{"id":13453,"date":"2015-10-03T16:04:05","date_gmt":"2015-10-03T19:04:05","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13453"},"modified":"2015-10-03T16:04:05","modified_gmt":"2015-10-03T19:04:05","slug":"curumim-de-forma-simples-efetiva-e-objetiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/10\/03\/curumim-de-forma-simples-efetiva-e-objetiva\/","title":{"rendered":"Curumim de forma simples, efetiva e objetiva"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/curumin-single.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-13454\" alt=\"curumin-single\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/curumin-single.jpg\" width=\"640\" height=\"310\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/curumin-single.jpg 640w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/curumin-single-300x145.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/curumin-single-120x58.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Existem duas formas de voc\u00ea se aproximar do som do <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Curumin<\/strong><\/span>. A primeira, para os menos atentos, \u00e9 atrav\u00e9s dos discos e shows de nomes como Arnaldo Antunes e Karina Buhr. Vale consultar sua discografia indie: ele deve estar tocando bateria em algum dos discos. Outra forma \u00e9 atrav\u00e9s dos seus discos autorias, que j\u00e1 s\u00e3o tr\u00eas.\u00a0H\u00e1 ainda uma terceira via, que \u00e9 conferir o show que o paulistano de 39 anos, cujo nome de batismo \u00e9 Luciano Nakata Albuquerque, traz este fim de semana a Fortaleza. Em cartaz na Caixa Cultural (Ingressos: R$ 20 e R$ 10), a estreia foi ontem, e segue com mais duas apresenta\u00e7\u00f5es, hoje, 3, \u00e0s 20h, e amanh\u00e3, 4, \u00e0s 19h. Acompanhado de um super time formado por alguns dos principais nomes da cena independente nacional &#8211; Z\u00e9 Nigro, Lucas Martins, Gui Amabis, Edy Trombone e Ricardo Hertz &#8211; <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Curumim<\/strong> <\/span>apresenta o repert\u00f3rio do disco <strong>Arrocha<\/strong>, lan\u00e7ado em 2012 elogiado desde ent\u00e3o. Por email, o m\u00fasico conversou com o <strong>DISCOGRAFIA<\/strong>. Confira.<!--more--><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Como ser\u00e1 o show em Fortaleza? Quem te acompanha no palco?<\/strong><br \/>\n<strong>Curumin &#8211;<\/strong> O show em Fortaleza vai ser baseado nos tr\u00eas discos que eu tenho e a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 um trio: eu, na bateria e cantando, Jos\u00e9 Nigro no baixo e Lucas Martins na guitarra.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211;\u00a0Voc\u00ea j\u00e1 esteve outras vezes em Fortaleza. O que te marcou na cidade?<\/strong><br \/>\n<strong>Curumin &#8211;<\/strong>\u00a0Bom, al\u00e9m de eu estar outra vez na Cidade, eu tenho v\u00e1rios amigos aqui em S\u00e3o Paulo que, al\u00e9m de serem bons amigos, s\u00e3o a\u00ed de Fortaleza e s\u00e3o m\u00fasicos muito impressionantes. Eu fico at\u00e9 pensando em Fortaleza como uma escola de m\u00fasica, mesmo, porque Fernando Catatau, R\u00e9gis Damasceno, Rian, Dustan Gallas, at\u00e9 o Saulo, que n\u00e3o \u00e9 da\u00ed, mas cresceu a\u00ed, Saulo Duarte. S\u00e3o m\u00fasicos excepcionais e excelentes e que t\u00eam tamb\u00e9m uma qualidade t\u00e9cnica diferente, uma tranquilidade pra tocar e isso eu guardo bem forte de Fortaleza.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211;\u00a0Dessa vez, voc\u00ea apresenta o show do disco Arrocha. Queria que voc\u00ea me descrevesse esse novo trabalho.<\/strong><br \/>\n<strong>Curumin &#8211;<\/strong>\u00a0Bom, o <strong>Arrocha<\/strong> \u00e9 um disco que foi feito aqui em casa, ele foi feito de uma maneira bem simples, mas bem efetiva, bem objetiva. A gente tentou usar o m\u00ednimo de coisas poss\u00edveis pra t\u00e1 soando bem, tentou usar o m\u00ednimo n\u00famero de instrumentos, de canais. Foi bem pensada a coisa das m\u00fasicas tamb\u00e9m, a gente come\u00e7ou com umas oito m\u00fasicas e depois foi ouvindo e, a partir daquilo, a gente sentiu o que tava faltando e foi buscando outros tipos de m\u00fasica e eu acho que esse disco vem nessa ideia que eu tenho explorado de fazer a m\u00fasica popular atrav\u00e9s dos di\u00e1logos com os softwares, os hardwares, a m\u00fasica eletr\u00f4nica&#8230; E tamb\u00e9m uma tentativa de achar denominadores comuns entre v\u00e1rios ritmos, que s\u00e3o ritmos que a gente convive diariamente, desde o samba at\u00e9 o soul, at\u00e9 o funk carioca, at\u00e9 o arrocha, o maracatu, o reggae. Tudo isso tentando achar um denominador comum entre todas essas vertentes.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211;\u00a0Arrocha j\u00e1 tem tr\u00eas anos de lan\u00e7ado. O que mudou na sua rela\u00e7\u00e3o com esse trabalho ao longo desse tempo? E na execu\u00e7\u00e3o ao vivo, o que mudou nesse tempo?<\/strong><br \/>\n<strong>Curumin &#8211;<\/strong>\u00a0Ah, a coisa do ao vivo na verdade, na verdade, a gente tem feito h\u00e1 mais de tr\u00eas anos. A forma\u00e7\u00e3o que a gente tem agora nesse trio e nesse esquema que a gente faz, com muitas m\u00e1quinas no palco, isso a gente vem consolidando j\u00e1 faz uns dez anos. Ent\u00e3o, \u00e9 um show j\u00e1 bem maduro, bem sintonizado. Tem uma sintonia muito grande entre todos os m\u00fasicos, a gente t\u00e1 sempre tocando bem junto, tentando soar como uma coisa s\u00f3, e eu acho que a gente consegue, porque esses dez anos trouxeram essa unidade, e tamb\u00e9m o show agora tem uma espontaneidade, cada dia sai de um jeito. A gente d\u00e1 muita margem pra poder mudar as coisas no meio do show, \u00e9 uma coisa que a gente queria desde o come\u00e7o, que \u00e9 esse uso org\u00e2nico das m\u00e1quinas. A gente t\u00e1 sempre tocando com as m\u00e1quinas, mas a gente chegou num ponto bom de tocar com as m\u00e1quinas de uma forma org\u00e2nica.<\/p>\n<p><strong><\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_13456\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/CuruminArrocha.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13456\" class=\"size-medium wp-image-13456\" alt=\"Capa do disco Arrocha\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/CuruminArrocha-300x300.jpg\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/CuruminArrocha-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/CuruminArrocha-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/CuruminArrocha-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/CuruminArrocha-740x740.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/CuruminArrocha-120x120.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/CuruminArrocha.jpg 1417w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13456\" class=\"wp-caption-text\">Capa do disco Arrocha<\/p><\/div>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211;\u00a0Mesmo com mais de 10 anos de carreira, voc\u00ea ainda \u00e9 um artista pouco conhecido entre o grande p\u00fablico. O que pensa disso? Incomoda?<\/strong><br \/>\n<strong>Curumin &#8211;<\/strong>\u00a0Olha, incomoda, claro, mas tamb\u00e9m sou muito orgulhoso com o que eu j\u00e1 conquistei. Tive poucas, mas importantes conquistas que me deixaram muito feliz. Eu sei que a m\u00fasica \u00e9 um caminho muito longo e eu nunca tive pressa de reconhecimento e espero que se meu trabalho tiver alguma import\u00e2ncia nesse mundo, que ele v\u00e1 ser reconhecido.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211;\u00a0Conhe\u00e7o, tenho e gosto muito do JapanPopShow, disco em que voc\u00ea trabalha com Marku Ribas. Como aconteceu essa parceria e como foi trabalhar com ele?<\/strong><br \/>\n<strong>Curumin &#8211;<\/strong>\u00a0Ah, o Marku \u00e9 um cara excepcional. O Marku marcou, desculpa o trocadilho besta. Ele foi um artista que eu sempre admirei muito e quando eu comecei a conhecer ele e ver ele tocar, ver fazer as coisas ao vivo, eu fiquei maluco porque ele \u00e9 o tipo de artista muito visceral, de uma qualidade extraordin\u00e1ria: cantava muito bem, tocava bateria, tocava viol\u00e3o, tocava percuss\u00e3o. \u00c9 um cara que vivia e respirava m\u00fasica em tudo que ele fazia e chamar ele foi muito natural. Al\u00e9m de ser um grande amigo tamb\u00e9m era um cara muito legal. \u00c9 aquela coisa da velha guarda: um cara j\u00e1 experiente, que j\u00e1 viveu muita coisa, j\u00e1 rodou por muitos lugares, conheceu muita gente. Enfim, foi um prazer muito grande, \u00e9 uma pena ele ter ido embora, queria ter feito mais coisas. Ficou um gosto realmente de querer fazer mais coisas com ele.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211;\u00a0Sua \u00faltima vez em Fortaleza foi com o show em homenagem ao Bill Withers. Queria que voc\u00ea falasse desse trabalho. Como surgiu, com que frequ\u00eancia apresenta e o que tem mudado desde a primeira vez que fez esse projeto.<\/strong><br \/>\n<strong>Curumin &#8211;<\/strong>\u00a0Olha, a homenagem ao Bill Withers a gente n\u00e3o fez muitas vezes, a gente deve ter feito uns quatro ou cinco shows desse jeito, nesse formato. \u00c9 um show que \u00e9 muito bacana de fazer porque \u00e9 um disco lindo, \u00e9 um disco cl\u00e1ssico que a gente toca, que \u00e9 o <em>Still Bill<\/em>. Teve momentos especial\u00edssimos como o show a\u00ed em Fortaleza, o show na Virada Cultural aqui em S\u00e3o Paulo. Mas eu acredito que a homenagem tem um pouco disso, \u00e9 uma coisa ef\u00eamera. Eu gosto de fazer, eu acho legal, \u00e9 interessante fazer porque \u00e9 sempre um estudo pra gente e a gente sempre se aprofunda um pouco mais na m\u00fasica e em outras formas de express\u00e3o, mas eu acho tamb\u00e9m que n\u00e3o d\u00e1 pra ficar vivendo disso, fazendo s\u00f3 isso. Eu tenho outros focos aqui, isso \u00e9 mais pra dar um respiro, vir outras coisas, brincar com outras formas de fazer m\u00fasica.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211;\u00a0Ano passado voc\u00ea foi uma das atra\u00e7\u00f5es da Mostra SESC Cariri de Culturas, no interior do Cear\u00e1. O que lembra desse show? Queria que voc\u00ea falasse sobre a oportunidade de se apresentar em cidades menores, pelo interior do Brasil. Imagino que n\u00e3o seja frequente.<\/strong><br \/>\n<strong>Curumin &#8211;<\/strong>\u00a0Eu nunca vou me esquecer desse show. Foi um show muito especial, ao ar livre, de gra\u00e7a, na pra\u00e7a, tava cheio, as pessoas cantavam, dan\u00e7avam. Foi muito especial, foi uma noite muito legal, fiquei muito feliz com aquele show. Eu, nesses um pouco mais de 10 anos de carreira, tenho feito bastante shows pelo Brasil e, inclusive, pelos interiores. L\u00f3gico que interiores sempre um pouco menos, mas sempre que pode eu fa\u00e7o. A gente tem um esquema que \u00e9 simples, essa coisa de tocar em trio n\u00e3o demanda muita log\u00edstica pra fazer show nos lugares. Eu adoro fazer show no interior, sempre que posso eu vou porque, \u00e0s vezes, os interiores s\u00e3o mais carentes que os grandes centros e \u00e9 muito importante fazer show nesses lugares porque voc\u00ea traz coisas diferentes, voc\u00ea troca, voc\u00ea vem de outro lugar, leva outras ideias, outros sons e isso sempre produz coisas muito legais. E \u00e9 aquela coisa, eu viajo pelo Brasil h\u00e1 muito tempo e eu vejo que tem diferentes n\u00edveis de est\u00edmulo cultural e quanto mais tiver est\u00edmulo cultural em todos os lugares do Brasil mais esse Pa\u00eds vai crescer e vai se transformar.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=sX7RrDwmV2c[\/youtube]\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211;\u00a0Al\u00e9m do trabalho pr\u00f3prio, voc\u00ea acompanha uma s\u00e9rie de artistas como baterista. Como voc\u00ea se relaciona com isso? \u00c9 uma carreira paralela? Tem vontade de parar, para se dedicar s\u00f3 ao trabalho autoral?<\/strong><br \/>\n<strong>Curumin &#8211;\u00a0<\/strong>Eu nunca pensei em parar pra me dedicar s\u00f3 ao trabalho autoral. L\u00f3gico que hoje em dia eu fa\u00e7o bem menos desses trabalhos s\u00f3 como baterista por causa do tempo e da dedica\u00e7\u00e3o que eu preciso pro meu trabalho, mas o fato \u00e9 que eu gosto de trabalhar como m\u00fasico tamb\u00e9m, \u00e9 uma experi\u00eancia diferente, uma experi\u00eancia de tamb\u00e9m buscar a sonoridade de outra pessoa, voc\u00ea tenta ficar explorando as ideias de outra pessoa e eu acho isso muito legal, tentar vivenciar a m\u00fasica atrav\u00e9s de outra pessoa, eu aprendo muito com isso. \u00c9 sempre uma aprendizagem poder me colocar nos ouvidos do Arnaldo Antunes, do Rodrigo Campos, do Russo Passapusso. S\u00e3o trabalhos que eu gosto muito de fazer e que eu n\u00e3o vou deixar de fazer t\u00e3o cedo.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211;\u00a0J\u00e1 existe um sucessor para o Arrocha em vista? Planos para um novo trabalho, projeto?<\/strong><br \/>\n<strong>Curumin &#8211;\u00a0<\/strong>Eu to come\u00e7ando aqui, agora nesse final de ano eu comecei a fazer s\u00f3 tr\u00eas m\u00fasicas. A princ\u00edpio eu ia fazer s\u00f3 um EP mesmo, mas a\u00ed \u00e9 aquela coisa: come\u00e7a a fazer um EP e come\u00e7a a se animar pra fazer o disco todo, rs. Ent\u00e3o a gente t\u00e1 a\u00ed, botando lenha nessa fogueira, j\u00e1 tamos gravando algumas coisinhas e tal, e imagino que pro meio do ano que vem deva t\u00e1 sendo lan\u00e7ado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem duas formas de voc\u00ea se aproximar do som do Curumin. 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