo Leminski foi tamb\u00e9m m\u00fasico, tradutor, publicit\u00e1rio, faixa preta em jud\u00f4. Mas n\u00e3o s\u00f3. 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