{"id":13459,"date":"2015-10-04T10:00:49","date_gmt":"2015-10-04T13:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/discografia\/?p=13459"},"modified":"2015-10-04T10:00:49","modified_gmt":"2015-10-04T13:00:49","slug":"titas-apresenta-novo-album-em-show-gratuito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/2015\/10\/04\/titas-apresenta-novo-album-em-show-gratuito\/","title":{"rendered":"Tit\u00e3s apresenta novo \u00e1lbum em show gratuito"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/titas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-13460\" alt=\"titas\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/titas-625x416.jpg\" width=\"625\" height=\"416\" \/><\/a>O Brasil tamb\u00e9m tem seu classic rock e ele merece respeito. E um dos principais representantes desse g\u00eanero que agoniza, mas n\u00e3o morre, chega este fim de semana a Fortaleza para um show gratuito, este domingo, 4, no Parque do Coc\u00f3. Eu me refiro aos <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Tit\u00e3s<\/strong><\/span>, banda paulistana que nasceu nos anos 1980 como um noneto e, ao longo de tr\u00eas d\u00e9cadas, foi perdendo integrantes at\u00e9 se tornar um quarteto &#8211; S\u00e9rgio Britto (vocais e teclado), Branco Mello (vocais e baixo), Paulo Miklos (vocais e guitarra base) e Toni Bellotto (guitarras pra ningu\u00e9m botar defeito).<\/p>\n<p>Se essa debandada seria um peso grande para outros grupos, para os <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Tit\u00e3s<\/strong> <\/span>foi raz\u00e3o para levantar a poeira e dar a volta por cima. E assim nasceu <span style=\"color: #800080\"><strong>Nheengatu<\/strong><\/span>, \u00e1lbum vigoroso de pegada forte que cuspiu uma s\u00e9rie de quest\u00f5es sociais na cara do p\u00fablico. Depois de um per\u00edodo de baixa popularidade, representada no p\u00e1lido <strong>Sacos Pl\u00e1sticos<\/strong>, o 14\u00b0 trabalho dos <span style=\"color: #0000ff\"><strong>Tit\u00e3s<\/strong> <\/span>deu sust\u00e2ncia para uma carreira que tem muito o que ser celebrada. E \u00e9 isso o que deve ser feito amanh\u00e3, no evento Bicicletar, cuja programa\u00e7\u00e3o come\u00e7a \u00e0s 16h30 e inclui DJs e show da banda The Dillas. Por email, S\u00e9rgio Britto conversou com o DISCOGRAFIA sobre o show que trazem a Fortaleza.<!--more--><\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O repert\u00f3rio de Nheengatu revela uma por\u00e7\u00e3o menos pop e mais agressiva dos Tit\u00e3s, algo que os f\u00e3s mais novos talvez n\u00e3o conhe\u00e7am. Como tem sido levar esse repert\u00f3rio para a estrada?<\/strong><br \/>\n<strong> Sergio Britto &#8211;<\/strong> Nos nossos shows sempre mesclamos esses dois lados. Nessa turn\u00ea a \u00eanfase maior \u00e9 no nosso lado mais pesado, mas os f\u00e3s tem reagido muito bem. Diria at\u00e9 que estavam com saudade de nos ver assim.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Como foi feita a sele\u00e7\u00e3o de repert\u00f3rio do trabalho ao vivo? Das m\u00fasicas mais antigas, precisaram reaprender a tocar alguma?<\/strong><br \/>\n<strong> Sergio Britto &#8211;<\/strong> Algumas m\u00fasicas, como <em><strong>Massacre<\/strong> <\/em>e <em><strong>Jesus n\u00e3o tem dentes no pa\u00eds dos banguelas<\/strong><\/em>, n\u00e3o toc\u00e1vamos h\u00e1 muito tempo. Ent\u00e3o, sim, tivemos que reaprender a tocar algumas delas. Escolhemos can\u00e7\u00f5es que formassem um bom conjunto, do ponto de vista musical e tem\u00e1tico, com as can\u00e7\u00f5es do Nheengatu.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/titasnheengatucapa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-13462\" alt=\"titasnheengatucapa\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2015\/10\/titasnheengatucapa-300x272.jpg\" width=\"300\" height=\"272\" \/><\/a>DISCOGRAFIA &#8211; Nheengatu \u00e9 um disco sem baladas e de forte teor pol\u00edtico, o que dificulta a entrada em espa\u00e7os como trilhas de novelas e muitas r\u00e1dios. Essa (\u00f3tima) pegada foi consciente? Que import\u00e2ncia esse trabalho teve para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\n<strong> Sergio Britto &#8211;<\/strong> Sim, claro que foi consciente, mas foi fruto de um processo, um trabalho que come\u00e7ou h\u00e1 alguns anos. Experimentamos muita coisa at\u00e9 focar no conceito do disco. Aos poucos as m\u00fasicas foram aparecendo. \u00c9 um disco com unidade, frescor e vigor art\u00edstico. Sem d\u00favida o melhor trabalho que lan\u00e7amos em muitos anos.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Nheengatu vem na sequ\u00eancia de Sacos Pl\u00e1sticos, que foi um disco de menor popularidade. O que faltou naquele que foi bem dosado nesse?<\/strong><br \/>\n<strong> Sergio Britto &#8211;<\/strong> Aquele disco recebeu cr\u00edticas negativas, mas tinha alguns bons momentos tamb\u00e9m. Pra mim a diferen\u00e7a b\u00e1sica (fora o momento &#8211; os dois foram gravados em circunst\u00e2ncias bem diferentes) \u00e9 o tempo que dedicamos a cada um deles. Com certeza trabalhamos muito mais para chegar ao Nheengatu.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; O \u00e1lbum fala de assuntos urgentes, como pedofilia e viol\u00eancia policial, e pintam um Brasil em ebuli\u00e7\u00e3o, cercado de problemas sociais. Nheengatu \u00e9 um disco triste, para baixo?<\/strong><br \/>\n<strong> Sergio Britto &#8211;<\/strong> \u00c9 um retrato do pa\u00eds em que vivemos, \u00e1cido, sem retoques ou maquiagem, com certeza, mas o que ele promove, como tema de fundo, \u00e9 o entendimento, o di\u00e1logo. Isso vem logo sugerido no jogo entre a capa e o t\u00edtulo do disco.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Como surgiu a ideia das m\u00e1scaras que voc\u00eas usam no show?<\/strong><br \/>\n<strong> Sergio Britto &#8211;<\/strong> Quando fizemos o clip de Fardado usamos uma maquiagem pesada de &#8220;palha\u00e7os assustadores&#8221;. Gostamos muito do resultado e resolvemos adaptar para o palco. Funciona muito bem, por alguns minutos parece que somos uma outra banda.<\/p>\n[youtube]https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=vt62Nc1hr2Q[\/youtube]\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; E como nasceu essa parceria com o Aderbal Freire Filho, <em>Chegada ao Brasil<\/em>?<\/strong><br \/>\n<strong> Sergio Britto &#8211;<\/strong> O Branco Mello trabalhou com ele e essa can\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado dessa parceria.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Uma dos elementos citados na biografia de voc\u00eas \u00e9 a democracia tit\u00e2nica, onde voc\u00eas costumam decidir tudo da banda na base da vota\u00e7\u00e3o. Agora como um quarteto, o que mudou nessa institui\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<strong> Sergio Britto &#8211;<\/strong> Pouca coisa mudou. Continuamos discutindo e argumentando muito. Procuramos sempre chegar ao consenso.<\/p>\n<p><strong>DISCOGRAFIA &#8211; Nenhuma caracter\u00edstica me chama tanta aten\u00e7\u00e3o no Tit\u00e3s quanto a capacidade de se reinventar. Depois de tantas perdas, queda de vendas no mercado fonogr\u00e1fico, discos de menos popularidade, voc\u00eas lan\u00e7am um trabalho forte, coeso e que atrai elogios de p\u00fablico e cr\u00edtica. Depois de mais de 30 anos trabalhando junto, de onde voc\u00eas tiram tes\u00e3o para fazer um trabalho in\u00e9dito?<\/strong><br \/>\n<strong> Sergio Britto &#8211;<\/strong> Esse \u00e9 o nosso grande barato, sempre foi. Criar, experimentar&#8230; Isso nos alimenta e nos une. Nunca tivemos medo de arriscar e, como todo artista com carreira longa tivemos altos e baixos, claro. Tudo o que fizemos, coisas boas ou ruins, foi sempre por escolha nossa. Nada nos foi ou \u00e9 imposto. Talvez fa\u00e7a a diferen\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tamb\u00e9m tem seu classic rock e ele merece respeito. E um dos principais representantes desse g\u00eanero que agoniza, mas n\u00e3o morre, chega este&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[126,129,283,361,389],"tags":[],"class_list":["post-13459","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-em-fortaleza","category-entrevistas","category-nacional","category-shows","category-titas"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13459","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13459"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13459\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13459"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13459"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/discografia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13459"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}